Tarefas do dia quase terminadas…

…então aproxima-se a hora do descanso!

Anúncios

A PIM-PF, novamente

Como eu prometi, eis as previsões para Abril, supondo que a série correta é a recém-divulgada, já corrigida. Lembre-se que modelo a sazonalidade também, então estou visando a PIM-PF com sazonalidade, não a que é divulgada (mas você encontra tudo lá no IBGE).

124.1113, 124.1826 e, nos do Lucas: 120.1314, 120.0596

Agora, o passo seguinte e fazer o Lucas construir belos gráficos no R com os desvios-padrão (já que ele sempre se candidata para este tipo de tarefa)…

 

PIM-PF: o aluno venceu o professor

Para mês, se não me falha a memória, não divulguei minhas previsões. Lembrando que uso o índice sem dessazonalização, o resultado divulgado hoje aponta para 119.25. Meus modelos (e os do Lucas) passaram longe (erro de leitura meu). Eis o que meus dois melhores modelos deram para Abril: 123.9486 e 123.144. O Lucas ficou bem mais próximo: 119.8926 e 119.8209.

Isso pode indicar que, mesmo com p-valores do teste Ljung-Box apontando alguma auto-correlação (caso dos dois modelos do Lucas), a previsão não necessariamente é pior. Por que isto ocorre? Ari acaba de refrescar a memória: aparentemente o p-valor não importa, mas sim a especificação do modelo e a significância dos parâmetros estimados.

Ou seja, vou desapropriar o Lucas de seus modelos  e usá-los como meus, adotando o monopólio da força que tenho (he he he). Mas, falando sério, o modelo dele está melhor especificado.

Entretanto, eu fico com a pulga atrás da orelha. Afinal, como a série é revisada, pode ser que o correto seja fazer a previsão com a série já corrigida. Só não sei se o IBGE divulga a correção junto com o novo resultado, o que me impediria de fazer a previsão antes. Então, leitor(es), façamos o seguinte: vou atualizar a série e refaço a previsão para Maio. Se o Lucas quiser atualizar os modelos dele, melhor ainda.

Apresentação do Nepom de hoje

A equipe atual do Nepom dribla dois zagueiros e se aproxima do gol (aos 30 minutos do segundo tempo)

Pois é. Foi hoje a última apresentação do semestre. Pode-se ver os slides aqui. O que dizer? Bem, ultimamente esta equipe, enxuta, tem se mostrado bem eficiente. As apresentações melhoraram e, claro, sempre há erros a serem corrigidos.

Tivemos uma audiência pequena, mas ocorreu um problema sério de divulgação que procuraremos evitar das próximas vezes. Infelizmente estas coisas acontecem.

Tenho que agradecer aos amigos que toparam a reforma administrativa que promovi no Nepom. Os professores Reginaldo, Coutinho e Salvato têm ajudado a galera um bocado (nosso modelo econométrico tinha problemas que não podem se repetir e Salvato nos ajudou um bocado). O professor Sérgio, sempre que pode, faz suas críticas construtivas.

Será que algum dia o Nepom se transformará em um centro de treinamento para futuros economistas? Acho que, de certa forma, ele já é um pouco isso e um pouco de diversão.

Vale a pena ressaltar a excelente incursão do Raphael pela econometria hoje. Tivesse mudado o título do gráfico para algo menos assustador e em português, teria sido melhor ainda. Mas um dos objetivos que sempre quis para o grupo foi (e é e sempre será) o de que aplicassem teoria e métodos que aprenderam no curso. Ao deslumbramento com a técnica segue-se o desafio da humildade e também de expor algo extremamente técnico para uma platéia nem sempre preparada para tanto. Acho que, desta vez, alcançamos um nível próximo da excelência neste aspecto.

Gostaria mesmo era de ver mais gente tentando fazer previsões de variáveis macroeconômicas para tornar nossa análise mais interessante. Ainda que seja um pequeno dado no pé de página, significa muito para mim e, creio, para quem vem assistir nossos futuros profissionais.

Bem, já consegui preencher o texto sem ficar preso ao tamanho da foto ( ^_^ ). Então deixo vocês com a apresentação de hoje.

Marketing, Economia, Psicologia Evolutiva e os bárbaros humanos

“Nós, psicólogos, pensávamos que os economistas gostariam de ouvir sobre nossos experimentos envolvendo preferências, para que pudessem desenvolver modelos do comportamento econômico humano mais exatos e sofisticados. Como estávamos enganados! Ficou claro que os economistas ainda seguiam uma doutrina de ‘preferências reveladas’, que sustenta que os gostos dos consumidores são abstrações psicológicas – estados ocultos e hipotéticos que não podem ser medidos ou explicados, a não ser pelas compras que causam. (…) Em suma, a doutrina das preferências reveladas sugere que a psicologia é irrelevante para a economia. (Isso foi antes de o psicólogo Daniel Kahneman receber o Nobel em economia por seu trabalho sobre decisões e preferências, em 2002.) Assim, pouco a pouco, os economistas foram embora da conferência, deixando que os psicólogos cuidassem de nossos egos feridos, na companhia de um pessoal de aspecto estranho que nunca havíamos visto antes.

