É a cultura indiana, no Brasil não acontece isto!

Não, não, não. Olha aí. Onde estão os “analistas” da “Grôbo” nestas horas? Incentivos importam e a lei brasileira tem um problema que não desaparece, por mais discursos que se façam: ela não é cumprida. Todos sabem que descumprir a lei não dá cadeia, logo, não temem a ação policial.

Bem, o Brasil sempre esteve nos BRIC’s, embora este conceito não faça sentido. Agora, por um motivo torpe, faz.

O velho e bom método didático-pedagógico

“- Pois então, alunos, como podemos ver, este teste de quebra estrutural nos mostra que houve uma mudança no regime cambial.

– Não acho.

– Quem se manifestou?

– Eu.

– Ok, Alunídeo, por que você não concorda?

– Todo mundo sabe que já havia esta mudança.

– Como você sabe?

– Eu sei. Eu li no jornal que houve.

– Você se satisfaz com isto para saber se, de fato, houve a mudança no regime cambial, Alunídeo?

– Sim. Para que esta econometria toda? Isto é só para mostrar um pretenso conhecimento. Besteira.

– Ok, mas e quanto ao seu pai ser homossexual?

– Como assim? Como o senhor pode dizer isso??

– Eu sei.”

 

Moral da história: ________ (preencha o espaço)

Por que o Coelho da Páscoa não virá?

Ele chegará no Brasil e será revistado na Alfândega. Com a desculpa de que se deve proteger a indústria de esquis nacional (que não existe), ele será taxado. Após sair do aeroporto, irá almoçar e pedirá um vinho. Descobrirá que a indústria nacional, bem espertinha, quis dar o golpe nos consumidores. Se der sorte, o Coelho achará um restaurante que não caiu nesta farsa.

Em seguida, ele tentará levar os ovos para as crianças. Tentará, eu disse. Sim, porque as regulamentações de trânsito certamente dificultarão seu trabalho de maneira bizarra. Claro que a Anvisa lhe pedirá detalhes sobre a fabricação dos ovos e lhe exigirá uma grana para custear a viagem de fiscais da agência para a Suíça, para mostrar ao povinho daquele país como somos sérios.

Tendo já passados uns dias ou semanas, o Coelho, que terá seu visto vencido porque o governo brasileiro usa da reciprocidade de forma política, não inteligente, vai obrigá-lo a sair do país. Mais umas moedinhas gastas e o Coelho voltará ao país. Descobrirá que o câmbio foi manipulado e tudo ficou mais caro.

Já é Natal, não?

Reproduzo integralmente:

Piada do Dia: Sinecuras Internacionais da USP

USP anuncia abertura de escritórios fora do Brasil. Universidade terá representações em Londres, Cingapura e Boston. Objetivo é atrair estudantes, professores e pesquisadores estrangeiros. Da para imaginar os alunos de Harvard fazendo fila no escritório de Boston, disputando vagas, e gritando: “eu quero estudar o pensamento de Lula com a Marxilena Chaui”, “eu quero aprender a econometria do oprimido do mago Muamar Galdalf”.
Como não reproduzir integralmente? Estou rindo até agora.

Livro, seu esquecido amigo

E a galera da Econ

Não olha mais pra mim

Eu sou seu livro

E volta e meia Eu não saio do mochilão

Eu sou seu livro

Se tá alegre e estuda o livro entende muito bem

Mas se dá preguiça e larga o livro

Vira um Zé Ninguém

Porque você nao olha pra mim?

Me diz o que é que eu tenho de mal

Porque você nao olha pra mim

Por trás desse índice tem matéria legal

Oi Oi Oi

Desprezar seu livro é bem fatal

E não adianta fingir e fazer charme de intelectual

Sem livro seu estudo parece não ter fim

Mas eu sou seu livro, anota em mim

Porque você nao olha pra mim?

Me diz o que e que eu tenho de mau

Porque você nao olha pra mim?

Por trás dessa capa tem matéria legal

Por que você nao olha pra mim?

Por que você diz sempre que não

Por que você não olha pra mim

Indo além do índice você tira um notão

Este tal de R Studio é bonitinho

Enquanto eu me divirto pensando na inveja de alguns perdidos que sequer sabem econometria para tratar dados de contagem (sim, é uma piada interna), passo algum tempo com o tal R Studio.

Até que ele é bonitinho. Aparentemente, útil também. Os entusiastas da área recomendam.

Horóscopo do Dia: “Plutão na casa de Urano tomando chá de camomila. Bom dia para pensar no que realmente você faz em um grupo quando te falam que você adiciona mas, tudo o que você é adiciona é subtraído”.

Números do dia: -i, i, -2i, +2i.

North

E não é que eu encontrei uma coletânea de artigos de historiadores que fornece alguns insumos para se pensar instituições formais e informais no Brasil colonial?

