Minha entrevista para a coletânea do Adolfo

Adolfo Sachsida, nosso amigo de Brasília, tem feito uma interessante pesquisa: três perguntas idênticas feitas a vários economistas. Aceitei seu convite e lá estou. Há muita gente boa lá. O legal é ler as diversas respostas para ver os contrastes. 

Aposto que o Adolfo tentará editar isto tudo em um e-book ou algo assim.

A era Taisho

Como começou a Matsushita (atual Panasonic)? O que houve entre a era Meiji e a II Grande Guerra? Terá sido o esforço euro-americano de guerra um fator de incentivo para a industrialização japonesa no período?

Descubra pistas para estas respostas aqui, aqui e aqui.

Queria ver um destes para o Brasil

Muito se fala por aqui sobre Economia Política. Hoje nenhum aluno pode se dizer imune a conversas sobre Drazen, Tabellini, Alesina, Buchanan ou Tullock.

Entretanto, na hora das pesquisas, faltam algumas coisas básicas. Esta aqui, por exemplo. Eu, Ari e Ronald já medimos algo relacionado (carga tributária ótima), mas nunca vi nenhum economista me apresentar um gráfico como este.

Fim da picada

A Argentina apelou (o governo, digo): agora coloca foto de mulher de tiran…digo ditador que tinha estranhas tendências nazi-fascistas em seus trinta dinheiros. Alguém poderia sugerir ao Narloch que fizesse um breve resumo da péssima mensagem que isto significa.

Aliás, Narloch teve que sustentar uma conversa com o Fernando Morais que, pelo visto, não entendeu o que é fazer história de forma imparcial. Vá lá que você seja de esquerda, mas defender Cuba é só da boca para fora porque os indicadores sócio-econômicos não são nada “pró-Castros”…

Mais um artigo publicado

“Meninos de rua”, uma expressão talvez politicamente incorreta, mas que todos entendem. O que podemos falar sobre estes meninos? Muita coisa. Mas, neste nosso artigo recém-publicado, estudamos os determinantes dos crimes destes meninos para uma amostra inédita do estado de Minas Gerais.

Resultados? Bem, descubram lá. Mas vou avisando: programas de transferência de renda (à la Bolsa Família) não parecem afetar a probabilidade do menino de rua cometer crimes, nem diminui, nem aumenta.

Frase do dia

“Academics don’t make careers by agreeing with one another”. [Deutscher, G. “Through the Language Glass – why the world looks different in other languages”, Picador, 2010, p.90]

Não quer dizer que só existem brigas pessoais na Academia. Entretanto, é interessante como há alguns que reagem somente para se dizerem diferentes. Um incentivo para isto existe quando o sujeito quer se vender aos leigos como um “excelente” consultor. Ele vai para a TV, diz que toda teoria está errada e que economia, só a dele. Isto quando não diz que “já havia previsto a crise”.

Também não se enganem os pterodoxos: se há um lugar em que a vaidade impera é no meio pterodoxo. É um tal de tentar desqualificar a Teoria Econômica com base em bodoques intelectuais sob o uso de psicotrópicos que dá até dó…

Mas vale pensar sobre o que disse Deutscher. Aliás, o livro citado é ótimo. Com sorte, termino de ler este ano ainda.

Videogames, Orkut, Facebook…meu filho é um gênio! Será?

Ainda com relação ao post anterior, outro muito interessante que mostra que, não seu filho não é um gênio só porque ele sabe conversar no chat do skype. Educadores deslumbrados com a tecnologia não podem se esquecer da lição econômica básica: a extensão do mercado é função da divisão do trabalho (Adam Smith).

Como assim? Para joguinhos online ou para abrir fotos no Facebook, você precisa de algumas habilidades que nem sempre são as mesmas que você precisa para resolver um problema simples de cálculo ou de física. Obviamente, há uma área em comum, mas problemas distintos exigem habilidades distintas (olha o Adam Smith aí!).

Então, sorry papai babão, mas seu filho não é um gênio por conta de suas 25 horas diárias na internet. Ele pode ser muito bom em algumas coisas, mas não em todas.

Hum…talvez eu devesse falar de Adam Smith e David Ricardo aqui…

Mais um mito derrubado: “com o computador, não preciso mais escrever”

Vários alunos – mas não todos – já me disseram que, quando eu pedia para me entregarem o exercício feito à mão, inclusive com o enunciado, o conteúdo estudado ficava mais claro. Afinal, você tem que entender o que escreve. Simples, não?

Entretanto, muitos ficam deslumbrados: tenho slides? Não preciso escrever? Ipad? Melhor ainda. Escrever? Coisa do passado…

Embora isto fosse sempre – e muito obviamente, para mim – contraintuitivo, eis que agora há evidências de que, sim, datilografar não é como escrever. Então, da próxima vez que for organizar suas idéias ou pensar em algo, lembre-se de que um caderno, um bloquinho, um lápis e uma boa idéia estão mais fortemente correlacionados do que você imaginava…

Você achava que já sabia tudo sobre Max Weber?

Muitas vezes vejo alunos que apenas fizeram uma graduação se acharem experts em algum tema. Por exemplo, vejamos o caso da ética protestante tal como suposta por Max Weber. Além de algumas críticas de Robert Ekelund (não me lembro a referência agora), há também que se entender melhor o fenômeno. Eis aqui um bom exemplo de análise histórica sobre o tema.

Ou seja, não dá para ler o livrinho do Weber e dormir tranquilo, exceto se você não almeja entender realmente do assunto, mas sim apenas resolver seu problema de curto prazo como um TCC ou uma prova. Objetivo legítimo, claro, mas não corrobora a arrogância de alguns.

Economia para Leigos

Que tal se o resto do mundo fizesse pressões contra o emprego de brasileiros, tal como alguns brasileiros fazem contra os estrangeiros?  Pense bem no resultado e terá aprendido uma lição bem simples de economia.

Quem disse que o mercado não se ajusta? Geralmente, quem disse (e diz) isso é quem procura formas de impedir seu funcionamento. Realocação, flexibilidade dos fatores, etc. Tudo tal e qual no livro-texto…