Uncategorized

Como é???

Os vereadores devem estar loucos. Cristiano Gomes tem razão: a cada dia que passa a política local se mostra menos e menos conectada com o mundo.

p.s. a justificativa do vereador que propôs a lei é bizarra: acabar com as brigas nas boates e bares de BH…

p.s.2. em uma notícia algo relacionada, os produtores de sacolas de plástico da civilização não são tão bocós assim.

Uncategorized

De volta ao PIB…

Pois é, passei um tempo danado brincando com a série do PIB…mas fui obrigado a reconstruí-la. A dica do Colistete foi ótima porque, com ela, acabei voltando (e reencontrando) as antigas tabelas de “economia” das Estatísticas do Século XX do IBGE (não vá ao download, mas procure na página principal do IBGE).

Assim, lá vou eu brincar com as séries novamente…

UPDATE p.s. brinquei. Essencialmente, a raiz unitária se faz presente…

Uncategorized

Rent-seeking farmacêutico

Interessante matéria no Estadão de hoje. Trata-se da lista crescente de “efeitos colaterais” em bulas de remédios. Eis alguns trechos:

Para uma pessoa que sempre teve de ver anúncios de Flomax (remédio para tumor benigno da próstata), a lista dos efeitos colaterais de um remédio é quase uma piada. Mas a pergunta é: por que ela continua crescendo? Não é que o problema não tenha sido abordado. Em 2006, preocupado com um catálogo cada vez mais extenso de efeitos colaterais, Jerry Avorn e William Shrank, da Escola de Medicina de Harvard, escreveram um artigo para o New England Journal of Medicine qualificando o fato como “toxicidade linguística”.

(…)

Anos depois de a diretriz ser estabelecida pela agência, Duke percebeu que, em vez de a lista diminuir, o número de efeitos colaterais aumentou nos rótulos existentes antes da nova exigência. Eram apontadas possíveis complicações bizarras, como “jogo compulsivo”. Outras, como “náusea”, são muito comuns e estão em 75% dos rótulos.

(…)

Catalogar cada indício de reação adversa pode ajudar as empresas farmacêuticas no caso de ações judiciais. Se alguém processa uma empresa por causa de um efeito colateral informado na bula que acompanha o medicamento, a empresa pode dizer que o paciente foi alertado.

Veja só, leitor. Estas bulas ultra-detalhadas servem apenas ao propósito de proteger as empresas de processos judiciais. Se fossem para ajudar aos pacientes, não se faria uma lista gigantesca e de difícil leitura. Pode-se até imaginar o seguinte: se a ANVISA disser que deseja listas mais detalhadas nas bulas, a suspeita é de que a regulação teria sido capturada pelos interesses da indústria farmacêutica. Não sei o que a ANVISA faz nestes casos (ela deve fazer algo, já que, de uns para cá, passou a se comportar de maneira muito intervencionista), mas a reportagem tem algumas mensagens claras: (a) não basta regular um setor. A regulação deve ser pró-competição e, portanto, pró-consumidor e; (b)  interesses específicos podem sempre se sobrepor a uma regulação bem-intencionada, com ou sem sua cumplicidade.

Ops, está na hora do anti-alérgico…