Libertários também divergem

Eu compartilho de muita coisa com meus amigos Diogo, Adolfo e Adriano, inclusive a preocupação com a falta de debate que cerca um tema tão delicado: a liberação das drogas.

Já passou da hora de se debater o tema. Até o momento, muitas repetições papagaiescas de chavões de todos os lados do debate e pouca análise. Eu e minha co-autora tentamos colocar alguns pontos para o debate, na tradição da Public Choice.

Anúncios

Impostômetro de Bolso – faltam…

…dois dias apenas!

Saiba mais sobre este bem público que vai ajudar marxistas, ecologistas religiosos, malufistas-lulistas, fãs do Lewandowski, do Barbosa e até do Zé Dirceu!

Até aqueles malucos do Telegrama Interior e dos Inimigos Baratos vão baixar este aplicativo (e vão falar mal dele, claro). Eu estou ansioso para descobrir quanto pago de imposto em cada produto. Faz parte da tal consciência social, né?

Blog em marcha lenta

Vocês já notaram, mas este blog só voltará a seu ritmo normal em um ou dois dias. Até lá, divirtam-se com meus colegas blogueiros (Leo Monasterio, Mansueto, Cristiano Costa, Raciocínios Espúrios, Alex Schwartsman, dentre tantos outros bons blogueiros).

Logo, logo eu volto. Ah sim, chegarei com uma bomba que agradará a todos os sérios interessados em Economia (ou seja, leitores que acham que a Terra é plana vão reclamar, falar mal de mim, chorar, vão falar palavrão, etc).

Friedman comenta Keynes

Embora os pterodoxos e os xiito-pseudo-libertários achem que qualquer menção ao nome de Keynes deva ser acompanhada de alguma jihad contra alguém, o fato é que se pode criticar Keynes sem apelar para supostas verdades eternas ou preconceitos baseados no velho: “eu não leio nada de Keynes e, por isso posso criticá-lo”, que supõe uma pureza que beira à inocência das ovelhas em dias de pasto farto.

Por isso é ótimo que o Philipe tenha encontrado um ótimo texto no qual Friedman faz sua ótima crítica a Keynes de forma compatível com as regras da sociedade civilizada. Belo trabalho “arqueológico”, Philipe!

Controle social da mídia = mais impostos

Quer escravizar os eleitores bobocas sem que eles reclamem? Aparelhe a mídia! Evidências empíricas dão suporte a esta hipótese. Alguém deveria fazer um estudo destes para estados brasileiros e jornais locais. Garanto que descobriria coisas interessantes na coleta de dados. Fica aí a sugestão para os leitores.

E ele apareceu!

Um dos melhores investimentos da faculdade, em 2012, foi trazer o professor João R. Faria para uma super-mini-aula de modelagem seguida da apresentação de um artigo sobre economia do terrorismo.

E ele é menos chato pessoalmente do que pela internet!

Na foto acima, Jocka explica aos alunos que o jabaculelê é preferido ao jabaculê se as preferências forem quase-lineares.

 

Sensacional lançamento

O Impostômetro de Bolso é uma bela revolução silenciosa na cidadania brasileira. Duvido que o Telegrama do Interior ou os Inimigos Baratos (ou mesmo o Telefax do Interior na Escola para Doutrinação Imediata) falem sobre o tema. Provavelmente o atacarão como uma “estratégia da burguesia”, blá blá blá.

Mas o fato é que o aplicativo é muito útil para todos nós.

Eu já estou ansioso para obter o meu. Sugiro aos criadores que façam um gráfico com os “downloads” diários deste aplicativo. Seria uma medida imperfeita, mas válida, do grau de cidadania das pessoas. Quantos, de fato, importam-se com os impostos que pagam?

Desejo sucesso a este aplicativo!

Os melhores amigos dos ativistas são os Republicanos

Ou melhor, apenas dos ativistas críticos da lei de copyright. É verdade que eu jamais esperaria ouvir isso de um Democrata, mas não deixa de ser surpreendente. A propósito, não vi um artigo recente sobre o Marco Civil da Internet nos sítios (ou chalés) libertários da internet.

