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Como os economistas pensam?

Então o Banco Central quer saber “como os economistas pensam”. Vamos lá:

1. O meio é minúsculo no Brasil, quando comparado aos EUA ou à OCDE. Logo, há pouca competição.

2. O governo em expansão contratou, inclusive, vários economistas.

3. As análises do mercado tem uma gama variada de gente de qualidade variável. Assim, a competência nas análises varia (como em qualquer mercado).

4. Rent-seekers vs Profit-seekers: vários analistas desejam uma “boquinha” nos meus impostos e, portanto, guiam-se por uma adoração ao governo sem precedentes. Mas há também analistas que desejam lucrar suprindo o mercado de previsões sérias.

Enfim, nada disto é novidade. Mas o Banco Central não precisava, ao meu ver, fazer uma pesquisa sobre o tema. A questão fiscal emerge fortemente em qualquer análise minimamente séria sobre a economia brasileira. Claro que existem os discursos estranhos – geralmente oriundos dos rent-seekers ou dos analistas com menor capital humano, mas não há muita divergência entre quem realmente olha para os dados com seriedade.

O problema, inclusive, não mudará porque a administração Rousseff faz questão de esconder do mercado os nomes que, supostamente, comandarão uma – mais suposta ainda – austeridade fiscal. Até o dia em que se divulgue os nomes – ao invés de ameaçar menores de idade que reclamam do Enem – não se pode esperar nada mais do que ruídos no mercado.

Agora, precisa ter diploma de economista para saber disto? Não. É óbvio demais.