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O que o governo faz diz muito sobre o que pensa de seus eleitores

Este exemplo, muito bem pinçado pelo Ronald, mostra bem o problema de governos que resolvem se disfarçar na fantasia de “planejadores benevolentes”. Enganam alguns, por algum tempo mas, no fim, o tiro pode sair pela culatra.

As tais instituições que a esquerda sempre disse querer para o Brasil, resumem-se a: (a) ou a ditadura de esquerda ou nada – bordão típico implícito nas frases do ex-presidente, que sempre choraminga porque “a imprensa é livre demais” (salve, General Médici!) ou porque alguém lhe aponta algum erro. Assim, a primeira opção é: todos menos a esquerda são do “mal” (uma visão bem tacanha que nem Marx defendia) ou (b) tudo bem, a gente fica na democracia, mas vamos sabotá-la tanto que vocês pedirão uma ditadura de esquerda – é uma versão mais cruel do que a anterior e, de novo, o tiro pode sair pela culatra.

Aliás, o eleitorado já demonstra um certo cansaço com este tipo de tática eleitoral.

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Se intervir na economia é bom, que tal intervir nas opiniões das pessoas?

Lá no RS, berço de muitos radicais bolivarianos, o pessoal gosta tanto de Estado metendo sua vara interventora em tudo que é buraco nas interpretações jurídicas que, vejam só, resolveram – num ato inédito de anti-bairrismo deles mesmos – processar um cantor que criticou o aumento de salário dos deputados estaduais…gaúchos!

Eu já vi gaúcho chamar carioca de “você do norte”, já li xingamentos racistas em portas de banheiros de universidades, já vi até críticas ao paulista porque, segundo alguns gaúchos, paulista veste de caipira em festa junina para zombar do gaúcho.

Claro, conheci gaúchos com a cabeça no lugar também. Provavelmente meus amigos de lá devem estar bem chateados com tanta intervenção estatal.

Legal ver que alguns(?) políticos gaúchos demonstram uma velada afinidade com o modo Castro-Chavista de governar: assim a gente tem mais material para fazer piada de gaúcho (sorry, gaúcho´s friends of mine…).