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Cidade grande? Onde?

Belo Horizonte só é a terceira capital do país por alguma medida de PIB mesmo. Infelizmente.

Veja só o caso dos “tombamentos”. A cidade não tem 100 anos, mas se tem um bar onde o avô do ex-prefeito tomava café, eles o tombam. Se tem uma igreja antiga de dois andares, fica determinado que não pode haver nenhum prédio em um raio – arbitrário – de X metros dele. Os exemplos poderiam ser listados aqui e assustaria muita gente.

Mas o fato é que petrificam a cidade a cada dia. Tem déficit habitacional? Tem. Mas não pode ter prédios altos (igual a New York, Tokyo ou a campeã de powerpoints entre os belorizontinos: Dubai). Tem gente trabalhando e em horários diferentes? Tem, mas querem aumentar as filas nos supermercados já que um projeto de lei pretende que todos (mesmo os que sejam mais eficientes) os supermercados fechem aos domingos (exceto, sabe-se lá o porquê, alguns microestabelecimentos…que não terão tudo o que o consumidor precisa, claro).

A zona sul da cidade, orgulho da aristocracia local, é um belo exemplo de como o belorizontino com um pouco mais de moedas no bolso pensa ser o correto desrespeitar filas, parar em fila dupla, enfim, toda a sorte de pequenos crimes que ele mesmo condena nos políticos não menos espertinhos.

A cidade tem muito crime? Fácil, fechem os caixas automáticos 24 horas mais cedo (equivalente a: as crianças são vítimas de violências? Vamos ligar as trompas de todas as mulheres). Não é lá motivo de orgulho para quem nasceu na cidade. Os candidatos a prefeito tentam se vender como administradores competentes e tudo o mais. Mas nos últimos anos – põe aí pelo menos uns 20 anos – não conheci ninguém que dissesse que a burocracia municipal melhorou.

Não será esta eleição que mudará isto e a verdade é que a população local não liga para os problemas. Uns porque não têm tempo (poderiam ter, se trocassem o domingo pela quarta, digamos), outros porque fogem para seus chalés fora da cidade, onde a liberdade e a responsabilidade são individualizadas e, portanto, o final de semana é muito mais agradável.

Enfim, vamos em frente.

Agora, eis aí algo que eu gostaria de fazer: criar um índice de ineficiência para cada cidade brasileira.

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Summerhill no Brasil!

Copiado e colado com autorização.

Endereço original: http://renatocolistete.wordpress.com/2012/09/19/summerhill-na-fea/

 

Na próxima semana, o Prof. William Summerhill, da University of California, Los Angeles, UCLA, ministrará um minicurso para os alunos de pós-graduação e graduação em Economia da FEA-USP. Esta é a segunda vez que o Prof. Summerhill nos visita nos últimos anos e, como da vez anterior, ele terá uma agenda cheia com reuniões com professores e alunos, além da apresentação de um paper nos seminários do Departamento de Economia.

O minicurso ocorrerá nos dias 26 e 28 de setembro, com o tema “Institutions and Political-Economy History”. O evento é voltado aos alunos da FEA, mas também é aberto a todos os interessados em história econômica (com vagas limitadas). A promoção é da Pós-Graduação em Economia da FEA/USP e o programa resumido é o seguinte:

Aula 1 – Colonial Origins of Economic Backwardness (quarta-feira, 26/9, 10:30-12:15)

Aula 2 – Comparative Long-Term Development (sexta-feira, 28/9, 10:30-12:15)

Aula 3 – Political Institutions, Sovereign Debt, and Financial Development (sexta-feira, 28/9, 14:00-15:50)

Inscrições na Secretaria de Pós-Graduação em Economia, FEA-USP.

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Sugestão de projeto de lei

Já que alguém achou que eu deveria assistir filmecos nacionais em horários fixos, em todos os canais da TV a cabo, como se fosse aquele famigerado programa de rádio governamental criado pela ditadura e mantido, com gosto, por todos os governos posteriores, eis minha sugestão: todos os militantes de partidos envolvidos no Mensalão deveriam ser obrigados a terem, em todos os canais de TV que assistem, o julgamento do STF, em língua portuguesa (e é uma produção nacional) no horário nobre.

Familiares de envolvidos e jornalistas vendidos, oportunistas ou donos de revistas que já defenderam a pena de morte para terroristas e hoje se dizem de esquerda…também.