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Muçulmanos espertinhos: nós podemos ofender vocês, mas, por Alá, vocês não podem fazer o mesmo!

O moderadíssimo Thomas Friedman finalmente reage contra a hipocrisia pregada pelas teocracias do Oriente Médio.

Diga-se de passagem, quanto mais eles protestam, mais devemos mostrar que, em nossa sociedade, podemos, sim, fazer charges com quem quer que seja.

Tudo bem que, no Brasil, dominado por fanáticos islâmicos, dizer que um candidato não tem ficha limpa pode fazer com que um repórter tenha que pedir perdão a Alá. Mas ainda há esperança para o Brasil. Só não sei onde ela se escondeu.

p.s. Leia o Estadão de hoje para entender a metáfora, infiel.

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Horóscopo

A chuva prometida não veio. Mas, graças ao esforço do meu monitor de Econometria, o Lucas, uma nova base de dados sendo usada para fins malignos. Acho que o horóscopo de hoje seria:

Plutão na casa de Vênus tomando um chá com segundas intenções. Bom dia para trabalhar com quebras estruturais e previsões de índices brasileiros em R. Números do dia: 2.8, 3.45, 7.0 mais ou menos um erro aleatório do tipo ruído branco gaussiano.

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O conceito de mudança

A esquerda sempre falou em “mudança”, mas nunca entendeu o conceito de “mudança marginal”. Talvez porque não gostasse do termo marginal ou porque marginal não casasse com suas pretensões megalomaníacas.

De qualquer forma, hoje o ministro Mantega tentou se mostrar bravo com o governo dos EUA. Não, não se trata das charges de Maomé (embora fosse interessante perguntar ao ministro o que ele acha da liberdade de expressão e, mais ainda, sobre direitos humanos). O ministro reclamou porque o governo dos EUA reclamou do aumento do fechamento da economia brasileira.

Em resposta, disse o ministro que o Brasil nem é lá o país com mais restrições à importação no mundo.

Qual o problema desta resposta? Ela erra o alvo. A reclamação é sobre o aumento das restrições. A resposta correta seria: o Brasil nem é lá o país que mais aumentou as restrições às importações no mundo.

Entretanto, o ministro, acreditem leitores, sabe que isso não seria verdade. Assim, mudou a resposta. Algo como um diálogo hipotético entre Obananma e Dilm-Jong-Il:

– Dilm-Jon-Il, por que você dá mordidas maiores no cachorro quente?

– Não reclama, Obananma, meu cachorro quente é infantil.

– Mas você percebe que vai engordar mais do que eu, que dou mordidas menores e mais pausadas?

– Não reclama, Obananma, meu cachorro quente é infantil.

– Mas o meu também é!

– Não reclama, Obananma, meu cachorro quente é infantil.

Quem você acha que ficará obeso mais rápido?