Comentário do Dia

Que tal tributarmos as irracionalidades econômicas contidas nas políticas econômicas enquanto liberamos a importação de idéias que façam sentido (econômico)?

Adendo: o bafômetro poderia ser usado para testar se o burocrata/político está sob efeito de psicotrópicos ao fazer as propostas absurdas que geralmente fazem. Ao não acusar o uso das ditas substâncias concluiríamos que poderia ser ignorância ou má fé.

Minha proposta tem o apoio de um setor que tem sido fortemente prejudicado pela ignorância: o setor que pensa. Nem quota temos!

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A malvada e feia globalização…

…novamente ajudando a desenvolver setores da economia que jamais um planejador central, por mais benevolente que fosse, conseguiria imaginar.

Não é incrível como ainda exista gente querendo culpar a economia, a ação dos consumidores, as preferências…enfim, o mercado, por tudo de ruim que existe?

Nada como uma doméstica…

A classe baixa gasta mais com empregadas (domésticas), diz o levantamento noticiado no Estadão. Eu me pergunto: será que são diaristas? Será que têm carteira assinada? Se não, o governo terá incentivos para forçar goela abaixo da população a carteira assinada para domésticas? Ou fará vista grossa para parte da população e dirá que isso é igualdade?

p.s. Mas não é ótimo ver como o mercado, a despeito das tentativas do governo, cresce e as  pessoas melhoram de vida? Eu acho.

IPCA (reproduzindo texto do NEPOM)

Dada minha atenção maior aos modelos ARIMA nos últimos tempos, descobri que a crítica feita ao R por Shumway & Stoffer é válida não apenas para este programa, como também para o Eviews e para o Gretl. Talvez até o Stata tenha este problema (e o EasyReg).

O fato é que embora não interfira nas inclinações estimadas, o intercepto muda e, portanto, previsões podem ser prejudicadas. Minha tentativa com a PIM-PF já leva isto em conta, mas terei que rever minha estimativa do IPCA para março.

Assim, em breve eu falo mais (tenho até um preliminar, mas tenho minhas dúvidas quanto ao modelo).

Momento R do dia

Eu acho bacana o trabalho destes autores. A parte de modelos ARIMA do R é razoavelmente difundida, mas eles chamam a atenção para algumas coisas bem estranhas do algoritmo padrão do R para este tipo de modelo.

Acaba que vale a pena ter a terceira edição, mesmo tendo comprado a segunda. Provavelmente eu doarei a mesma para a biblioteca ou para o melhor aluno de Econometria II do semestre (ou não para o melhor, mas para o que demonstre maior comprometimento e vontade com o programa). Ainda não sei. Sugestões?

Idéia nova

Eu quero propor um novo projeto de lei. Cada vez que um regulador tentar me cobrar de uma maneira nova, ele terá que pagar um adicional de imposto. Vejam que efeito genial: ele terá um desestímulo a me cobrar mais e ainda ficará mais bem-comportado, podendo até ter tempo para estudar um pouco de economia e entender os nefastos efeitos do Leviatã esfomeado sobre a economia.

Falando nisso, vejam só o que aconteceu aqui – embora a sociedade civil esteja muito quieta, o que é perigoso – neste caso.

Cerveja

Com isso tudo, ainda há vereadores na Câmara de BH (aquela que ia se dar um aumento moralmente condenado por toda a população, lembra?) que dizem que o fato de BH ser a capital dos bares é algo nefasto.

Ou você abre o olho, ou em breve viverá em uma cidade sem bares. Eu, se fosse você, vigiaria melhor seu vereador.

Multiplicadores

A velha discussão – que não parece fazer cócegas no Brasil (onde estão os trabalhos aplicados?) – sobre os multiplicadores fiscais, mais importante do que nunca, em qualquer bate-papo de boteco (ou tese de doutorado) sobre a combalida política fiscal brasileira. Pelo menos em algum lugar, alguém leva isto a sério e parece que é no FED.