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A humanidade, tal como ela é

No início do semestre, alguns duvidavam do homo economicus. Hoje, no meio da aula, entra a secretária e avisa: “- O professor fulano está passando mal e não virá amanhã”.

A turma ri e comemora aos gritos.

Aí eu pergunto: vocês nem se preocupam em saber como está o professor, gente? E se ele tivesse morrido ou tivesse sido internado com uma doença grave?

Uma breve pausa…

O engraçado é que a mesma galera certamente defenderá seu próprio direito ao voto, por exemplo. Eu não negaria, claro. Mas não deixa de ser de um humor negro terrível. Afinal, é de dentro da faculdade que às vezes ouço propostas sobre restrições de voto apenas a quem tem X anos de estudo.

É, a versão egoísta do homo economicus existe mesmo, a despeito do altruísmo dos modelos de Becker ou Barro.

p.s. Espero não ficar doente por um bom tempo…

6 comentários em “A humanidade, tal como ela é

  1. Tenho uma filha de 10 anos. Por mais que eu tenha tentado passar-lhe a alegria de ser aluno, de aprender, de ir à escola, tenho sido ineficiente. A maior alegria dela é quando não tem aulas. É minha filha, por ela daria a minha vida, mas me assusto ao pensar “pra quem “puxou? eu e o pai dela cursamos duas faculdades, eu ainda estudando uma especialização e ela, aos oito anos, não quer estudar”. Se minha filha, tendo bons exemplos de estudante em casa, é assim, fico a pensar: o que está faltando? Não podemos dizer que essa geração não tem bons exemplos, por que tem! Aonde estamos errando?

  2. Caramba, preciso aprender a ler antes de clicar em publicar!!! rsrsrs Minha filha tem 10 ANOS!!! Está no sexto ano do ensino fundamental. Estuda em uma das melhores escolas de Campinas. Mas, acho que tanto faria o local em que ela estuda…
    Triste pelos seus alunos e triste pela minha filha.
    Espero que você não fique doente, Cláudio, e mais ainda, espero que você não desanime diante da ignorância humana.

    1. Não, não…eu acho até engraçado. Só não entendo porque tão pouco valor à escola. Aposto que o comportamento transcende as classes sociais…

  3. Olha, quando tem-se institucionalizada a semana do “saco cheio” nas escolas, fazer exatamente o quê? E respondo: combater sem quartel o prazer com a “não-escola”. Vale o desafio.

  4. Pois então, a questão da semana do saco cheio me incomoda profundamente. Se as escolas sabem que isso é prática deveriam simplesmente colocar como “férias” ou “recesso” nessas situações e não contar como dia letivo. Mas, infelizmente, também preciso reconhecer que muitos profissionais da educação não estão preocupados em realmente cumprir com seu papel. Em escolas particulares então me escandaliza PAGAR para não ter aula. E aí concordo com o Cláudio é, de fato, de se achar engraçado alguém pagar, e pagar caro, para ficar em casa.

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