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III Congresso da ABDE, Prof. Pery Shikida e etc.

Grandes momentos dos últimos dias.

* Prof. Pery Shikida, autor de alguns artigos como este, tentou trazer um pouco de humanidade aos alunos do Ibmec. Não que nossos alunos não o sejam, mas acho que visualizar alguns aspectos de pesquisas de campo faz bem. Faltou, claro, um modelo e alguns resultados econométricos, mas o objetivo da palestra foi menos o de expor uma dada pesquisa (e mais expor um assunto delicado de forma descontraída).

* Apertar a mão de Sam Peltzman e dizer-lhe: “I just felt the Peltzman effect” foi genial. A professora Raquel achou que eu não conseguiria encontrá-lo, mas perdeu a aposta (bem, não apostamos, mas eu ganhei, he he he).

* Fazer piada sobre correlação e causalidade (usando a tirinha do XKCD) e não ser entendido por todos advogados (exceto pela profa. Raquel) foi instrutivo. Pery tem razão, advogado sem estatística é cada vez mais um problema para o Brasil. Claro, eu também deveria saber mais Direito (para processar consumidores limitados que nunca procuram meu boteco, mas só o da concorrência), como sempre diz o Ivo.

* Assistir Rodrigo Castriota (que nos visita sempre) dizer que não iria explicar as equações de regressão e fazer exatamente o contrário para o desespero dos alunos de Direito que o assistiam.

* Ver o prof. Timm fazer o sorteio de um livro e conseguir que o nosso presidente fosse o sorteado.

O que faltou?

* o prof. Fernando Araújo fazer piadas de brasileiros. Nós merecemos. Basta ver o debate político.

* Ivo Gico explicar, para alunos de graduação de Direito, que “função social da XX” (XX = o que você quiser) não é um conceito exclusivo do Direito e nem que, necessariamente, faça sentido. É triste ouvir alunos dizendo que “Direito e Economia são muito distintos”. É verdade. Você não precisa ir ao III Congresso da ABDE para descobrir isto. Você só vai a um congresso desses se você está disposto a aprender mais sobre a interseção das duas áreas.

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Os microdados…sempre eles…

Entry, Growth, and the Business Environment: A Comparative Analysis of Enterprise Data from the U.S. and Transition Economies

J. David Brown , John S. Earle

US Census Bureau Center for Economic Studies Paper No. CES-WP- 10-20

Abstract:
What role does new firm entry play in economic growth? Are entrants and young firms more or less productive than incumbents, and how are their relative productivity dynamics affected by financial constraints and the business environment? This paper uses comprehensive manufacturing firm data from seven economies (United States, Georgia, Hungary, Lithuania, Romania, Russia, and Ukraine) to measure new firm entry and the productivity dynamics of entrants relative to incumbents in the same industries. We contrast hypotheses based on “leapfrogging,” in which entrants embody superior productivity, with an “experimentation” approach, in which entrants face uncertainty and incumbents can innovate. The results imply that leapfrogging is typical of early and incomplete transition, but experimentation better characterizes both the US and mature transition economies. Improvements in financial markets and the business environment tend to raise both the entry rate and productivity growth, but they are associated with negative relative productivity of entrants and smaller contributions of reallocation to growth among both entrants and incumbents.

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“Compre dólares!” pede o governo desesperadamente

A segurança institucional deste país é uma piada. Ok, sabemos disso. Mas, com todos estes boatos que o governo solta, antes do segundo turno, para ganhar votos de setores da indústria, só há uma coisa a se fazer: comprar muitos dólares.

Já que o governo – espertamente de forma não-oficial, mas com notícias plantadas na imprensa aqui e ali – diz que vai forçar uma desvalorização do câmbio, é bom comprar os últimos livros no exterior e encher o cofre de dólares.

Eis aí algo que eu não esperava ver há quatro anos atrás: uma deterioração progressiva da responsabilidade fiscal acompanhada de uma intervenção maciça no câmbio.