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A nova nova macroeconomia

Não, você não leu errado. Eu chamei mesmo de “nova nova”. Tudo por causa de um livro novo que comprei e cujo resumo (bem, mais ou menos um resumo) está aqui. A idéia dos autores é fazer um livro-texto com um modelo de três equações, bem no espírito do IS-MP de Romer, mas corrigindo alguns problemas que, segundo eles, aparecem naquele modelo.

É sem dúvida notável e excitante ver como o mainstream se renova e absorve novas idéias, ao contrário do que lhe acusam geralmente. Os pterodoxos reclamaram tanto em 2008, mas não conseguiram parir nada relevante. Talvez uns livros caça-níqueis sobre “a crise”, “o fim do homo economicus”, “a irracionalidade”, etc, mas nada muito sério.

Pelo que comecei a ler – e ainda foi pouco – do livro, a abordagem é promissora. Nada como começar bem a sexta-feira, não?

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4 comentários em “A nova nova macroeconomia

  1. Cláudio
    No rastro da discussão que você apresenta, transcrevo uma nota de rodapé que aparece em meu livro “Governo & Crise: Escolhas Públicas no Brasil e no Mundo, 2007-2011” (Editora FGV, Dezembro, 2011) e que, me parece, também redimensiona a discussão que você e os citados autores apresentam.
    “A própria formação acadêmica poderia ter a tendenciosidade de conceituar política econômica, em um ambiente não-intervencionista – o que deixa os estudantes de Economia “despreparados seja para compreenderem importantes precedentes históricos, seja para terem pleno entendimento da crise, das respostas de política, e [dos debates e] comentários contemporâneos” (Gray e Miller, 2009: 21). Os autores estabelecem essa tese após examinarem os principais livros-textos de Macroeconomia utilizados em universidades dos EUA. Se for correto supor que os estudantes de Economia, de hoje, são potenciais ocupantes de postos na alta gerência do Executivo, no futuro, tal deficiência nos fundamentos teóricos e analíticos necessários ao desempenho de funções de controle no governo apenas reforça a importância de ser ter proficiência em escolhas públicas.” (GRAY, J. e MILLER, J. Intermediate Macro Texts and the Economic Crisis of 2008-2009, http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=1490686, February, 2009).

  2. Acredito que a Behavioral Economicus não seja tão picareta nobre professor têm coisas muito boas é verdade que no field de microeconomia, em termos de macroeconomia o pessoal da economia comportamental e experimental ainda precisa correr muito. Mas o fato é concreto existe bons modelos com heterogeneidade, Agente computacional é uma prova que tais hipóteses terão que trabalhar muito melhor!!! Não sei se isso é heterodoxia, pois existe gente peso pesado nesse grupo!!!!
    Abraço

    Anderson

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