Nepom

O Nepom de 2012 começa logo mais. Confira como nos visitar na faculdade aqui.

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Não chores por mim, Argentina. Deixa que eu choro por ti.

O último que sair do Banco Central Argentino apague a luz e suba no ônibus.

A última semana foi uma experiência interessante: Buenos Aires. Em 1998, as coisas eram diferentes e o ex-governador tresloucado de Minas, na época, cometeu-me uma moratória que fez o dólar descolar do real de forma assustadora. Ainda bem que foi no final da viagem.

Mas desta vez, a cidade era outra. Muita coisa bacana, mas notícias ruins. O peronismo é uma ideologia divulgada até em livros para crianças (o sonho dos cartalcapitaleiros brasileiros e os grupos que os apóiam na escuridão das sombras da esquerda), a corrupção gerou um sistema ferroviário que levou à desgraça do acidente em pleno carnaval, com repercussões dramáticas.

Não obstante, os próprios argentinos nos previnem contra a safadeza dos taxistas. Pior: você entra em um restaurante e tem que torcer para o garçom não ser desonesto. A crise disseminou um comportamento que muitos diriam ser brasileiro: a safadeza e a vontade de ganhar na enganação.

Buenos Aires, entretanto, ainda é uma cidade bonita. Meio decadente, com um ar de “fomos europeus e nos demos mal…mas fomos. Invejem-nos, caso isso seja possível”. As empanadas ainda são uma delícia, o tango é bonito de se ver e até o rio Tigre é um passeio que paga o custo da viagem.

Mas as manipulações do governo – tema da The Economist da semana – mentindo deliberadamente sobre a inflação, dentre outras, é lamentável. Lá, como cá, a esquerda faz uso político de qualquer doença presidencial – inclusive o câncer – mostrando que, ironicamente, a “internacionalização do socialismo” sonhada por Karl Marx e seu sustentador e amigo, Engels, deu-se da forma mais anti-ética possível.

Claro, se um Reinaldo Azevedo tem um tumor no cérebro, a esquerda lhe cai desejando a morte em comentários na blogosfera. Mas se o doente é um da Silva, ai de quem lhe sugerir coerência e exemplo usando um SUS (como se os médicos do SUS fossem porcos e inumanos e todos soubessem disso e o aceitassem ao mesmo tempo em que papagaiam por aí que “nunca antes neste país…”). O mesmo parece ocorrer na Argentina.

O pior da piada de argentino é o brasileiro ou o argentino? Eis a pergunta da semana.

p.s. e olha que nem falei das Aerolineas Argentinas ainda…

Vamos às previsões deste mês – IPCA

Novamente pensando no Nepom, vou colocar aqui previsões de dois modelos estimados. Servem de intervalo, por assim dizer, das previsões até algo melhor: 0.556 e 0.577. Depois publico lá no blog do Nepom, mas ficam como previsões para fevereiro.

Como sempre, dou minha cara à tapa com as previsões econométricas bem simples.

Comissão da verdade

Vem cá, é este pessoal da esquerda que adora uma “comissão da verdade”? Ainda bem que há jornais sérios como o “Estadão”, com jornalistas competentes para nos tirar do marasmo. O que choca mesmo é a falta de protesto, da opinião pública, a famosa, que não pode ver um vazamento de óleo de um barco norte-americano que já dá chilique.

Bem, galera, e agora? Vão protestar ou estão muito bem pagos para não o fazerem?

Twitter: melhorando sua vida graças ao empreendedorismo

Interessante notícia sobre o uso do Twitter para melhorar a vida dos usuários de trens no Japão. Claro, na selva brasileira, tem empresa que acha que o negócio é bloquear as tecnologias. A impressão que tenho é que, no futuro, apenas empresas inteligentes sobreviverão. Ei, é exatamente isso o significado do capitalismo!

Como não levar a sério uma pesquisa

Onde Dawkins estava com a cabeça quando quis usar a pergunta mais besta de sua pesquisa como proxy de “burrice” cristã? Levou uma lavada do reverendo. Dawkins é genial e o seu livro, “O Gene Egoísta”, é leitura obrigatória para qualquer um. Mas, neste afã de querer acabar com qualquer crença religiosa, inevitavelmente, ele tropeçou.

Irônico…

A esquerda do século XXI também é anti-semita?

Não é a primeira evidência – que, inclusive, mostra como é inútil separar “socialismo” de “fascismo”, mesmo conceitualmente – que vejo neste sentido.

Uma pena, né? Mas a esquerda já perdeu sua “aura” de inocência e de vítima muito antes do “mensalão”…