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A temível liberdade de expressão

Os inimigos do liberalismo ficam sempre tontos quando o assunto é liberdade de expressão. Por motivos óbvios (assista “Os Gritos do Silêncio“), claro.

Bem, veja uma bela peça sobre liberdade aqui. John Stuart Mill, pessoal. Copiado e colado:

Let us suppose, therefore, that the government is entirely at one with the people, and never thinks of exerting any power of coercion unless in agreement with what it conceives to be their voice. But I deny the right of the people to exercise such coercion, either by themselves or by their government. The power itself is illegitimate. The best government has no more title to it than the worst. It is as noxious, or more noxious, when exerted in accordance with public opinion, than when in opposition to it. If all mankind minus one, were of one opinion, and only one person were of the contrary opinion, mankind would be no more justified in silencing that one person, than he, if he had the power, would be justified in silencing mankind. Were an opinion a personal possession of no value except to the owner; if to be obstructed in the enjoyment of it were simply a private injury, it would make some difference whether the injury was inflicted only on a few persons or on many. But the peculiar evil of silencing the expression of an opinion is, that it is robbing the human race; posterity as well as the existing generation; those who dissent from the opinion, still more than those who hold it. If the opinion is right, they are deprived of the opportunity of exchanging error for truth: if wrong, they lose, what is almost as great a benefit, the clearer perception and livelier impression of truth, produced by its collision with error.

Bem, se você acha que isso é “ideologia burguesa”, cale sua boca e costure-a.

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Brasil fundamentalista

Eu não disse que o Brasil ficava no meio do caminho entre a selvageria radical e a pouca selvageria? Liberdade de expressão pode, desde que você:

a) não escreva uma biografia não-autorizada (sim, no Brasil você ser autorizado…)

b) não publique as fotos dos vereadores de BH com seu voto sobre o próprio salário (mas, ei, nos anos 80, o DIAP publicou um livro com fotos dos deputados federais e seus votos em vários temas…um livro…provavelmente não autorizado por vários deputados…)

c) não pratique crime contra honra (devem ter importado este conceito da Ibéria árabe…anos de dominação árabe não serviram apenas para importar declarações de guerra religiosas que seriam usadas na colonização, conforme Cerimônias de Posse na Conquista Européia do Novo Mundo (1499-1640), de Patricia Seed, Unesp/Cambridge, 1997)

d) não se reúna em praça pública sem pedir autorização para os arrancadores de suas horas de trabalho (políticos) porque…certamente você estará promovendo o consumo de drogas ilegais, o sexo livre e, claro, só pode estar tramando algum golpe de estado. Pode até aparecer um terrorista querendo te dar sacolas de plástico, leitor! Cuidado! Quem usa sacolas de plástico e lê Monteiro Lobato faz parte da grande conspiração mundial conservadora-judaico que pretende destruir o meio ambiente!!!

O que fazer em um país como este? Bem, primeiro ignorar a mídia comprada pela oligarquia (basta ler o que certos tablóides falam sobre a “liberdade de imprensa como instrumento do grande capital” para saber o que não ler..principalmente quando os editores destes tablóides recebem burras de ouro oriundas de nossos impostos ou defenderam a pena de morte para terroristas nos anos de chumbo). Em segundo lugar, colocar os políticos em seu devido lugar: pressioná-los (eis um exemplo) e trabalhar para que os próximos a serem eleitos sejam incentivados a construírem instituições ótimas para o país, não estas que estão aí.

Vai demorar? A perder de vista. Mas é isso ou seu filho ou filha não terá direito de estudar em uma escola compatível com seus valores (tenho um parente que reclama disto o tempo todo), mas apenas com os valores impostos pelo governo. Isto tem dois nomes: (a) socialismo e (b) capitalismo de compadrio (aquele que foi muito bem estudado pelo Sérgio Lazzarini para o Brasil, dentre tantos outros pesquisadores que já falam do tema há anos…)

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Demografia e Desenvolvimento Econômico

A economia japonesa não parece crescer mais. A população encolhe – há uma estatística bizarra, contaram-me, que mostra que no Japão há menos nascimentos do que na China e sua autoritária política de um filho por família – e o PIB não cresce.

