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O discricionário governo brasileiro

Eu tenho um(a) conhecido(a) que não ganhou bolsa para o doutorado em Finanças na Columbia University porque um parecerista disse que havia um curso de Finanças no Brasil, lá na Unicamp. Nem me digno a discutir isto.

Mas o governo tem regras engraçadas. A mais nova é que querem fazer com que o destino de alguns bolsistas que estão no exterior fiquem nas mãos de alguns poucos (chamem de “comissão”, caso queiram…). Claro que é patente que haverá um incentivo para apadrinhamentos e corrupção em forma de suborno. Também está claro que dirão que, agora que o Barbosa é presidente do STF, nada disso ocorrerá.

Mas quem conhece as agências reguladoras sabe que, em algumas delas, os funcionários querem é viajar para o exterior a um custo muito maior do que seria pago pelos regulados, por vias legais, para algumas, digamos assim, “viagens técnicas”. É como se nosso CADE fosse mais avançado do que o DOJ dos EUA, nossa Anvisa fosse muito mais eficiente do que o FDA e por aí vai.

Agora, com a continuidade esquerdista na “Educação” por anos a fio, temos esta novidade: mudança das regras no meio do jogo e, pior, uma mudança que ignorar qualquer incentivo econômico.

Parece mesmo que o Brasil é algo surrealista e inacreditável.