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Matinais

Grandes momentos do pensamento econômico pterodoxo brasileiro nestes tempos…(leia o artigo de Rogério Werneck, hoje, no Estadão, para um pouco de lógica em meio à balbúrdia). Por outro lado, a censura governamental da época da ditadura volta com força total, defendendo os bons costumes e a imagem governamental das mulheres que não podem ser bonitas, usar biquinis e ter bom humor (humor inteligente) ao mesmo tempo, apoiando a disseminação da hipocrisia entre nossos filhos, netos e, quiçá, colegas.

Enquanto Chavez naufraga, os irmãos Castro são forçados (pela realidade) a liberarem (ainda que timidamente) os mercados, nossos gestores de políticas (não apenas as econômicas) se fazem de bobos diante do rocambolesco abandono do pensamento econômico (qual? Aquele que estabilizou seu custo de vida e lhe deu grana para, por exemplo, abrir seu blog ou twitter e mantê-los a custo baixo até então…)  na formulação das políticas monetária e fiscal (e sua substituição por algo ainda incerto), pedem para o TCU fechar os olhos para as irregularidades, falam de vassouras embora não se mexam proporcionalmente aos discursos quando uma juíza é assassinada no RJ, fingem não enxergar a importância de se investigar o “mensalão” e usam uma desculpa a posteriori que envolve o tal “financiamento público de campanhas”.

A sociedade brasileira, ao contrário do que vimos até agora, não parece tolerante e paciente com a perda de opções de consumo atrelada à pterodoxia inflacionária. E já há quem tenha se cansado do papo furado que tudo justifica em nome de uma ideologia amorfa, indefinida, que ora é de agrado de alguns, ora de outros.

Até então, a mesma sociedade mereceu, com louvor, o título de doutor honoris causa em paciência com aqueles que lhe roubam o fruto do trabalho. Mas, tal título tem algum valor relevante para o futuro?