O blog e as previsões

As palavras amigáveis dos colegas e a “bronca” específica do Ângelo me fizeram retornar lentamente para as previsões. Assim, ontem e um pouquinho do dia de hoje foram dedicadas a tanto. 

O IPCA já está na mira. Vou tentar um modelo novo (tenho que tirar tempo do nada para estudar alguns novos modelos) e replicar os antigos. Na pior das hipóteses, o Nepom terá uma nova atividade: previsões de alguns índices. 

Como sempre digo, para fins didáticos, vamos de SARIMA (e até ARFIMA, caso tudo dê certo). Palpites e críticas dos leitores, as usual, são bem-vindas.

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Previsões da PIM-PF (a saga continua)

Assumindo que meu monitor usou os dois mesmos modelos de antes, eis algumas estimativas adicionais (intervalo com um desvio-padrão, centro) para o dado a ser divulgado (Jul/2012).

[121.611, 129.3924], 125.5017 e [121.5673, 129.3483], 125.4578

O outro modelo que estimei (além daquele cujas previsões foram reportadas abaixo), dão-nos:

[124.0668, 132.6386], 128.2811.

Note que nos modelos do monitor há a possibilidade de queda na produção em Julho, considerando-se meu intervalo de um desvio-padrão.

A discussão continua…(em breve, novas previsões para o IPCA).

Previsões para a PIM-PF

Voltando às nossas interrompidas previsões para a PIM-PF, sempre na idéia de usar modelos ARIMA (para fins didáticos), os resultados iniciais de um dos modelos indicam que a próxima divulgação da PIM-PF (referente a Jul/2012) deverá ser, na pior das hipóteses (um desvio-padrão a menos) maior do que o dado de Junho.

Estamos com o índice em 122.2 e a previsão indica um intervalo (com um desvio-padrão) em [123.1226 , 131.5677], com o centro em 127.2751.

Novamente, este é um dos modelos estimados, mas note o problema do intervalo de confiança. Assim que eu tiver estimado alternativas (espero que meu monitor de Econometria II também retome o trabalho), eu reporto por aqui.

Existem outras opções para se tentar prever a produção industrial como os modelos exponenciais (Hyndman!), mas estas tentativas ficam para os leitores interessados.

p.s. Estou tentando manter minha promessa com os leitores de fazer posts um pouco mais longos, com mais conteúdo e com alguma frequência. Até a próxima.

Blog em Marcha Forçada

Homenageando o clássico de A.B. de Castro, o título deste blog nos lembra (a mim e a meus dois leitores…frutos de minha esquizofrenia?) que este blog tem andado a passos lentos. De alguma forma, as tarefas do dia-a-dia, combinadas com um ou outro problema pessoal, têm conspirado contra este que vos escreve.

Insistirei mais um pouco. Vale a pena tentar trazer um pouco de humor e racionalidade ao paupérrimo debate econômico (este deve ser o único aspecto da pobreza que o novo presidente do IPEA não estudou, he he he) nacional.

Ironias normativas, conversas positivas e algum humor extra-econômico. Eis o tempero do blog. E olha que eu tenho que voltar para as previsões do IPCA.

Mais uma briga por pedaços de terra…

A briga na Ásia continua e nem sempre o estopim são motivações econômicas. Repare, na matéria, como é diferente o pensamento do mercado (pescadores) e dos políticos (governo, governo e, sim, governo). No Japão, uma democracia liberal (tal como Taiwan e Coréia do Sul), o povo não quer confusão, mas alguns politicos, claro, querem.

Faltaram entrevistas similares nos outros países. Na China, infelizmente, a marcante característica do socialismo – a inexistência de liberdade de imprensa (lembram-se de quem defende isto no Brasil?) – não nos permite saber o que pensa um chinês médio.

Mas alguém acha que a guerra é melhor que o comércio? Duvido.

Conversa séria

Alexandre Schwartsman deve ser o único economista que aparece na imprensa para colocar um pouco de razão nos debates econômicos. Minto, há também o prof. Affonso Pastore, claro.