Crianças se tornaram escassas e todos envelheceram. Quem assistiu, por exemplo, a novela Ruri no Shima, deve ter achado um exagero ver o risco de uma escola fechar por falta de crianças. Mas o fato é que o problema existe. Como resolver isto? Algumas soluções familiares passam por envolver parentes que, aposentados, cuidariam dos filhos do casal.

A cidade (cidade? Talvez seja melhor dizer província…esta coisa, no Japão, é bem confusa…) de Osaka – cujo prefeito está de olho em sua carreira política – lançou um programa que pretende minimizar o problema. Funciona? Bem, dê uma lida para formar sua própria opinião.

Com a população encolhendo, em breve, o Japão desaparecerá naturalmente do mapa, talvez como no “Nihon Zenbu Tinbotsu” ou, em sua paródia, “Nihon Igai Zenbu Tinbotsu”.

p.s. Creio que já comentei sobre esta engraçadíssima paródia neste blog. Entretanto, este blog não é conhecido por seus comentários de cinema. Por que? Primeiro porque não falo nunca da fotografia (“você viu a fotografia daquele filme?”) e, segundo, jamais tento adivinhar o que o diretor pensava enquanto pensava em pensar dirigir a cena X (“o que será que ele quis dizer quando colocou aquela vaca roxa na janela, enquanto dois bodes ouviam discursos de Lenin?”).

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Surrealismo, teu nome é humanidade

Hit and Run, em bom momento.

p.s. Descobri a fonte deste aumento artificial nos leitores do blog. Seguindo a teoria austro-húngara dos ciclos, sabemos que um incentivo artificial pode criar uma bolha de leitores no blog. Não sendo os leitores uns bolhas, ok. Mas se a bolha estoura, então a economia poderá entrar em uma crise que só desaparecerá quando os ensinamentos da igreja austro-húngara forem enfiados goela abaixo dos infiéis (e sem charges, heim!?).

p.s.2. Cara fonte supra-citada, obrigado!

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Explosão de audiência

Fui informado hoje, por supostos dez leitores, que este blog tem dez leitores novos (os ditos cujos). Caso isto seja verdade, trata-se da maior audiência jamais vista no mundo blogueiro! Ainda mais no mundo blogueiro dos economistas.

Um verdadeiro sucesso! Muito mais popular que um Áifôni 5 ou um Háifôni de R$ 40.00!

Infelizmente, graças à malvada imprensa, que fala mentiras de Kirchner, Correa, Chavez e Sarney, este desempenho olímpico passará ao largo dos noticiários. Provavelmente inventarão uma reuniãozinha na ONU ou uma notícia capitalista culpando Assad pelas mortes na Síria.

Mas, como dizia Mané Garrincha (ou teria sido Platão?): a luta continua.

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Dos cinemas e o direito de continuar pobre

Cinemas aos domingos: sim ou não?

Prezado leitor. Tal como você, sou cidadão de Belo Horizonte. Tal como você, também me preocupo com as mazelas que afligem os belorizontinos. Recentemente, tive uma idéia que gostaria de compartilhar com você: fechar todos os cinemas aos domingos.
Minha proposta se baseia no fato de que o domingo é o dia de descanso. Ninguém deveria trabalhar aos domingos. Os funcionários do cinema já não ganham o suficiente por seis dias de trabalho? Por que tomar o convívio familiar do funcionário fazendo com que o mesmo trabalhe aos domingos?

Diante de tamanha injustiça, só posso pensar que muitos belorizontinos são egoístas e consumistas. Por que não podem ir aos cinemas nos outros dias? Não pensam eles no bem-estar dos funcionários? E o patrão, o dono do cinema? É possível que seja tão insensível a ponto de obrigar os trabalhadores ao que alguns chamariam de “quase uma escravidão”, tirando-o de casa aos domingos? Quem ganha com isso? A quem interessa manter este estado de coisas? É verdade que não vi assinaturas de funcionários de cinema protestando contra esta injustiça, mas talvez isso não ocorra porque os mesmos temem enfrentar os patrões correndo o risco de perderem seus empregos.

