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Eu estudo na Federal, você na Privada…

Eu me lembro de uma inacabável troca de ofensinhas entre estudantes de cá e de lá em uma imensa lista de emails até engraçados. Mas imagino que o pessoal das Públicas contava com esta.

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The Best Ten of 2011 – part 1

Bem, vamos lá.

1. Yayu Fish em BH – Minha primeira experiência “gerenciando” uma apresentação. Foi, mais do que isso, contudo. Durante as conversas por email ocorreu o Tsunami no Japão e a viagem ainda ganhou um outro significado que era a de incentivar doações para as vítimas. Foi um pouco difícil fazer isso, mas com a venda de alguns poucos CDs (e mais uma colaboração pessoal minha), um pouco de dinheiro foi depositado na conta da Associação da Província de Miyagi, em sua conta específica para este desastre).

2. O grupo de estudos do prof. Diogo Costa – Conversar com pessoas sobre textos selecionados em um ambiente onde todos são, de fato, voluntários (e realmente lêem os textos) é sempre uma atividade promissora. Este segundo semestre foi, neste sentido, sensacional. É sempre bom ter a chance de reler alguns textos e aprender com alguns outros.

3. O livro de Kleiber & Zeileis (Applied Econometrics with R) – Fazia tempo que eu não me entusiasmava tanto com um livro de econometria aplicada, principalmente quando a linguagem em que são implementadas as rotinas é o R. Mas este livro marcou meu ano. Poucos livros-texto tiveram este impacto em mim, mas este se fez presente em 2011.

4. Os dois livros do Leandro Narloch – A História, como ciência, não é feita de doutrinações – típico da vulgata marxista no ensino médio – ou de fatos empilhados e nem de opiniões de uns poucos “sabichões”. O campo é dinâmico e o que se pensa ser verdade hoje pode deixar de sê-lo amanhã. Narloch mostra como diversos mitos da história brasileira e latino-americana não se sustentam à luz de uma simples leitura de documentos originais ou de pesquisas de gente séria. Alguns torcem o nariz para os livros porque a maioria dos mitos criticados ajuda em uma visão específica de mundo, mas não é preciso ser muito esperto para perceber que o conhecimento não está do lado desta ou daquela ideologia…

5. A taxa de câmbio – Eis aqui uma das melhores coisas do ano. Quando um preço está alto, alguns reclamam, outros acham ótimo. Quando é o oposto, os papéis também se invertem. De qualquer forma, a taxa de câmbio me permitiu adquirir novos livros que têm me ajudado muito (e ainda vão me ajudar mais) para que eu possa avançar mais no meu conhecimento de alguns aspectos da realidade. Este exercício está diretamente ligado à minha produtividade no trabalho, bem como à minha competência. Assim, a taxa de câmbio foi a melhor amiga do capital humano deste blogueiro este ano.

6. O Spousonomics – O livro, já lançado em português, é um excelente acessório para sala de aula. Além disso, faz a gente pensar em como somos passíveis de melhorar em relacionamentos de amor e companheirismo. Nem tudo é perfeito, mas ninguém nos prometeu perfeição, né?

7. A agenda Moleskine – Voltar a usar agenda – efetivamente – foi uma das melhores coisas que fiz em 2011. Minha memória me causou grandes prejuízos em 2010 e 2011, muito por conta da bagunça que estava o apartamento e nossa mudança bastante atabalhoada. Mesmo assim, a minha memória deixou a desejar em alguns momentos. Ótima para afazeres profissionais, mas péssima para obrigações particulares, quase fui derrotado pelo meu pior inimigo: eu mesmo. A agenda, além do visual agradável, teve o formato ideal para minhas anotações. Aliás, acabei comprando vários destes cadernos Moleskin ou imitações para outras anotações. Têm sido ótimos.

8. Realocação de minhas atividades extra-trabalho – Perdi uma atividade física, mas consegui melhorar algumas de minhas habilidades ao longo deste segundo semestre de 2011. Basta dizer que, atualmente, eu consigo descansar um pouco mais, embora, talvez, ocupando-me um pouco mais. Claro que ainda consegui um leve emagrecimento, o que não é ruim.

9. O Kindle App – Primeiro no meu celular, depois no Ipad, este aí tem sido o grande amigo do viajante. Não faço tantas viagens assim, mas não precisar carregar três ou quatro livros no vôo, destes que você leva para ler para passar o tempo, tem um ganho imenso para minha coluna. Este aplicativo tem sido providencial.

10. Voltar a preparar aulas em cadernos – Na verdade, escrever. Tenho sempre dito, durante toda minha vida, que a melhor forma de aprender é escrever. Seja por digitação, seja no papel…o importante é escrever. Neste ano eu retomei este hábito que, se nunca havia sido abandonado, estava em estado algo letárgico. Foi ótimo.

Ei, até que tem mais coisas boas do que apenas “the best ten”. Quem sabe não falo mais disto aqui depois?

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Rent-Seeking e o BNDES

Dois pesquisadores do Insper acabam de ter um estudo fartamente divulgado (ser divulgado no Estadão é, de fato, merecedor do “fartamente”). Vale a entrevista com ambos.

O mais interessante, para quem conhece este blog, é, mais uma vez, notar que o tipo de capitalismo defendido pela esquerda brasileira, por gente de má fé, alguns inocentes bem-intencionados (mas ignorantes em conhecimentos econômicos), este tal de “capitalismo de compadrio”, não nos leva a lugar algum.

Há quem ache que existam vantagens no curto prazo, mas, na verdade, deixam de enxergar as desvantagens que vêm acopladas. Por exemplo: “como pode ser ruim a nacionalização da indústria X, com mais empregos no país?” tem, como contra-argumentos simples: (a) veja o fracasso da indústria naval brasileira e (b) além do fracasso lhe custar mais impostos, a tentativa de privilegiar empresas ineficientes também vai lhe tirar mais recursos via impostos.

Impostos, por si, tiram parte de sua renda e você ficou mais pobre. Além disso…

…pense no seguinte exemplo: você, profissional liberal, almoça fora todos os dias e percebe que há dois restaurantes com alimentos de péssima qualidade. O que você mais quer, imagino eu, é que estes desapareçam do mapa e que você possa pagar por um almoço decente. Assim como você, vários pensam assim.

Um dia, à beira da falência dos dois, o governo vem, diz que não vai mandar ninguém para a rua e funde os dois em um restaurante maior, além de lhe encher de dinheiro (que você, profissional liberal, ajudou a recolher, por meio de seu, aparentmente inócuo, trabalho). Os restaurantes continuam, você se alimenta mal (e, veja só, tem menos dinheiro para ir ao médico…que beleza!) e o governo ainda fatura com alguns dólares (na cueca do socialista, viva Lamarca!) para sua campanha eleitoral.

É realmente isto que você quer?