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Nova rodada de previsões do IPCA

Com os resultados de novembro divulgados, minha melhor previsão para o IPCA de dezembro, agora, é: 0.50%, acumulando um total de 6.51% no ano de 2011.

Lembrando que o exercício tem como objetivo estimular o debate entre meus colegas e alunos sobre métodos de estimação, econometria e afins.

Pronto, coloquei minha previsão na roda. Vejamos se me dou bem…

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IPCA

Trabalhando experimentalmente mês passado, fiz minha previsão de novembro e dezembro para o IPCA. Errei o deste mês por dois pontos percentuais. O meu amigo Reginaldo ficou de fazer sua previsão, mas bateu uma preguiça maior nele (dureza, heim, Reginaldo!).

Minha idéia é que todos, professores ou alunos, preencham um quadro que ficará no corredor principal da faculdade (boa pergunta: qual é o corredor principal?) com as previsões a serem revistas mensalmente.

Assim como o Nepom faz sua previsão acerca da Selic antes da reunião do Copom, este seria outro exercício de previsão.

 

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Mantegada com Pimenta semanal

O Cristiano Costa deveria criar uma nova categoria para sua “mantegada semanal”. A notícia sobre como o governo quer que o Exército brasileiro tenha mais custos não comprando fardas mais baratas feitas na China (ao invés de, por exemplo, promover uma simples reforma tributária que vem sendo adiada há anos…) tem uma pérola ímpar:

Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), as fardas não são importadas pelo Exército, e sim por empresas nacionais que vencem as licitações governamentais e contratam fabricantes chineses.

“A margem de 8% não vai resolver o problema, mas entendemos que é um sinal positivo do interesse do governo em apoiar a produção e a inovação tecnológica do setor”, afirmou o diretor superintendente da Abit, Fernando Pimentel.

Segundo ele, a lei de licitação em vigor permite que as importações continuem. “Na China, o exército é proibido por lei de utilizar farda estrangeira”, disse Pimentel. “Um mecanismo de reciprocidade poderia acabar de vez com o uso de uniformes estrangeiros pelos soldados brasileiros”.

Espere um pouco! A moda agora é “reciprocidade”? Vamos usar a “reciprocidade” para fazer comércio com os países? Bem, em Israel, um ex-presidente foi preso. Poderíamos fazer comércio com este país usando o critério da reciprocidade, prendendo ex-presidentes ladrões. Ou podemos torturar nossos dissidentes, para mostrar nossa boa vontade “recíproca” com o queridinho do Itamaraty: o governo sírio.

Se “reciprocidade” é critério para comércio externo, parece-me que é um critério que só ganha destaque quando uma parte do comércio externo incomoda certos grupos: as importações.

Os empresários que se locupletam com esta história de “reciprocidade” deveriam viver em uma economia fossilizada com tributos mais altos. Afinal, a recíproca de seus privilégios é a existência de privilégios para todos e, como até um bebê sabe, privilégios econômicos só são mantidos com impostos.