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Kirchner e o controle da imprensa

Lições para os desavisados:

“Naquele momento, o prosseguimento da guerra preocupava em particular os editores brasileiros de jornais e revistas. Havia muito tempo, especulava-se – cada vez mais – sobre um possível racionamento de papel pelo governo e havia o risco de ocorrerem ataques nazistas aos navios que traziam o produto do Canadá. Com a decretação do racionamento, a distribuição de cotas de papel se tornou uma medida eficiente do DIP para tentar calar as poucas publicações que ainda faziam a oposição a Vargas. A revista Diretrizes, editada por Samuel Wainer, foi uma das que sofreram cortes na importação de papel”. [Gonçalo Júnior – “A guerra dos gibis – a formação do mercado editorial brasileiro e a censura aos quadrinhos, 1933-64, Companhia das Letras, 2004, p.95]

Note, leitor, como a mesma coisa que o DIP fez pelo ditador Vargas é hoje visto como algo inócuo (ou até bom, no caso dos malandrinhos chapas-branca) pela sociedade brasileira.  A Argentina transforma-se em algo, cada vez mais, lamentável.

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A diferença entre bancos públicos e privados…e um banco público

O leitor que já conhece o excelente ReclameAqui deve ter notado o novo serviço de comparação de empresas, em termos de reclamações e respostas às mesmas.

Por curiosidade, resolvi olhar dois bancos públicos e dois bancos privados. Eis os resultados (clique na imagem para ampliá-la).

O que mais me impressiona nesta rápida comparação é a total falta de atenção e/ou empenho da CEF em responder as reclamações. Não se trata de 1% ou 2% de respostas, mas de 0%!

Talvez a comparação acima mostre não apenas a diferença entre governanças de bancos privados e públicos, mas também uma possível diferença entre governanças entre bancos públicos. Quem já usou o SAC da CEF – ou já teve problemas com seus serviços – poderá, quem sabe, dizer algo a respeito deste curioso resultado.

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Multiplicadores Fiscais

Este blog reclamou um bocado da falta de cálculo de multiplicadores da política fiscal no Brasil. Eis que, então, o último Relatório Trimestral de Inflação mostrou algumas simulações com o tal SAMBA. Pena que poucos números emergem da análise, mas é bom saber que alguém (pelo menos no BCB) se preocupa em responder esta importante questão.

p.s. Claro que com um modelo destes a resposta simples (tal como a dos livros-texto) não emergirá, mas como Coenen et al (2010), citados no mesmo box, mostram, é só fazer um quadrinho…

p.s.2. A notinha sobre juros e câmbio também deveria ser lida pelos leitores mais interessados no tema.