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Mais uma lição de economia elementar do prof. Pastore (e alguns pitacos)

Claro que os candidatos não farão o dever de casa e o Brasil deve ir mesmo para o brejo no longo prazo. Mas não é por falta de avisos.

Só para não dizer que não dei meu pitaco, veja o gráfico abaixo (receitas e despesas totais do Tesouro Nacional, coletados na página do Banco Central do Brasil).

O gráfico apenas atualiza os dados usados neste estudo.

Um teste de causalidade simples (ignorando a possível cointegração entre as variáveis) mostra que há bicausalidade (todo mundo é endógeno na brincadeira), ou seja, variações na receita Granger-causam variações na despesa e vice-versa. O que dizer sobre isso exige um pouco mais de cautela. Por que?

Primeiro, as séries podem apresentar sazonalidade ou quebras estruturais e testes precisam ser feitos para detecção das mesmas.

Segundo, há evidências de que as séries cointegram. Neste caso, o correto é estimar a causalidade de Granger por meio do VECM, não do VAR.

Claro, a pista é que dei uma olhada nestes dados agora de manhã e parece que os resultados não mudam muito. Entretanto, fica em aberto aos (e)leitores a pergunta sobre se é este o processo de finanças públicas que se quer para o presente e para os seus filhos e netos…

p.s. só para pensar….as funções de resposta ao impulso no VECM(5) com dummies sazonais.

Divirta-se aí. Tio Claudio volta mais à noite…

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Você já assistiu Rambo?

Então perceba que, no mundo real, não é tão diferente. Neste triste caso, os talebans (aqueles que alguns gaúchos de esquerda bolivariano elogiaram, quando do ataque às torres gêmeas) mostram que, como gostam alguns, “não se pode fazer omelete sem quebrar alguns ovos”.

Triste, mas é a realidade.

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História econômica

Zanella tem um estudo interessante (Zanella (2008)) sobre o comportamento do governo imperial brasileiro. Aqui. O que não entendi claramente do texto é se a imigração é apenas uma variável exógena ou se isto só vale no início da análise.

Se eu fosse professor de história econômica, levaria este artigo para minha sala de aula. Como professor de econometria, já tenho que fazer isso, mas o charme todo da discussão está na história brasileira, não é?

p.s. Zanella tem sido um grande incentivador para (meus) estudos em história econômica.

p.s.2. Estudos com VAR e história econômica? Veja também o Renato.

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O governo tenta censurar a rede?

Claro que tenta. Sempre. Liberdade para o governo, sim, Frank, é uma desgraça (exceto se você acreditar em tortura como instrumento legítimo de dissuasão). Eis aqui um interessante levantamento da Google sobre os pedidos que a empresa recebe, do governo, para retirar material da rede.

Ah sim, sempre pode aparecer alguém dizendo: “mas a Google tem interesses…”. Claro que tem. Assim como quem faz este comentário também tem os seus. Seus interesses não são mais ou menos legítimos do que os meus, já que ambos temos um voto, certo? Agora, entre alguém que defenda o “top-top” para a imprensa e alguém que defenda a liberdade de imprensa, eu prefiro o segundo.

Se quiser evidências históricas, posso fornecer uma tonelada de estudos a respeito e duvido que alguém encontre um estudo científico que mostre que menos liberdade de informação (ou de imprensa, ou civil, ou religiosa, etc) leve a uma sociedade melhor, mais desenvolvida, etc.

p.s. veja não apenas 2010, mas também o ano de 2009, no mesmo gráfico.