O prof. Aoki tem um texto – de 2010 – no qual comenta a última empreitada de North acerca da formação de crenças. Como as instituições informais estão na moda agora (nos estudos de Desenvolvimento Econômico), nada mais necessário do que ler os artigos com a cabeça organizada…

Se eu tivesse grana, comprava e presenteava amigos com o livro do North de 2005.

Recordar é viver (mesmo que cansado)

Estava procurando um texto aqui e me deparei com alguns bens públicos que coordenei/participei no passado. Alguns alunos interessados (conscientes disto ou não), certa vez, fizeram um trabalho sobre a Blockbuster em uma das minhas matérias. Outra turma, também interessada em empresas e jogos, trabalhou na comparação de duas gigantes da era dos impérios com um contrafactual simples. Tivemos também o divertido trabalho com alunos, ex-alunos e gente que teve a sorte de nunca ser meu aluno sobre os sushis. Finalmente, outro trabalho coletivo foi este, sobre os ditos populares.

Ah sim, e já que estamos em época de III ENBECO, não custa lembrar o que a blogosfera falou sobre a lei seca, nesta pequena coletânea de textos.

Deixa eu dizer uma coisa: alguns dos trabalhos acima foram feitos para alguma disciplina que lecionei (salvo engano, a famosa “Organização Industrial”). Até os incentivos para que estes trabalhos fossem feitos foram uma arte em si.

Ah sim, talvez eu nunca deva esquecer um dos pioneiros experimentos com a blogosfera nesta faculdade, o Projeto 42. Um dia eu conto para vocês a história deste projeto. De vez em quando eu trombo com alguns ex-alunos que dele participaram. Bons tempos!

Cultura, Ideologia, Teoria dos Jogos e Desenvolvimento

Chegou a hora da galera que reclamava da falta de “cultura” nas análises econômicas encarar o desafio: ler artigos sérios sobre o tema. Há vários, com variados graus de dificuldade. Um, de nível intermediário, é este working paper.

A análise institucional fez o que nenhuma outra fez pela Economia até então: trouxe-nos o pluralismo positivo. O negativo? Aquele em que o “pluralismo” é sinônimo de “esqueça a economia e louve a minha ciência”, geralmente aplicado por charlatões, muitos deles maus elementos de História e Sociologia. Sim, há bons elementos lá, mas estes sempre ficaram distantes das maçãs podres ou então estão no que chamei de pluralismo positivo.

E viva a Nova Economia Institucional!

Festa na casa do Jonathan

Meu amigo Jonathan adora torturar seus alunos com um trabalho super-divertido de Cadeias de Markov. Toda vez que um aluno dele ouve falar disto, começa a tremer. Alguns, calouros, acham que se trata de um complexo presidiário no interior do Acre.

O fato é que as Cadeias de Markov estão fazendo 100 anos.

Eu ainda me lembro de uma excelente aluna que, por problemas de excesso de trabalho, não conseguiu terminar a monografia dela na qual aplicava este divertidíssimo instrumento a um problema de créditos e devedores na empresa. Foi um(a) dos(as) poucos(as) alunos(as) que entenderam que Cadeias de Markov são facilmente aplicáveis a problemas cotidianos. O resto, claro, ou não entendeu, ou achou que “matemática não serve para nada” (embora se trate de um problema estatístico…o que nos diz muito sobre quem vomita uma frase como esta…).

De minha parte, nada tive contra a cadeia de Markov e nunca fiquei preso em uma.

Videoaulas

Será que professores desaparecerão no futuro? A tecnologia diz que a relação mudará um pouco, creio. Aliás, este pessoal resolveu fazer uma parceria com o Estadão e parece que todas as notícias de Economia terão links sugerindo aulas. Eu me pergunto porque não o fizeram com as notícias de política.

Aliás, como seria um mundo de videoaulas no qual professores com explicações bizarras (tome nossos pterodoxos, por exemplo) divulgam idéias erradas por meio de videoaulas juntamente a professores sérios? E o que dizer da péssima qualidade de alguns cursos na área de Humanas, que não conseguem explicar nada, mas apenas formar militantes para certos grupos de interesse? Como seria a competição por videoaulas de Cálculo Integral?

Este é, ainda assim, um admirável mundo novo.

Trabalhando, trabalhando, trabalhando…

Oh, give me a break!

Give me a break!
Give me some breaks!
Give me some endogenous breaks!

I was sad at my office
Waiting for some structural change.
They told me Tombini entered the game.
And so the hope shined again.

Give me a break!
Give me some breaks!
Give me some endogenous breaks!

Then entered the R
and we started the game.
Two assistants working.
looking for some breaks…

Give me a break!
Give me some breaks!
Give me some endogenous breaks!
It’s some freshing R…