O ativismo libertário (quase 100% virtual) deixou passar esta ou tem havido algum protesto?

O mercado privado da defesa

Interessante notícia. Se você assina a The Economist, esta é uma matéria sobre o mercado privado de defesa, um tema que hoje, após anos de evolução intelectual na selva brasileira, é menos analisado sob o deformado olhar surrealista.

Ainda há quem não entenda a diferença entre análise positiva e normativa, mas as coisas têm melhorado. O tema dos exércitos privados é inevitável e importante na agenda de pesquisa moderna. Afinal, as mudanças tecnológicas nos levaram até o ponto em que estamos onde, no qual até um imbecil que nega o Holocausto pode ter uma bomba nuclear. Não seria demais dizer que o tema da economia da defesa (privada ou não) é importante, certo?

Excelente iniciativa

Adolfo tem sido um dos renovadores do pensamento liberal brasileiro. Agora ele leva sua iniciativa um passo à frente. Pode-se discordar de algumas opiniões dele, mas isso só mostra a diversidade do pensamento liberal.

Claro que, na luta pelo poder, alguns xiitas, supostamente “liberais”, podem tentar desmerecer o esforço do Adolfo dando à discordância um aspecto – na falta de uma palavra melhor – maligno. Mas isso é porque intelectuais – dos mais imbecis aos melhores – também respondem a incentivos e gostam de platéia cativa.

Adolfo, vá em frente! Não sei se concordo com tudo, mas acho ótima a iniciativa!

Cliometria

Um apanhado geral sobre a cliometria aqui. Creio que, independentemente das discussões óbvias que se faça, o fato é que historiador sem estatística é meio-historiador. Não tem jeito. Quer falar que a estratégia de preços de X foi um sucesso na época T sem usar dados e sem trabalhá-los corretamente? Então você passou longe da história.

Não, não. Não adianta falar que Hobs-fulano escreveu um livro de 10000 páginas sobre a história que é “definitivo” sobre o tema. Isso não engana ninguém e nem aumenta nosso conhecimento de história.

Moeda, preços, longo prazo…na prática

Interessante trabalho de um dos criadores do Gretl sobre a previsibilidade da inflação por meio do crescimento da oferta de moeda…na OCDE.

No Brasil, claro, a história envolve as metas de inflação, mas não custa imaginar trabalhos que tentassem replicar este experimento no período 1994-1999…

Matemática em Economia

Para usar um argumento que sempre é usado contra mim por alguns espantalhos fantasiados de seres humanos, “só um imbecil diria que sabe Economia sem saber Matemática”. Gostou? Há quem diga que ao dizer isto, eu terei atraído milhares de ansiosos por estudar Economia.

Mas o fato é que Matemática não é necessariamente ensinada da melhor forma nos cursos de Economia. David Friedman esclarece muito bem este ponto neste pequeno texto.

Porque deveríamos proibir Caio Prado Jr

Eis aí meu primeiro post defendendo a proibição de um autor com base em argumentos da esquerda brasileira moderna que se acha muito bonita ao defender o racismo invertido. A pesquisa, inédita, pelos trechos racistóides, na obra do tal Caio, bem como de outros, está neste ótimo texto do Leo.

Com base nele, claro, só posso concluir que os nossos burocratas são coniventes com o racismo no Brasil ao permitirem que alunos de Economia leiam os escritos deste fascista.

p.s. Nunca é demais lembrar que:

If, for instance, among us mathematical axioms seem self-evident to every eight-year-old child, and in no need of proof from experience, that is solely the result of ‘accumulated inheritance’. It would be difficult to teach them by proof to a bushman or to an Australian negro. [o pai dos partidos socialistas: Friedrich Engels, claro. Citado em: Watson, G. The Lost Literature of Socialism, 1998, The Lutterworth Press]