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A ineficácia do multiplicador keynesiano dos gastos

John Taylor lança nova luz sobre este problema. Qualquer discussão séria sobre a ineficácia deste multiplicador deveria ser urgentemente feita por aqui. José Oswaldo Candido Jr. tem um trabalho sobre isso, recente. Entretanto, tenho a impressão de que ele não tem interlocutores.

Talvez seja a hora de os defensores do ativismo keynesiano “a la anos 70” mostrarem seus modelos, já que muito falam, mas pouco mostram. José Oswaldo iniciou o debate no Brasil. Nos EUA, como o leitor habitual sabe, o debate começou com a crise. O lapso entre políticas e análises empíricas, lá, é menor do que aqui. Por que isto acontece?

Possíveis respostas:

a) No Brasil a academia é relativamente menor: não há tanta especialização;

b) Os incentivos nas universidades públicas não levam à publicação de artigos na quantidade socialmente ótima;

c) Os incentivos nas universidades privadas são para uma quantidade aulas maior do que uma quantidade de pesquisas (artigos);

d) Os incentivos políticos são tais que os economistas se desencantam com a academia e fogem para o setor privado (não-educacional). Os que ficam, na maior parte das vezes, dedicam-se a campanhas políticas, public funds-seeking, rent-seeking, etc.

Será que é por isso que temos tão pouco debate sobre políticas recentes?

p.s. as exceções de praxe sintam-se devidamente citadas.

2 comentários em “A ineficácia do multiplicador keynesiano dos gastos

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