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Sua conta de luz está mais barata e isto é algum mérito do governo?

Vamos fazer o trabalho de jornalista, investigativo, atento e preocupado com a verdade. Bem, eu não fiz isso, confesso. Mas outra pessoa fez e descobriu que o grande herói desta história é o TCU que descobriu que o governo tinha autorizado cobranças erradas (ou as empresas erraram e o governo nada havia descoberto).

Como a lei exige que se devolva estes valores, não sei. Mas não virá grana para meu bolso. Apenas uma “redução de tarifas”.

Está tudo aqui, neste video. Assista antes que tentem tirá-lo do ar.

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Hayek não é Deus: esta é a maravilha do movimento libertário

Os bons libertários sabem que Hayek, Mises, Rivelino e Garrincha não eram seres divinos. Nada mais saudável do que ver uma bela discussão sobre um ex-aluno de Hayek, recém-falecido, por Byran Caplan.

Filosofia, como sabemos, não é questão de fé (senão vira teologia).

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Momento R do dia

Sabe qual é a coisa mais simples de séries de tempo? Talvez sejam os correlogramas. Incrível, contudo, como o R dá problemas nestes gráficos. Trata-se de um problema bobo: o eixo horizontal sai errado. O primeiro lag aparece lá na quinta ou sexta posição, deslocando tudo e todos.

Mas eis a solução: a ótima biblioteca forecast do não menos genial Rob Hyndman. Após invocar a biblioteca, você simplesmente troca os comandos default do R, acf e pacf pelos da biblioteca: Acf e Pacf e, pronto, resolveu.

Recomendo fortemente a todos os professores e alunos que conheço (e aos que não conheço).

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Você, belorizontino, concorda em piorar suas opções de vida?

Se você quer ter mais dificuldades para comprar produtos, perdendo a chance de comprar o que não pôde, durante a semana, porque os supermercados não mais abrirão, então…há algo errado, certo?

Há aí um projeto de lei que cai sob medida para favorecer um estabelecimento (segundo a notícia, o proponente de tal projeto diz que não houve tal intenção mas, independentemente disto, o fato é que o faz) em detrimento dos demais.

O ponto principal é notar que não há qualquer lógica econômica que justifique tal projeto. Como economista, posso dizer que, simplesmente, não faz sentido. Tive educação econômica às custas do contribuinte e, imagino, meu dever é dizer o que está certo e o que está errado em tópicos econômicos.

Dito isto, fica aí a sugestão: se você também acha isto uma maluquice, manifeste-se. Sei que em BH há muitos libertários (estudantes e empresários). Sei que são contra isso também. Dado que se dizem a tendência da política do futuro (e eu não discordaria), nada mais natural do que se manifestarem. Neste caso, minha sugestão é: façam uma carta aberta à população com assinaturas de gente com impacto na formação da opinião pública, bem como de empresários libertários, estudantes libertários e mesmo os não libertários que, simplesmente, acham isso uma maluquice.

Bem, eis minhas duas colaborações: (a) não faz sentido econômico e, (b) já que há gente que não concorda, que se mostre tal insatisfação aos políticos locais. Não é de Brasília para BH, e sim o contrário.

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As manteguetes podem tirar o cavalinho da chuva

As fãs histéricas (independente do gênero e opção sexual, se é que isso existe, cientificamente falando…) do manteguismo podem tirar o cavalinho da chuva. As dilmetes que se embriagaram e acham que a presidente é boa gerente, também. Infelizmente, após a passagem dos efeitos de psicotrópicos como “lulismo”, “quotismo”, “ambientalismo”, “trabalhismo” e outros conceitos que fazem a cabeça de um adolescente imaturo que mora com os pais e não consegue se enxergar como cidadão, mas apenas como receptor do dinheiro alheio….não, o investimento público não saiu do lugar.

Contra fatos não há blá-blá-blá hipócrita com cobertura ideológica. A verdade é que o que o Alexandre corretamente chama de “keynesianismo de quermesse” fracassou redondamente. Sim, você tem mais consumidores endividados, pressões sobre os empresários por meio de agências “pressionadoras” (não mais “reguladoras”) em ano eleitoral e alguns amiguinhos do governo recebendo parte dos 40% do meu (nosso) trabalho como subsídios. Por isso tantos discursos existem para justificar o manteguismo como “sucesso absoluto de vendas”, o “primeiro em sua categoria”.

Mas, infelizmente, isto tudo não sobrevive aos fatos.

p.s. não é a toa que a presidenta argentina atacou e destruiu a credibilidade do “IBGE” deles. Afinal, dados podem destruir discursos vazios.

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Pavor da China

Esta matéria – mal traduzida, infelizmente, mas legível – é bem interessante por levar um ponto raramente visto na imprensa: grupos de interesse nos EUA usam o discurso da “China-invencível-malvada-e-feia” para tentarem aumentar suas receitas. Da esquerda até a direita, sem exceção, o objetivo é dizer que a China será uma ameaça aos EUA…tal como o Japão o foi nos anos 80, em termos econômicos.

Diante de tanto medo e pavor (qualquer palestra sobre economia ressalta a China como potência e tal), vale a pena refletir um pouco.

Para mim, por exemplo, é bem simples: um país sobre o qual há poucas estatísticas confiáveis não é lá aquilo que parece ser, pelo bem ou pelo mal…