O leitor que me acompanhou até aqui pode me dizer o quão injusto é, também, fazer com que garçons de restaurantes trabalhem aos domingos. Por que estes também não podem descansar? Será que o problema de obesidade não estaria ligado a estas refeições familiares dominicais? Há tanta fome assim que exija que os restaurantes não fechem aos domingos? E o que dizer de funcionários de lojas em shoppings? Não são eles também cidadãos com tanto direito quanto os outros ao descanso de domingo?

Caro leitor, peço que reflita sobre estes exemplos. Será que fazem sentido? Não há quem queira e possa trabalhar no final de semana para ser compensado com alguma folga durante a semana? As pessoas que trabalham aos domingos por acaso não o fazem porque recebem acréscimos no salário? Pense no seguinte: e se eu, dono de cinema, aumentasse a hora extra de domingo para o triplo do que é hoje? Seria desejo dos funcionários trabalhar neste suposto dia de descanso? Aliás, quem disse que somente o domingo é dia de descanso?

É tão bom ver o crescimento da classe média nos últimos anos! Funcionários que desejam dar melhores condições de vida para seus filhos e, assim, trabalhar aos domingos, podem negociar com o patrão. Com a economia aquecida, seu poder de barganha, inclusive, aumentou. Em geral, sai mais barato do que ter dois empregos. Um apartamento melhor, um carro melhor, a chance de pagar uma boa escola para os filhos. Seria justo privar estas pessoas desta oportunidade de melhorar sua vida e a de sua família? Quem melhor do que o trabalhador para organizar a própria agenda?

Os mesmos argumentos também se aplicam a funcionários de supermercados, tão belorizontinos e trabalhadores como os funcionários do cinema, do restaurante, da loja de sapatos do shopping, por exemplo. Esta discussão está em pauta e a sociedade parece ter se esquecido do direito que os funcionários de supermercados têm de trabalharem para melhorarem suas vidas e as de suas famílias. Será que eles realmente querem, em sua grande maioria, parar de trabalhar aos domingos (e feriados)? Aposto que só farão isto se alguém lhes pagar pelos domingos que não trabalharam. Quem fará isto? A prefeitura, cobrando mais impostos de todos nós (inclusive deles)? Os vereadores, doando parte de seus salários? Será mesmo boa idéia fechar os supermercados aos domingos? E então? Os vereadores devem fazer esta escolha em nome das empresas e seus funcionários, ou é uma decisão que cabe aos mesmos?

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Autoritarismo de esquerda pode

Liberdade de imprensa é um tabu para a esquerda. Disso já sabíamos. Basta ver a dificuldade de discutirem o tópico sem apelarem para o “grande capital” (algo como: liberdade pessoal também não pode porque existe algum equivalente do “grande capital”…sei lá, um cara de órgão genital avantajado, ou de 10 metros de altura, etc).

Mas aí o presidente do Equador dá um chilique estranho e o SB pergunta algo que me deixou realmente curioso. Quer saber qual é a pergunta? Clique aqui.

Controle social da mídia é isto, gente. É proibir bibliografias não-autorizadas, criar um conceito esotérico de “crime contra a honra”, matar embaixadores norte-americanos porque, porque..por que mesmo?

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Previsões do IPCA

Alguns modelos:

O modelo exponencial me parece o mais distante dos prováveis cenários mas, para ser honesto, não sei ainda avaliar bem este modelo: preciso estudar Hyndman. De qualquer forma, ele me dá: 0.32% para Setembro.

Pensando nos modelos ARIMA, a previsão, no primeiro, é de 0.51% e, no segundo, 0.48%.  Pelo critério AIC, este segundo seria o melhor modelo.

Na próxima rodada eu prometo tentar algumas novidades (como o teste de Diebold-Mariano para previsões), ok? Por enquanto, é isto.

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Clientes mais exigentes…exatamente como?

Divertido ler esta matéria que, certamente provocará a ira de feminazistas (não confundir com feministas civilizadas) e também, claro, poderá provocar atentados terroristas por parte de gente que acha que deixar uma mulher vestir uma camiseta é motivo suficiente para matar um embaixador dos EUA (sei lá o porquê de ser o embaixador dos EUA, mas, vamos lá).

Aliás, sobre liberdade de expressão, que tal isto?