Esse pessoal não era como os acadêmicos da conferência. (…) Eram marqueteiros e estavam ávidos por psicologia. Eles realmente se importavam com as preferências das pessoas – de onde elas vinham, como trabalhavam e como tirar proveito delas”. [Darwin vai às compras – Geoffrey Miller, 2012, p.54-5]

Claro que há aí muito o que pensar sobre os modelos de decisão dos consumidores. Primeiro, que o “pluralismo” dos brasileiros, que só incluem a sociologia e a doutrinação partidária faliu. Também faliu o isolacionismo de economistas que se esqueceram do simples fato de que após a divisão do trabalho vêm os ganhos com a troca (uma lição já reforçada por McCloskey, em algum de seus textos).

Ironicamente, os marqueteiros revelaram suas preferências ao autor (que parece não ter percebido esta deliciosa ironia, diga-se de passagem).

Quem quer que leia o trecho acima deveria pensar nos estudos de Bryan Caplan sobre a irracionalidade racional e temas correlatos. Ou nos de Akerlof sobre dissonância cognitiva. Kahneman está além de meu conhecimento, embora eu faça uma vaga idéia do que ele diga.

Isso tudo me faz pensar que os ganhos com a troca que temos – e os relevantes – ainda são com (não necessariamente nesta ordem): 1. História, 2. Psicologia Evolutiva, 3. Computação, 4. Neurociências, 5. Estatística.

Não vejo muita relevância na Sociologia, tal como se ensina em grande parte das escolas: uma surrada discussão sobre o mau (Durkheim), o belo (Marx) e o feio (Weber). Isso é quase um “tomismo”, no sentido vulgar do termo. Uma exceção é o que fazem meus amigos Adriano e Diogo Costa, claro. Mas eles são poucos em meio a uma massa de ignorância.

Claro, talvez a História seja mais um terreno de coleta de amostras do que uma fonte de teorias sobre o comportamento humano, mas deixo em aberto. Finalmente, e sem perder muito tempo, não ignoremos a Biologia e os estudos sobre a saúde humana e a minha querida antropometria (em sua versão mais interessante: a antropometria histórica).

Quem sabe outro dia voltamos a este papo?

IPCA

Os modelos continuam dominando meus pensamentos. Bem, as previsões que tenho – e que são as melhores (em termos da normalidade dos resíduos), são as seguintes: ou 0.59% (se não…0.5907778%) ou 0.60% (se não 0.605422%) para o mês de Maio. Bem, aí estão.

Divulgação gratuita

Evento científico no INPE discute resultados do projeto CHUVA
Após dois anos de campanhas científicas e pesquisa, o projeto CHUVA promove o I Workshop Científico, nos dias 24 e 25 deste mês, reunindo diversos trabalhos ligados aos cinco grupos temáticos que compõem o projeto. Financiado pela FAPESP e coordenado pelo Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/INPE), o projeto tem como finalidade compreender os diferentes regimes de chuva do país. Além das medidas, a grande infraestrutura de equipamentos, incluindo um radar de última geração para medidas de chuva, vem permitindo o monitoramento de chuvas em tempo quase real durante a realização dos experimentos.

As campanhas científicas já estiveram em Alcântara (MA), Fortaleza (CE), Belém (PA) e São José dos Campos (SP). Neste último, entre novembro do ano passado e março deste ano, as medidas englobaram as regiões do Vale do Paraíba, Litoral Norte Paulista e Grande São Paulo, além do monitoramento de chuvas e de relâmpagos, cujos resultados serão apresentados no evento.

Para o workshop foram submetidos 59 artigos que apresentam e discutem os dados coletados durante as campanhas em áreas ainda pouco estudadas no país, como: modelagem numérica em alta resolução, microfísica das nuvens, eletricidade atmosférica, sistemas convectivos e previsão imediata (nowcasting). Na sexta-feira (25/05), os coordenadores do projeto vão discutir a preparação da próxima etapa do CHUVA – o CHUVA-SUL – que será em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. O experimento iniciará entre os meses de novembro e dezembro deste ano.

O workshop será realizado no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos, no Auditório Roger Roniatt, prédio do Laboratório de Integração e Testes (LIT). Os coordenadores dos grupos de trabalho – Luiz Machado, Maria Assunção, Carlos Morales, Gilberto Fisch e Daniel Vila – fazem a abertura do evento nesta quinta (24/05), às 9 horas.

Programação do evento: http://chuvaproject.cptec.inpe.br/chuvainscricao/workshop/br/curso.html#/programacao.html

Homepage do I Workshop do Projeto CHUVA: http://chuvaproject.cptec.inpe.br/chuvainscricao/workshop/br/curso.html#/workshop.html

Homepage do Projeto CHUVA: http://chuvaproject.cptec.inpe.br/portal/br/
Qualquer dúvida entrar em contato com:
Grupo de Atendimento – Tel:(12) 3186-8492
E-mail: atendimento@cptec.inpe.br

IS-LM e o colapso do tempo

Se você gosta de IS-LM, então eis uma não-usual, por assim dizer, aplicação deste modelo no entendimento da atual situação norte-americana.

Eu me pergunto sobre como está a situação brasileira dentro deste velho modelo. Obviamente, as coisas mudaram já que seguíamos um sistema de metas e, atualmente, por mais que o presidente do BCB insista, há muitas dúvidas sobre se ainda o fazemos. Talvez o exercício interessante envolva uma mudança na inclinação da LM, junto à mudança na política fiscal.

O nome deste post? Só para chamar sua atenção…