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Outro artigo!

Foi publicado aqui. Eis o título:

Brazilian Soccer Championship and Competitive Balance: an analysis for 1971-2009 – Lucas Drummond; Ari Francisco de Araujo Jr; Cláudio D. Shikida

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I Encontro Nacional de Blogueiros de Economia

É com enorme prazer que divulgo o I Encontro Nacional de Blogueiros de Economia a ser realizado na FEA-USP. Eis a programação do evento.

Programa do Encontro

Abertura (13:30)

Carlos Eduardo Gonçalves , Cláudio D. Shikida, Cristiano M. Costa

Painel Temático I (13:40)

O Papel dos Blogs no Debate sobre Política Econômica
Carlos Eduardo Gonçalves, Alexandre Schwartsman, Felipe Salto
Vídeo: Adolfo Sachsida

Coffee-Break (15:00)

 

Painel Temático II (15:10)

A Blogosfera e o Jornalismo Econômico: Complementares ou Substitutos?
Cristiano M. Costa, Leonardo Monasterio, Silvio Crespo, Thais Herédia
Vídeo: Rodrigo Constantino

Coffee-Break (16:20)

 

Instituto Millenium (16:35)

Painel Temático III (16:50)

Os Blogs na Sala de Aula:  A Disseminação do Conhecimento
Cláudio D. Shikida, Ronald Hillbrecht, Márcio Laurini, Mauro Rodrigues
Vídeo: Roseli Silva

Encerramento (18:00)

Carlos Eduardo Gonçalves , Cláudio D. Shikida, Cristiano M. Costa

 

A idéia surgiu com o Cristiano Costa – um dos melhores blogueiros de economia – e conta com meu total apoio. Se você está em São Paulo, não perca este evento. Mais detalhes no site de inscrições. Clique no cartaz oficial abaixo para ser redirecionado ao mesmo.

Ah sim, se você gostou da idéia, adote nosso logo. Pessoalmente, achei-o muito simpático.

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Notas de aula em R

Digo, notas de aula sobre ARIMA em R. Ainda bem inicial, mas fiz no meu tempo vago (vago?) de sábado e nesta noite de domingo. O link direto é este. Obviamente, sugestões e comentários são bem-vindos.

Eu vivo produzindo estes bens públicos, não? Bem, é isto, pessoal, preparem-se que tem mais R neste semestre!

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Lentamente…

…a reforma do apartamento (infindável) parece dar sinais de término. Pelo menos a biblioteca está quase pronta. Biblioteca ou escritório, não importa o nome, o importante é que teremos um local tranquilo para trabalhar. O melhor foi abrir a primeira caixa de livros e encontrar todos os que mais precisava.

Claro, não poderia deixar de registrar este momento…

O PAC, ninguém vê. Mas o meu investimento, este gera resultados mais eficazes para minha infra-estrutura (inclusive a mental). Nada como alguns livros perigosos para começar o trabalho. Aguardem!

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Mercado é melhor que guerra

Quem assiste “Bullshit” de Penn & Teller já deve ter tido aulas de economia muito mais sinceras e honestas do que as doutrinações baratas que assolam a selva brasileira.

Em um destes episódios, mostra-se que a paz mundial não é obtida por passeatas nas cidades ou por uma burocracia global lenta como a ONU. Claro que uma passeata no Rio de Janeiro pedindo paz na Eslovênia deve ter algum efeito minúsculo no processo de paz hipotético que uso como exemplo. Provavelmente, apenas satisfaz o ego dos participantes do evento.

Mas o comércio, a dependência do outro, ainda que haja discordâncias em vários aspectos, é o melhor remédio. Aliás, um samurai de …já havia percebido isto. Veja só: “Peace is achieved with rice and salt, not with katanas and arrows” – Uesugi Kenshin.

A frase é simples, talhada por um sujeito que nunca estudou economia ou ciência pollítica. Mas é de uma sabedoria que nem sempre estes apreendem de imediato. Principalmente na selva, onde a cultura é: “existe o remédio, mas nós queremos inventar um jeito incerto de curar a doença, porque temos preferências políticas e gostamos de misturar isso com ciência”.

