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Nada mais democrático

Seria terrível se ele cedesse a vaga a um suplente qualquer. O elitismo que apenas defende interesses bem escusos não funcionou e, agora, o Congresso tem que aceitar o Tiririca. Ficha suja pode, mensaleiro pode, gente que dá banana para o TSE pode e o outro seria impedido de fazer sua votação porque não saberia ler?

Tenha paciência…

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Instituições afetam o PIB per capita dos municípios brasileiros?

Pereira, Nakabashi e Sachsida têm evidências. Vejamos (grifos meus):

A análise empírica demonstrou que o Índice de Qualidade Institucional Municipal (IQIM) é significante para explicar as diferenças no PIB per capita entre os municípios do Brasil. Para contornar o problema da possível causalidade reversa entre renda e instituições, utilizou-se o método de Mínimos Quadrados em Dois Estágios, empregando como instrumento (a exemplo da literatura) a latitude, a média de temperatura e chuvas, e o fracionamento étnico – variáveis evidentemente exógenas e correlacionadas com a qualidade institucional municipal.

Verificou-se que, controlando para as proxies do estoque de capital humano e físico per capita, diferenças nas instituições podem explicar diferenças expressivas no nível de produto per capita.

Adicionalmente, alguns resultados apontaram para a existência de um efeito indireto da escolaridade sobre o desempenho econômico – por meio de seu impacto na qualidade institucional – e não corroboraram a existência de um impacto direto da educação sobre o PIB, quando se inclui a qualidade institucional na regressão.

Ou seja, aparentemente, o capital humano e as instituições se relacionam de alguma forma que ainda precisa ser bem investigada (eu falei disto mais cedo, hoje, lembra?). Os autores trouxeram mais evidências importantes para estas discussões sobre capital humano e instituições…gostei.

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Boas referências ao “Living Standards in Latin America History”

From book

Finalmente recebi meu exemplar do Living Standards in Latin America History. Ser co-autor de um capítulo com Leo Monasterio e Luiz Noguerol é algo indescritivelmente legal. Mas ter na última capa elogios do James Robinson, Richard Steckel, Jeffrey WilliamsonStephen Haber é realmente ótimo.

Sim, estamos no capítulo 6. Os interessados podem procurar por antropometria histórica e desenvolvimento econômico.

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A falácia do “eu tenho experiência…”

Horwitz fez um bom artigo sobre a irrelevência, ou melhor, a falácia da tal experiência do sujeito no setor privado. O argumento é que tal experiência não é automaticamente transferida quando o sujeito vai para o setor público.

Entretanto, seu argumento é, no mínimo, incompleto. Também é irrelevante a tal experiência “de mercado” quando o sujeito muda de profissão para a área acadêmica. O oposto também é verdadeiro.

Em verdade, a experiência é apenas um ativo específico cujas dimensões nas quais o sujeito pode, marginalmente, explorar, não são tão óbvias assim. Minhas habilidades em sala de aula podem, de fato, ajudar-me em outro contexto, mas tudo depende de minha habilidade em adaptar minha experiência prévia ao novo problema.

Como sempre, o problema é de capital humano. Mas é um problema em um nível mais profundo, não apenas em termos de anos de estudos, mas sim de inteligência. O sujeito tem que ter a capacidade de se adaptar, dado seu estoque de experiência, de forma eficiente.

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Democracia e empresas privadas

Nada como boas perguntas (com boa pesquisa):

One can reasonably expect that frequent and unpredictable changes in economic policy might adversely affect investment by the private sector and the overall growth of the economy. For all practical purposes, uncertainty about future economic policies is a step towards economic anarchy. But precisely what causes firms in some countries to have higher uncertainty about future economic policies than others? Does the underlying political structure matter? What elements of the political structure, if any, matter for the level of policy uncertainty as perceived by private agents?

Descubra mais sobre as investigações dos autores aqui.