Alguém dê a dica ao Tombini

O FED faz isso há anos: concurso entre faculdades com cursos de graduação em Economia. Eu até já comentei isto há mais tempo, acho que aqui mesmo.

De quando em vez, um aluno me fala que gostaria de participar de algo assim. Entretanto, após anos (mesmo, quase uma década) divulgando concursos os mais diversos, sem uma única inscrição, sou forçado a concluir que é só da boca para fora.

Se você é um aluno realmente interessado em algum concurso como este, fale com o professor chefe de departamento e tente emplacar a idéia na cabeça dele. Ou, quem sabe, na do Tombini.

Este blog, claro, já fez sua parte.

Copom…muita gente?

Acabo de receber o último número da Southern Economic Journal e, lá, há um artigo que promete (Too many cooks? Committes in Monetary Policy – Helge Berger & Volker Nitsch). Pelo resumo descubro que o número ótimo de pessoas em comitês como  o Copom seria de 5 a 9 membros.

A conferir.

Neuroeconomia

Schiller fala sobre a neuroeconomia em um artigo para leigos. Vale citar o trecho:

The neuroeconomic revolution has passed some key milestones quite recently, notably the publication last year of neuroscientist Paul Glimcher’s book “Foundations of Neuroeconomic Analysis” — a pointed variation on the title of Paul Samuelson’s 1947 classic work “Foundations of Economic Analysis,” which helped to launch an earlier revolution in economic theory. And Glimcher himself now holds an appointment at New York University’s economics department (he also works at NYU’s Center for Neural Science).

Bacana, né? Veja alguns trabalhos de Glimcher e outros aqui.

Dois curtos textos bem didáticos

O Bank of Japan (BOJ, a autoridade monetária deles) tem dois pequenos textos bem didáticos sobre a mensuração do produto potencial e também sobre os efeitos do terremoto/tsunami no Japão.

Não é tão difícil um aluno de graduação fazer coisa similar, né?

Como redigir um texto

Ok, não qualquer texto – esta seria uma lição para a geração emoticons – mas um texto científico (= relatório de consultoria, monografia de conclusão de curso, etc). Bem, as melhores instruções estão nos capítulos escritos pelo organizador do Técnicas de Pesquisa em Economia (ok, há vários livros com este nome) da Editora Saraiva, ou seja o Duilio.

Sempre que eu procuro algum texto ensinando estas coisas de maneira divertida, simples e fácil de entender, não encontro outro texto senão o dele. Claro, em inglês há os textos da McCloskey, mas a geração emoticon, paradoxalmente, afirma ter dificuldades em ler textos em inglês (exceto posts de blogs, instruções do Facebook, instruções do Orkut, games, etc).

De qualquer forma, pena que o Duilio não parece ter uma página específica sobre o tema dentre as ramificações da página principal acima citada. Ou então eu não procurei direito. Vai saber…

O que é uma revisão de literatura de um trabalho científico em Economia?

Eu sei o que não é: uma apressada leitura de três textos que, supostamente, resolvem o problema do autor da monografia. Mas Thomas Wu sabe muito bem o que é. Veja o que ele disse no prefácio de “Política Macroeconômica – a experiência brasileira contemporânea”, 2011.

“…fui estimulado pelo Professor Dionísio a estudar melhor o passado da própria economia brasileira (entender como chegamos aonde estamos agora) e também a ler qualquer publicação recente relacionada ao tema, mesmo que, à primeira vista, parecesse de pouca relevância prática ao nosso problema específico”. 

O professor Dionísio faleceu e eu não o conheci. Mas veja, leitor, como Thomas faz um belo resumo de como se faz algum trabalho sério sobre a realidade econômica. Além de você conhecer a fronteira da técnica (as melhores formas de se fazer testes estatísticos, ou mesmo testes científicos não-estatísticos), é inevitável que se leia muito sobre a realidade estudada. Este trabalho, claro, nunca termina e o escopo da revisão é diretamente proporcional à ambição de quem a faz, claro, considerando o custo-benefício do tempo (obviamente, os mais produtivos e inteligentes nunca se satisfazem com duas ou três referências…).

Fica aí a lição para os pretenciosos que só querem um parâmetro significativo a 5%, sem sequer se preocupar com as variáveis que deveriam estar no modelo, e também para os preguiçosos, que acham que revisão de literatura é apenas sinônimo de trabalho. Há outras profissões para quem não quer seguir estes procedimentos. Todas remuneram – talvez até bem – e não exigem que o cérebro do sujeito seja sofisticado o suficiente para entender a metodologia científica.

Mas se você quer ficar na área, então pense bem no que disse o Thomas no trecho acima.

História Econômica de primeira linha

O Colistete, sempre polêmico e importante. Também há o pessoal que fala seriamente sobre reforma agrária. Finalmente, um dos amigos que me orgulho de conhecer, Fábio Pesavento e o tal “colonial tardio”, estudado com afinco e, claro, com base de dados.

História econômica? É isso. O resto é histeria.