Uncategorized

Demografia e Desenvolvimento Econômico

A economia japonesa não parece crescer mais. A população encolhe – há uma estatística bizarra, contaram-me, que mostra que no Japão há menos nascimentos do que na China e sua autoritária política de um filho por família – e o PIB não cresce.

Crianças se tornaram escassas e todos envelheceram. Quem assistiu, por exemplo, a novela Ruri no Shima, deve ter achado um exagero ver o risco de uma escola fechar por falta de crianças. Mas o fato é que o problema existe. Como resolver isto? Algumas soluções familiares passam por envolver parentes que, aposentados, cuidariam dos filhos do casal.

A cidade (cidade? Talvez seja melhor dizer província…esta coisa, no Japão, é bem confusa…) de Osaka – cujo prefeito está de olho em sua carreira política – lançou um programa que pretende minimizar o problema. Funciona? Bem, dê uma lida para formar sua própria opinião.

Com a população encolhendo, em breve, o Japão desaparecerá naturalmente do mapa, talvez como no “Nihon Zenbu Tinbotsu” ou, em sua paródia, “Nihon Igai Zenbu Tinbotsu”.

p.s. Creio que já comentei sobre esta engraçadíssima paródia neste blog. Entretanto, este blog não é conhecido por seus comentários de cinema. Por que? Primeiro porque não falo nunca da fotografia (“você viu a fotografia daquele filme?”) e, segundo, jamais tento adivinhar o que o diretor pensava enquanto pensava em pensar dirigir a cena X (“o que será que ele quis dizer quando colocou aquela vaca roxa na janela, enquanto dois bodes ouviam discursos de Lenin?”).

Uncategorized

Surrealismo, teu nome é humanidade

Hit and Run, em bom momento.

p.s. Descobri a fonte deste aumento artificial nos leitores do blog. Seguindo a teoria austro-húngara dos ciclos, sabemos que um incentivo artificial pode criar uma bolha de leitores no blog. Não sendo os leitores uns bolhas, ok. Mas se a bolha estoura, então a economia poderá entrar em uma crise que só desaparecerá quando os ensinamentos da igreja austro-húngara forem enfiados goela abaixo dos infiéis (e sem charges, heim!?).

p.s.2. Cara fonte supra-citada, obrigado!

Uncategorized

Explosão de audiência

Fui informado hoje, por supostos dez leitores, que este blog tem dez leitores novos (os ditos cujos). Caso isto seja verdade, trata-se da maior audiência jamais vista no mundo blogueiro! Ainda mais no mundo blogueiro dos economistas.

Um verdadeiro sucesso! Muito mais popular que um Áifôni 5 ou um Háifôni de R$ 40.00!

Infelizmente, graças à malvada imprensa, que fala mentiras de Kirchner, Correa, Chavez e Sarney, este desempenho olímpico passará ao largo dos noticiários. Provavelmente inventarão uma reuniãozinha na ONU ou uma notícia capitalista culpando Assad pelas mortes na Síria.

Mas, como dizia Mané Garrincha (ou teria sido Platão?): a luta continua.

Uncategorized

Dos cinemas e o direito de continuar pobre

Cinemas aos domingos: sim ou não?

Prezado leitor. Tal como você, sou cidadão de Belo Horizonte. Tal como você, também me preocupo com as mazelas que afligem os belorizontinos. Recentemente, tive uma idéia que gostaria de compartilhar com você: fechar todos os cinemas aos domingos.
Minha proposta se baseia no fato de que o domingo é o dia de descanso. Ninguém deveria trabalhar aos domingos. Os funcionários do cinema já não ganham o suficiente por seis dias de trabalho? Por que tomar o convívio familiar do funcionário fazendo com que o mesmo trabalhe aos domingos?

Diante de tamanha injustiça, só posso pensar que muitos belorizontinos são egoístas e consumistas. Por que não podem ir aos cinemas nos outros dias? Não pensam eles no bem-estar dos funcionários? E o patrão, o dono do cinema? É possível que seja tão insensível a ponto de obrigar os trabalhadores ao que alguns chamariam de “quase uma escravidão”, tirando-o de casa aos domingos? Quem ganha com isso? A quem interessa manter este estado de coisas? É verdade que não vi assinaturas de funcionários de cinema protestando contra esta injustiça, mas talvez isso não ocorra porque os mesmos temem enfrentar os patrões correndo o risco de perderem seus empregos.

O leitor que me acompanhou até aqui pode me dizer o quão injusto é, também, fazer com que garçons de restaurantes trabalhem aos domingos. Por que estes também não podem descansar? Será que o problema de obesidade não estaria ligado a estas refeições familiares dominicais? Há tanta fome assim que exija que os restaurantes não fechem aos domingos? E o que dizer de funcionários de lojas em shoppings? Não são eles também cidadãos com tanto direito quanto os outros ao descanso de domingo?

Caro leitor, peço que reflita sobre estes exemplos. Será que fazem sentido? Não há quem queira e possa trabalhar no final de semana para ser compensado com alguma folga durante a semana? As pessoas que trabalham aos domingos por acaso não o fazem porque recebem acréscimos no salário? Pense no seguinte: e se eu, dono de cinema, aumentasse a hora extra de domingo para o triplo do que é hoje? Seria desejo dos funcionários trabalhar neste suposto dia de descanso? Aliás, quem disse que somente o domingo é dia de descanso?

É tão bom ver o crescimento da classe média nos últimos anos! Funcionários que desejam dar melhores condições de vida para seus filhos e, assim, trabalhar aos domingos, podem negociar com o patrão. Com a economia aquecida, seu poder de barganha, inclusive, aumentou. Em geral, sai mais barato do que ter dois empregos. Um apartamento melhor, um carro melhor, a chance de pagar uma boa escola para os filhos. Seria justo privar estas pessoas desta oportunidade de melhorar sua vida e a de sua família? Quem melhor do que o trabalhador para organizar a própria agenda?

Os mesmos argumentos também se aplicam a funcionários de supermercados, tão belorizontinos e trabalhadores como os funcionários do cinema, do restaurante, da loja de sapatos do shopping, por exemplo. Esta discussão está em pauta e a sociedade parece ter se esquecido do direito que os funcionários de supermercados têm de trabalharem para melhorarem suas vidas e as de suas famílias. Será que eles realmente querem, em sua grande maioria, parar de trabalhar aos domingos (e feriados)? Aposto que só farão isto se alguém lhes pagar pelos domingos que não trabalharam. Quem fará isto? A prefeitura, cobrando mais impostos de todos nós (inclusive deles)? Os vereadores, doando parte de seus salários? Será mesmo boa idéia fechar os supermercados aos domingos? E então? Os vereadores devem fazer esta escolha em nome das empresas e seus funcionários, ou é uma decisão que cabe aos mesmos?