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Marketing gratuito para o chefe

Já que o webmail do Ibmec deu adeus à funcionalidade e ainda não se recuperou do coma, eis minha ajuda para divulgar este evento. Como a primeira palestra é fechada, creio que os nossos dois leitores (que moram em BH ou redondezas), deverão focar na palestra aberta. O tema, não preciso dizer, é muito importante. Para quem quer discutir o futuro (sombrio, para mim) da economia venezuelana brasileira, eis uma boa chance.
Caros amigos,
O Ibmec promoverá nesta quinta-feira, dia 05/05, dois eventos com a participação do prof. Pedro Cavalcanti Ferreira da Escola de pós-graduação em Economia da FGV/RJ.
Às 16:30 teremos um Seminário fechado para apresentação de um de seus artigos de trabalho, no tema de desenvolvimento econômico. Vocês estão na nossa lista fechada de convidados. Ocorrerá na Sala Anfiteatro no 2º andar.
Às 18:30 teremos uma Palestra aberta no Auditório do IBMEC (1º andar), na qual o Prof. Pedro Ferreira irá apresentar o tema “Brasil na encruzilhada”. Na verdade, este título é identico ao de um artigo da Folha de São Paulo escrito pelo professor em co-autoria com o Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central.
Esperamos contar com a presença de vocês tanto no Seminário fechado quando na Palestra aberta.
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O problema do rent-seeking e a catástrofe de Fukushima

Quem acompanha este blog sabe o quanto a tragédia recente no Japão ocupou espaço aqui. Mas nada pode ser mais triste do que constatar que um dos problemas mais sérios da economia japonesa continua sendo a sua burocracia, suas relações com o setor privado e, por consequência, o rent-seeking acentuado. Por exemplo:

The past 50 years have seen 68 former elite bureaucrats parachuting into top positions at the nation’s 12 electricity suppliers after retiring from the Ministry of Economy, Trade and Industry, including five who landed at Tokyo Electric Power Co.

(…)

At present, 13 retired career-track METI bureaucrats hold senior positions at electric power companies under the practice of “amakudari” (descent from heaven).

METI, which oversees 10 electric utilities and two electricity wholesalers, investigated the matter after the crisis at Tepco’s Fukushima No. 1 nuclear plant fueled criticism of the practice.

(…)

Five former ministry officials have assumed postretirement positions at Tepco over the past 50 years, including as advisers and board members. The utility is struggling to end the nuclear crisis at its Fukushima plant that was triggered by the March 11 earthquake and tsunami.

Vale dizer, até mesmo o Japão, em que não se vê saques ou assaltos em níveis de uma cidade do interior (nada comparável a Bagdá, Rio de Janeiro e similares), ainda há muito o que fazer.

No Brasil, não é necessário dizer, há o mesmo fenômeno. Isto mostra que é possível ter desenvolvimento econômico com corrupção? Bem, mostra. Mas mostra também que locais que possuem instituições econômicas, formais ou informais, mais pró-mercado, geralmente conseguem o mesmo (para não dizer maior) desenvolvimento, mas com menos corrupção.

Atualmente, vemos uma grande parcela da população ignorando vários atos duvidosos em todas as esferas do governo, sem grande preocupação. Bem, no curto prazo, a corrupção pode não parecer um problema. Mas no longo prazo, acredito, a convergência para um nível civilizado de desenvolvimento (com instituições civilizadas e economia saudável) não ocorrerá.

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Cabeça de jumento…

Então o cara estava desarmado quando enviou dois aviões para dois prédios cheios de civis porque…bem, os civis eram infiéis (será que não havia um árabe trabalhando nas Torres Gêmeas?). Em outras palavras, ele dava um único valor à vida dos que não o seguiam: zero.

Aí ele morre desarmado usando uma mulher como escudo (não duvido, dado que mulher, lá, é condenada ao estupro e, se reage, leva porrada) e a mídia brasileira e alguns (de)formadores de opinião reclamam.

Onde estavam os reclamadores em 2001? Eu lhes digo (eu vi isto em Porto Alegre): estavam comemorando o ataque terrorista com argumentos do tipo: “os negros mereciam ser escravos” (ou, na versão “chique”: os EUA merecem os ataques porque seu passado o condena). Segundo a esquerda nacional (a parte aloprada, que não é pouca, infelizmente), se o Brasil invadiu o Paraguai, este tem todo o direito de bombardear o Brasil.

Para terminar, o argumento de que “o homem nunca foi à Lua” e “Obsama não morreu”. Simples, o festejado (pela mesma esquerda) Obama seria, portanto, um imbecil irresponsável. Imbecil, porque perderia a eleição quando o Osbama aparecesse em um vídeo tomando chá com outros homens (já que mulheres são seres inferiores). Irresponsável porque colocaria seu país e seus aliados em risco.

Mas morar no Brasil é um exercício de sanidade: em meio a tanto maluco, a gente tem que fincar o pé no chão e explicar que bandido que mora em mansão perto do presidente tem que ser preso, vivo ou morto. Talvez o brasileiro médio tenha se acostumado com os bandidos que moram ao lado do presidente (ou que trabalham bem próximos do mesmo) nunca serem presos.

No caso da esquerda é mais engraçado, porque se o bandido é de esquerda (claro, eles também existem), esta nega, finge que não é com ela e dá um jeito de culpar o Bush. Sempre haverá um Bush para bode expiatório de alguns…

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Política monetária e inflação: até que esta área é interessante…

Sluggish information diffusion and monetary policy shocks
Orlando Gomes
Vivaldo M. Mendes

Abstract
The sticky-information model appeared in order to offer a more empirically consistent view on the effects of monetary policy than the one provided by the benchmark sticky prices setup. Such inattentiveness framework was built on the assumption that current decisions are mainly based on past expectations about the current state of the economy. In this note, we propose an explanation for information stickiness that goes beyond the simple idea of infrequent updating of expectations. The suggestive new feature is that contemporaneous decisions will depend on a process of information diffusion that is triggered by the relation between two rational players: the profit maximizing media industry and the private agents, who seek information in order to update prices.