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E Belo Horizonte conheceu a música folclórica japonesa

Pois é. A história da vinda do Yayu Fish ao Brasil ainda está para ser contada. Mas é importante dizer que quem viu apladiu de pé. Foi um surpreendente – para mim – sucesso. Foram semanas espalhando cartazes pela cidade, mandando mensagens insistentemente para várias pessoas, rezando para que o pessoal se lembrasse do espírito de Páscoa e ficasse na cidade para me fazer feliz (cadê o altruísmo?) com a presença neste show.

A divulgação, pelo que sei, pela imprensa, foi apenas em jornal impresso. Uma busca pela internet só retorna este mesmo blog como fonte de divulgação. Foi a primeira vez do grupo no Brasil e eles não vieram para São Paulo, mas para Belo Horizonte. Um evento em si.

No cartaz, prometi que você ouviria música folclórica japonesa “como nunca viu antes”. Quem foi lá e nunca ouviu música folclórica teve dois presentes: na primeira parte do show teve o primeiro contato com este tipo de música em sua forma tradicional. Cantamos parados, quase imóveis, com todo o coração (e voz, quando ela não nos falha…^_^). Na segunda parte, o público teve uma releitura que é a marca da dupla Yayu Fish. Diga-me: você já viu algo assim antes?

Talvez o mais interessante, ou o mais legal disso tudo é o fato de termos conhecido pessoas tão interessantes e divertidas. O ensaio de sábado à tarde foi uma diversão única! Também foi interessante descobrir, na sexta, que eu deveria cantar também, fazendo uma pontinha em uma apresentação tão especial para mim. Quando lembro disso, realmente fico muito grato aos cantores.

Quero lembrar que, apesar de não sido divulgado amplamente, uma das idéias é não deixar a cultura japonesa morrer e, após o terremoto que ainda gera efeitos terríveis no Japão, muitas pessoas – inclusive pessoas do universo da música folclórica japonesa – desapareceram. Por isso, quem quiser doar algum dinheiro para as vítimas, por favor, veja estes endereços.

Ah sim, ainda tivemos a popular “Shima Uta”, J-pop de Okinawa, salvo engano, inspirado em um “min-you” desta região tão peculiar do Japão. Pela falta de tempo, algumas outras músicas ficaram de fora (inclusive um Enka).

Se alguém estava na loja da Japan Style, na Savassi (hoje a loja está ao lado da Mercearia Tokyo, na Rua Curitiba, quase esquina com Av. Bias Fortes), há alguns anos, então não será difícil lembrar do apoio do pessoal da loja a um jovem virtuose do Shamisen, o Gustavo Eda, que encantava a todos com a música japonesa (e uma versão impagável de Mario para este instrumento…). Foi ali que cantamos algum tempo, sempre com um público não-japonês. Nossos colegas descendentes nem sempre gostam de música folclórica, mas isto é algo que pode ser revertido, como visto ontem à noite, de uma forma inesquecível.

Ainda não consegui me desligar (veja a hora que escrevo isto…), o show foi maravilhoso!

Obrigado a todos e espero que tenham se divertido.