Mostre-me um estudo deste lamentável nível de qualidade que eu lhe mostro uns duzentos que mostram que o ceticismo científico ainda é o melhor remédio. Aliás, é isso que fazem Penn & Teller em seu programa que, lamentavelmente, só é transmitido tarde da noite, evitando, assim, que as elites deformadas que dominam a opinião pública com palavras de ordem e “minutos de sabedoria (= anos de burrice) tenham seu status de “gente que entende” ameaçado.

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Eu era feliz e não sabia…

Hoje estava a conversar com o Pedro (o famoso Homo Econometricum e também sempre um convidado articulista deste blog) sobre esta estranha frase. Geralmente não é estranha, mas fiquei imaginando como seria a vida de alguém que sempre chega na conversa com os amigos e diz que “era feliz e não sabia”.

Como alguém poderia se comportar desta forma? Pensando na racionalidade econômica que se aprende no início do curso de Economia, este tipo de comportamento é estranho. Entretanto, com alguma criatividade e muito esforço, podemos modelar este nosso sujeito pessimista.

Antes de mais nada, é bom estar ciente de que não refletimos profundamente sobre o tema e, claro, gente, isto aqui é um blog, não uma tese de doutorado. Posto isto, vamos lá.

Imagine uma função utilidade com “n” períodos do tipo U(c1, c2, …, cn) = u(c1) + u(c2) +… + u(cn). Note que estou simplificando e dizendo que a taxa de juros, r, é igual a zero.

Agora, este nosso amigo maximiza U(.) sujeito a uma expectativa de renda  que envolve, para cada período, um termo permanente e outro transitório. Ou seja, y* = E( yp +alfa*yt). O “alfa”, no caso, é uma distorção que o faz enxergar erradamente o tamanho do termo transitório da renda (ok, eu sei que deveríamos endogeneizar…). Assumimos que alfa > 1 e que as expectativas são adaptativas.

O que eu e o Pedro discutimos foi mais ou menos assim: suponha que a renda mude em seus dois termos, mas o cara não apenas não consegue separar o sinal (yp) do ruído (no caso, yt). Digamos que a renda permanente caiu e a transitória aumentou, de forma que, no líquido, houve uma queda da renda corrente, levando-o para um nível de utilidade mais baixo.

Como ele tem expectativas adaptativas e sobreestima o efeito da renda transitória, ele achará que está melhor. No período seguinte, ele percebe que está, na verdade, pior. Neste caso, ele “era infeliz e não sabia”. Agora imagine o efeito oposto: renda permanente aumenta, renda transitória cai, de forma que há um aumento da renda corrente, mas ele se confunde e acha que está pior. No momento seguinte, ele corrige o erro e percebe que…”era feliz e não sabia”.

Obviamente, deve haver um jeito mais simples de modelar isso (ou alguém já fez um modelo mais interessante do que este). Mas a graça da coisa está em pensar na melhor forma de se investigar um comportamento tão bizarro como o destas pessoas que insistem em dizer “que eram felizes e não sabiam” o tempo todo.

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Teoria Geral dos Contratos – Law and Economics

Outro dia eu ganhei um sorteio do pessoal de Law & Economics do Paraná. Achava que o prêmio havia se perdido, mas eis que meus amigos do sul conseguiram: o livro Teoria Geral dos Contratos – Contratos Empresariais e Análise Econômica está sobre minha mesa agora. Vai demorar até que eu consiga lê-lo cuidadosamente mas, eis o que vi: o livro serve como uma excelente fonte de pesquisas para os que, como eu, são economistas, e querem ver mais aplicações de Law & Economics no mundo real.

É muito importante que tenhamos mais trabalhos como estes pois os modelos de Law & Economics são essenciais para nossa compreensão da realidade mas o que temos, até hoje, são muitos livros que versam sobre a realidade norte-americana (ou anglo-saxônica) e poucos sobre o Brasil. Mais ainda, há muito menos gente do Direito trabalhando com o tema do que economistas. Neste sentido, este livro é realmente muito interessante.

Muito obrigado aos colegas da ADEPAR.

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A consistência da diplomacia brasileira

Brasileiro adora falar mal da política externa dos EUA. Pode até ter razão algumas vezes, mas é incrível como não é capaz de fazer sua auto-crítica. Por exemplo, eu jamais diria, em sã consciência, que um ditador árabe é meu amigo e meu irmão. Talvez os falcões do Itamaraty (a turma do “viva a bomba nuclear e os ditadores árabes”) achem isso normal. Ok, a gente até entende. O que não dá para entender é a falta de auto-crítica.