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Qual o valor de sua vida para o governo?

Chegou a época do ano de pagar aqueles tributos incômodos: o IPVA (ah, buracos na minha rua…), a taxa de licenciamento (sim, eu tenho que pagar licença para o governo) e o seguro obrigatório (espere, espere…e o meu seguro privado?).

O seguro obrigatório é o que sempre acho engraçado: embora eu tenha o seguro do meu automóvel, privado, sou obrigado a ter este outro. Bem, por curiosidade, resolvi saber mais sobre o mesmo. Quanto seria, então, a indenização caso eu morresse?

A resposta está aqui.

Claro que a pergunta é: se eu tivesse o livre direito à escolha, eu optaria por este seguro? Além disso, claro, há quem queira, legitimamente, saber qual é a economia política subjacente à criação e manutenção deste seguro, um legítimo e interessante (além de “socialmente útil”) tema de pesquisa…

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Exoneração tardia

Coordenadores de TI incompetentes não faltam por aí. Com esta notícia, vemos que o governo acaba de dar sua colaboração para a taxa de desemprego.

Só impressiona mesmo a falta de respeito com os estudantes do ensino médio. E não há distinção de classes: desde alunos do Prouni até os mais ricos, todos reclamam do governo.

Incrível como a sociedade brasileira tem um padrão de moralidade esquizofrênico: saem às ruas por um Fiat Elba (governo Collor), mas nem se mobilizam quando são tratados como imbecis por um governo supostamente de esquerda.

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Custos de transação artificialmente elevados

Nossa “elite cultural” adora uma boa imagem, mesmo que às custas do atraso cultural. Pedro mostra isso muito claramente aqui. Eis um trecho:

Aqui no Brasil, A rede social seria impossível. Temos uma tradição, reconsagrada pelo novo Código Civil, de que só é possível retratar qualquer personagem real em situações de extrema bondade. Ou ele curava os leprosos e caminhava sobre as águas, ou sua memória e sua imagem estão sendo vilipendiadas pelos interesses mais sórdidos. Não há meio termo. A edição das obras completas de um famoso poeta foi atrasada em muitos anos porque os herdeiros vetavam a publicação de poemas dedicados à amante que todos sabiam (até eu, mesmo quando criança) que ele tinha. A biografia de um jogador de futebol foi recolhida das livrarias porque aparentemente o biografado não aparecia de modo suficientemente angelical.

Certamente é isso que explica a ausência, em nossa dramaturgia, de episódios da história política. Por que não podemos fazer uma peça ou um filme em que Jânio Quadros apareça fraco e esfomeado, comendo um sanduíche de ovo em pleno comício, com a gema escorrendo pelo paletó, e depois falando em ditirambos e outras coisas dignas de Odorico Paraguaçu? Porque seria uma ofensa contra sua imagem. Não: Jânio curava leprosos apenas com o toque das mãos e caminhava sobre as águas. Já podemos imaginar que os herdeiros julgam que qualquer coisa menos do que isso é inaceitável.

Gostaria de ver uma pesquisa de algum estudante de economia sobre o tema. Fala-se pouco de “economia das artes” aqui no Brasil e, em geral, temas importantes como este levantado pelo Pedro são ignorados pelos economistas. Mas nunca é tarde para mudar, certo?