Crescimento

Peguei esta dica na primeira aula da ótima Marginal Revolution University.

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Rápidas

O Estadão de hoje tem excelentes matérias. Algumas estão na rede como este ótimo artigo sobre islamofobia, uma entrevista com o historiador argentino Luis Alberto Romero, sobre o modo de governar da oligarquia Kirchner (e é chocante ler algumas coisas, inclusive sobre o silêncio dos intelectuais, como no nazismo) (apenas para assinantes) e as matérias sobre mercado de trabalho mostrando a (ir)relevância de algumas profissões (uma delas é esta).

Quando você não é assinante, infelizmente, não perde apenas algumas leituras, mas também ótimos gráficos como nunca se vê em certos jornais…

Sabe aquela aula de Economia, lá no início do curso?

Claro que você se lembra. Havia um capítulo bacana sobre a diferença entre a incidência legal e a incidência efetiva de um imposto. Não importa o que a lei diga, o fato é que o mercado é, em última instância, com toda sua complexidade, quem determinará a carga efetiva do imposto.

O exemplo tradicional é aquele em que uma curva de demanda é bastante inelástica, em todos os seus pontos, relativamente à curva de oferta de um bem. Neste caso, o imposto recai mais fortemente sobre o ________(preencha o espaço).

Pois é. Na prática, como é isto? Eis um estudo recente para os EUA, dica do Café Hayek.

Economia

Horwitz explica economia em poucos minutos. Ele diz explicar economia austríaca, mas 99% do que ele diz é praticamente a mesma coisa que um economista diz. Obviamente, há diferenças, mas no nível que ele discute, de tão genérico, eu diria que 99% dos economistas do mundo concordariam (e uns 50% dos brasileiros, porque o resto é pterodoxo).

Pesavento

Fabio Pesavento mandando ver na história econômica.

p.s. prezados iludidos, aprendam com o Fabio como se faz história econômica. Coleta-se dados, pensa-se com a teoria econômica e se trabalha. Não é este onanismo de cuspir vinte e oito interpretações distintas de um período sem nem se preocupar sobre quem estaria menos errado. Não, não. A coisa é séria. 

Estadão e o Mensalão

Não encontrei o link para a excelente (muito boa mesmo!) análise da GV Direito feita no Estadão de hoje sobre o mensalão. Pode estar perdido neste excelente resumo que o Estadão faz diariamente. De qualquer forma, os autores (ou o autor) da análise de hoje fez um belo resumo do comportamento do brasileiro com respeito às instituições. Ele as despreza.

Ele não quer a lei. Ele acha que tudo é função da briga entre Lewandowsky e Barbosa. Ele personaliza tudo que não deveria ser personalizado. Trata-se do profundo desprezo do brasileiro com relação às instituições. Com o modelo educacional brasileiro (bem pouco discutido, embora a econometria seja farta) que incentiva a não-responsabilidade, as coisas pioram muito. O menino aprende, no colégio, que ele não erra. Aprende que tudo é relacionado com favores e favorecimentos. Aprende que a culpa de ele ter ficado na TV até a meia-noite e ter ido mal na prova é do(a) professor(a).

A análise mostra uma realidade que é cruel, mas verdadeira. Incentiva-se a não-responsabilidade individual. Exatamente o oposto do liberalismo (quiçá do neoliberalismo). Para impedir críticas, os grupos que ganham com isto acusam um abridor de lata de ser neoliberal, claro. Mas todo o modo de viver em sociedade inculcado com as graças dos burocratas da educação é um modelo que incentiva a vassalagem.

Aplique você a regra da instituição e a aluna vai dizer que está errado. Afinal, o favorzinho é que vale. A mamata, o suborno pela amizade (melhor dizendo, “amizade”).

É, não achei o artigo, mas acho que resumi um pouco da idéia. É uma república das bananas tão ruim quanto qualquer outra na América Latina, com exceção de que o brasileiro se acha melhor do que os vizinhos sem muito motivo. Deve ser a ilusão chauvinista de que a língua portuguesa é a mais bela do mundo.

Só mesmo fazendo como o Pato Donald: Quá, quá, quá!

Bibi, o impagável

Nos anos 80, quando o então ministro Bresser Pereira resolveu desenhar o IS-LM para explicar aos deputados como funcionaria seu plano, foi uma piada. Não havia internet e, portanto, poucos se lembram disso.

Mas a piada é imortal! Desta vez, Bibi apronta mais uma e, assim, várias charges surgiram na Internet, inclusive esta.

p.s. só para botar lenha na fogueira, os palestinos são os mais indecisos do mundo. Quem protestou para colocar o país como Estado Membro da ONU, agora, tem que engolir esta.

Momento (político) R do dia

Excelente oportunidade de mostrar ao leitor como iniciar uma discussão séria com dados para responder difíceis perguntas que envolvem políticas econômicas. Claro, foi feito lá para os EUA.

Obviamente, qualquer aluno versado em econometria poderá fazer algo assim para blogar na internet e, claro, dificilmente veremos um aluno brasileiro fazer isso. O “surrealismo fantástico” ganha da lógica elementar nos quadris da Terra (abaixo da linha do Equador)…

Mas há esperança, claro. Ela morre, mas é a última (mas a fila tem andado bem…).

Cervejas

Vou acabar entrando nesta discussão. O Ronaldo Nazaré, outro dia, me indagou e eu, perdido em afazeres mil (bonita forma de dizer: cheio de porcaria para fazer), não respondi. Bem, talvez a gente deva começar pensando nisto.

Por que o brasileiro tem que trabalhar tanto para comprar uma cerveja? Talvez tenha a ver com nossa carga tributária e nosso governo ineficiente. Pode ser que o cálculo esteja errado e não tenham usado a PPP (PPC, em português).

Mas, agora, eu quero mesmo é ver se minha tendência ideológica bate com as cervejas listadas no gráfico do link supra.

Momentos…

Nos anos 90, Helio Jaguaribe, então famoso cientista político, foi achincalhado pelos seus pares por mudar sua opinião rapidamente quando foi ocupar um cargo no governo Collor. Seu discurso, bastante catastrofista, mudou completamente.

Hoje, quando um cientista político faz um discurso pró-governo, não há quem o achincalhe.

Curioso como o mesmo critério é aplicado de forma distinta sobre amigos e inimigos de certas elites…

Voltemos à economia.

Discriminação de preços

Sim, discriminação existe onde há custos de oportunidade diferentes (já explico). Há lá um exemplo em algum livro-texto, do sujeito que paga para a mulher, no vôo para ela fazer o bebê parar de chorar (oh, mundo cruel! Como os economistas são malvados e feios!). Não me lembro se estava no livro ou se fui eu que contei esta história.

Esquizofrenias à parte, alguém uma vez deu uma sugestão, em meio a discussão deste exemplo em sala. Esta sugestão acaba de ser realizada.

Falta só eles oferecerem também a área livre de gente chata.

Vamos realmente estudar educação?

Que tal começar por isto? Currículo único? Descentralização? Imposição de livros-texto? Ou não?

Vamos encarar o problema com seriedade. Chega de estudos que apenas se baseiam na estrutura atual do ensino brasileiro. Já sabemos, bem ou mal, por onde passam as soluções. O desafio está mais adiante.