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O chá e a economia de mercado

Incentivos funcionam. Vejamos:

Japan is famous the world over for its green tea, but farmers are starting to produce black tea as demand dwindles and prices fall amid changing consumption habits, especially for high-grade varieties.

Ou seja, mudanças nos preços relativos e também a ampliação do conjunto orçamentário dos consumidores por meio da inclusão de novos produtos gerou uma alteração na demanda de chá. Interessante o argumento de que a dieta dos consumidores mudou, citado pela reportagem (a tal inclusão de novos produtos). Isto mostra que a diversificação aumentou e, com ela, o montante de renda gasto com chá verde não apenas se altera pela inclusão de novos itens como também pode mudar porque as pessoas podem experimentar – e gostar – novos tipos de chá.

E como fica a cerimônia do chá? Simples. Ela já é uma cerimônia “chique”. Ficará mais chique ainda e, claro, mais cara. Qual será a consequência de longo prazo? Bem, quanto a isto há muito a se pensar. Talvez a mudança de preços relativos não seja duradoura, talvez seja. Esta é a graça do mercado: sua capacidade de gerar novidades, sua resistência a situações de ‘status quo’ que não tenham base alguma em preços relativos (como o fundamentalismo islâmico, a ideologia de X ou Y, etc).

Enquanto isto, eu tomarei um (outro) café.

UPDATE: pergunta do dia: a cerimônia do chá sofre de cost-disease?