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O câmbio é apenas um preço, cara!

Eis uma bela notícia para o aluno de economia entender um pouco sobre os problemas da economia política (no sentido moderno). Vou resumir:

1. O câmbio valorizado possibilitou um aumento no padrão de bem-estar de todos os consumidores brasileiros.

2. O mesmo câmbio tem dificultado a vida dos exportadores.

3. O mesmo câmbio tem facilitado a vida de quem renova sua fábrica com insumos importados.

Obs: os exportadores nem sempre são claros quanto à qualidade “chinesa” dos produtos que exportam. Quanto menor a qualidade, mais dependem do câmbio desvalorizado.

O mais engraçado é que o grupo 2 conseguiu se fazer presente no discurso dos dois candidatos que praticamente se esqueceram dos consumidores para fazer bonito para este grupo com seus discursos ao longo dos últimos tempos.

A taxa de câmbio é simplesmente um preço, mas há quem queira transformá-lo no preço mais importante (como se tal coisa existisse em economia) de todos. Algo como o fetiche da “função social de …..” (preencha o espaço com o que quiser) lá na cabeça de alguns.

Se você é aluno de economia, reflita sobre o preço acima. Ele não tem nada de diferente da análise que você poderia fazer entre preço de salgados entre dois bares ou qualquer outro preço que temos na economia.

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O tamanho ótimo do governo

Um dos países menos liberais do mundo, o Haiti, hoje enfrenta uma situação indigna e triste. Trata-se de um exemplo simples de como um Estado gigantesco (mesmo para um minúsculo país como o Haiti), com o poder concentrado nas mãos de um presidente pode ter um destino horroroso.

Pode não, terá. Sempre.

Foi só o chão tremer e todo o gigantismo do governo haitiano veio abaixo. Sequer conseguiram tirar as pessoas dos escombros, ao contrário do governo chileno em situação similar (mas de menor impacto).

Haiti é um exemplo a ser lembrado quando se discute o tamanho do governo.