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Voltamos aos governos militares

Agora o governo acha que se o mercado discorda dele, é especulação. O discurso é idêntico ao de Chávez, claro, como não poderia deixar de ser.

Difícil é ter que ouvir que “este governo adotou políticas ortodoxas”. Ortodoxia exige um pouco mais de perspicácia do que isto aí que acabamos de ver…

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Mabuse

No início dos anos 90 fui apresentado ao expressionismo alemão. Como todo mundo, o cartão de visitas foi o Metropolis, de Fritz Lang. Mas, graças ao Romero, um antigo amigo de cérebro avantajado, conheci também Caligari e Mabuse. Pois numa destas amostras de cinema havia a programação: Dr. Mabuse – o gênio do crime (ou “parte 1”), Dr. Mabuse – o inferno do crime (ou “parte 2”) e o, se não me engano, “Mil olhos do Dr. Mabuse”.

Pois o sujeito que fez o folder se enganou e vi a parte 1, os “mil olhos” e nunca vi a parte 2….até – pensava eu – algumas semanas (*).

Numa genial oferta, arrematei um box de filmes de Lang. Pensei comigo mesmo: agora verei a parte 2! Entretanto, embora a capa do DVD anunciasse o fim de quase 20 anos de espera, fui brindado com um documentário (que havia comprado no meio do ano, em São Paulo…na mesma busca…deixa prá lá). Obviamente a nota fiscal já estava no lixo.

Então, num destes “mercados livres” da vida, encontrei o dito cujo. Comprei-o. Chegou hoje. Conferi. Parece tudo ok. Se o DVD não tiver defeitos, será o fim de uma espera que já deve estar fazendo bodas de prata.

O irônico é que Mabuse não tolera atrasos (veja sua ansiedade com os “dez minutos” na parte 1). Eu também não gosto disto, mas tenho os poderes hipnóticos do mais famoso vilão do cinema alemão dos anos 30…

(*) todos os filmes, menos o famigerado “parte 2” tinham exibições outras na mesma semana. Foi realmente chato na época ficar sem saber o desenrolar da primeira parte…