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Polêmica – mais pontos (UPDATED 5)

Mansueto fez um post muito bom sobre o uso da econometria no meio desta discussão (infrutífera). Ponderado e vale a leitura. Para não ser injusto, o SB também fez comentários, mas não tenho os links por perto. Confiram lá.

Eis novos textos do SB e um curtinho do Laurini. O Chutando a Lata levanta pontos de economia política.

Mais um UPDATE: Prosa Econômica e Mão Visível. O Tio Rei fez (reproduziu) outro texto, de um comentarista que parece ter formação em matemática e história que, supostamente, “derruba” os argumentos do JMello.

Um UPDATE algo atrasado. Sachsida publicou dois textos sobre o tema (acho que a data do blog está errada, mas vamos lá): aqui e aqui.

Mais um: SB faz comentários relevantes sobre o “debate”…sobre a irrelevância de certos comentários.

UPDATE: Faltou citar a carta do JMello (não a encontrei no site pessoal dele, então aí vai).

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A polêmica, na blogosfera

Cristiano resumiu bem o que eu penso aqui. Alexandre nos lembra que há pontos a se debater (mas de uma forma séria). Leo Monasterio, de forma elegante, chamou a nossa atenção para a importância dos estudos econométricos, sem “carteirada“.

Claro que a indignação é a reação natural de qualquer um que fosse autor do citado artigo. Mas ela não deveria ser a reação a ser apresentada ao que insulta. No final de tudo, a gente tem que lembrar que o dia-a-dia é cheio de gente que não entende de Economia tentando falar da mesma. É com eles que você tem que dialogar, apesar de tudo.

Obviamente, se alguém joga pedras, você pode jogar pedras de volta. Mas é a melhor forma de esclarecer a confusão? Não. Afinal, qual o objetivo de responder àquele texto do Tio Rei? Ganhar publicidade (negativa) para o artigo? Brigar no mesmo tom com quem te ofende? Esclarecer ao que oponente que suas ofensas foram desnecessárias e explicar o artigo? Fazer uma catarse?

Acho até que JMello exagerou. Não era preciso dizer que era Ph.D. para sustentar o óbvio fato de que ele sabe mais economia do que Tio Rei (e seus comentaristas mais exaltados). Lembro que ser Ph.D. não é condição necessária, nem suficiente para se dizer um bom economista (nossos leitores sabem disso, certo?). Ficou com um tom algo arrogante e o Tio Rei foi na ferida. Novamente, mais lama para a blogosfera. O que nos diz a divisão do trabalho (com a cabeça fria, claro)? Se você entrar na especialização do polemista (economista), tem que, no mínimo, ser um bom polemista (economista).

Se não fui claro até aqui, resumo: (a) minha solidariedade está com os autores, (b) há um problema não-esclarecido sobre o que Tio Rei leu (o que não lhe dá justificativas para ofender, claro), (c) obviamente há limitações no método econométrico, mas isso não desqualifica o trabalho. Pelo contrário, mostra que cientista sério sabe das limitações de sua ferramenta; (d) devemos repensar o jornalismo econômico (item ligado ao que disse em (b)).

Esta seria uma ótima oportunidade de se discutir esta questão de nosso jornalismo econômico tão carente de análises mais sólidas. Entretanto, parece que tudo o que vamos ver são externalidades negativas desta discussão sobre a importância da econometria.

Não é uma droga?

 

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Tio Rei e a econometria

Os comentários ao post do Reinaldo são os piores possíveis. Gente fazendo críticas à Econometria que não fazem sentido. Nem vou entrar no mérito. Só vi, até agora, um comentário razoável lá.

Se agora a Econometria será alvo de ataques por parte da feira, não é relevante, mas é desagradável. Imagino se a crítica fosse a um engenheiro. Aposto que choveriam críticas à Engenharia. Pensem nisto, três leitores.

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Calma lá, Tio Rei – II

Acabo de ler, por sugestão dos meus colegas blogueiros (tá vendo, eu também sou blogueiro! Oh, yeah!), li a carta do J.M.P. de Mello ao Reinaldo Azevedo (curiosamente chamada de “Cara ao Sr. Reinaldo Azevedo”).

O que acrescentar? Não muito.

Estavam lá os pesquisadores fazendo seu trabalho – podemos até discordar dos resultados, mas não podemos torturar os dados (salvo vigarice ideológica, como bem diz o sr. Mello) – quando foram atingidos pela inesperada raiva do Tio Rei.

Ainda imagino que o Tio Rei deveria ter lido o original (assumo que ele leu a matéria de “O Globo”, como disse em meu post anterior). Seria o melhor a fazer. Também seria bom ter uma assessoria econômica por perto (não, não estou me oferecendo, leitor, tenho provas a corrigir!).

Eis um fato econômico da vida: quanto mais textos você escreve diariamente, maior a chance de se cometer erros. Acho que Tio Rei seguiu esta lei, infelizmente, atacando pessoas que – creio – jamais fizeram parte de alguma conspiração. Digo “creio” porque, sabe como é, vai que o Rodrigo mudou e faz parte da grande conspiração sionista e pauta a Carta Capital. Creio que não, mas da próxima vez vou reparar se ele, Mello e Chioda comem camarão e carne de porco.

Bem, eis uma polêmica que jamais esperei ver em minha vida. Mas, como dizia o repórter Esso (não é isso?): “meninos, eu vi”.