Não deixa de ser decepcionante. Qualquer canal de TV paga tem artista falando de política, economia como se fosse uma autoridade em tudo que é assunto. O debate econômico no maior canal da TV paga é uma sombra. Qualquer um que diga diretamente algo sério parece ser deixado de lado. Deve ser o tipo de jornalismo que fazem hoje. Se bem me lembro, até na era militar, nos idos dos anos 70-80, o debate econômico tinha mais qualidade.

De qualquer forma, leiam lá o Alexandre. Entrevista curtinha, mas reveladora.

Leitura

Não resisti e comprei os livros do Hamermesh (“O Valor da Beleza”) e do Kahneman (“Rápido e Devagar – duas formas de pensar”). Acho que esta minha busca incessante por exemplos de microeconomia (quem nos acompanha aqui sabe…) que sejam divertidos é quase um vício obsessivo-compulsivo. Por que eu faço isto?

Porque é divertido e, algumas vezes, alguns alunos de humor sofisticado (quero ver quem vai dizer que não se enquadra, ha ha ha) adoram conversar sobre estes temas.

Hamermesh…eu preciso é comprar o outro livro dele. Vamos ver se alguém me dá uma referência crítica sobre o mesmo.

Ironias

Não deixa de ser irônico ver um catador de lixo corrigir um político (em SP). Afinal, política e sujeira andam juntas e qualquer tentativa de reciclagem é chamada de “ataque da direita”.

Em outro front, o governo paraguaio garante que Itaipu não terá uso político e a chancelaria brasileira não sabe se aplaude ou critica porque, afinal, modelo de “política” é a Venezuela.

Somando tudo, só é engraçado como os jornalistas tenham deixado esta oportunidade de tecer seus comentários ácidos (lembram do George Bush?) para nossa alegria. Nem o cronista oficial do partido, aquele que adora defender Cuba, manifestou-se. Silêncio obsequioso…

Muamar Jong Un

Se fosse o Bush, o jornalista não usaria tantos “supostos”, mas quando é com um ditador socialista, sabe como é, todo cuidado é pouco.

De qualquer forma, não deixa de ser engraçado como tentam frisar que o ponto central da notícia é se a bolsa da mulher do ditador socialista é ou não legítima. Afinal, todo mundo sabe que o importante é que, como vemos em toda casta socialista que chega ao poder, os valores, o modo de vida, etc, não deixam nada a dever aos maiores aristocratas do mundo ocidental (quem não se lembra da champagne caríssima que certo ex-presidente metido a sabichão degustou (degustou? Embebedou-se? Vá saber…) lá nos idos de 2002?).

A Coréia do Norte continua como o ícone do socialismo moderno. Nem Fidel conseguiu tanto.

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Sim, ainda estou vivo! Mas ainda fraco. De qualquer forma, ajudando os amigos:

O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais convida para a apresentação de trabalho elaborado pela economista Marcelle Chauvet (University of California, Riverside).

 Datação dos ciclos econômicos em Minas Gerais e

Modelos de previsão do nível de atividade para a economia mineira

 

  • Construção de cronologia para os ciclos econômicos e de modelos de previsão do nível de atividade para a economia mineira.
  • Construção de índices antecedentes e coincidentes para a economia mineira e/ou setores específicos (e.g., ciclos de negócios, indústria, indústria metalúrgica, agroindústria, mercado de trabalho).

 

Data: 16 de agosto de 2012

Horário: 14:00 – 16:00

Local: Auditório Paulo Camilo, no Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais – Rua da Bahia, 1600, Belo Horizonte.

 

Marcelle Chauvet é economista (PhD, University of Pennsylvania), professora do Departamento de Economia da University of California Riverside, onde dirige o Programa de Estudos para a América Latina. Tem diversos artigos publicados em importante revistas acadêmicas da área de economia. É membro do Comitê de Datação dos Ciclos Econômicos do Brasil.Em 2009, teve seu artigo “Indicadores antecedentes para a indústria de bens de capital no Brasil” premiado pela Confederação Nacional das Indústrias. Seu currículo completo pode ser visto aqui: https://sites.google.com/site/marcellechauvet/home

Contamos com sua presença. Por favor, confirme através do email: fernandoo@bdmg.mg.gov.br