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Em 1981…um pouco de história econômica brasileira séria

…Pelaez & Suzigan, jovens economistas, publicavam um livro clássico chamado “História Monetária do Brasil” cuja reedição mereceria mais atenção dos supostos sábios de plantão.

Mas o mais interessante é ver os autores estimarem (sim, se o livro saiu em 1981, eles devem ter feito isto no final dos anos 70) um teste de causalidade de Granger-Sims (é, vai lá nas páginas 26  e 27, rapaz, e constate que nem tudo era verborragia nos anos 70…).

Quem já leu a tese do Delfim Netto sobre o café, salvo engano, já encontrou uma econometria de séries de tempo bem avançada para a era do gelo cepal-estruturalista que lançou muita fumaça sob o sol do conhecimento (e alguma luz, mas ofuscada pela poluição ideológica de 9 entre 10 pterodoxos da época).

Já falei aqui antes que Pelaez mereceria ser homenageado e relembrado na academia brasileira, mas o pessoal de história econômica parece insistir em não estudar a própria história (salvo exceções que, estatisticamente, devem existir). Uma pena.

A nova safra de historiadores econômicos que não se comprometem com nada mais além da honestidade intelectual, contudo, tem gerado ótimos resultados. Pesavento, Kang, Monasterio, Tamega, Irineu, Colistete, Marcondes e tantos outros cujo nome vou esquecer mesmo porque tenho péssima memória (sorry, pals, pela injustiça) são nomes que constarão em qualquer livro sério de história econômica em uns 10 ou 20 anos.

Ah sim, e o melhor brazilianist de todos é William Sumerhill, meu co-orientador de doutorado que esperou mais do que pude produzir, em minha humilde incursão pela história.

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Sinalização

Caplan expõe seu argumento sobre educação e sinalização com detalhes aqui.

Um trecho interessante (não consigo formatar melhor por conta do bizarro “firewall” da faculdade):

3. On average, how much does schooling causally increase students’ marginal productivity by shaping their character, a la Eliza Doolittle or the Marines?

My answer: Relative to a carefree life of play, this accounts for another 20% of the gross marginal return to education. But relative to getting a job, the average character-shaping benefit of education is roughly zero. For very young children with negative marginal productivity on the job, I’ll admit the character-shaping effect is more positive. But by the time they’re teen-agers, the character-shaping effect is mildly negative relative to employment. As I told Bill Dickens:
Work inculcates the worker ethos; school inculcates the student ethos. The two are only moderately correlated. The most obvious differences: Work offers much more tangible rewards for good performance, and much harsher punishments for bad performance, than almost any school. School teaches students the wrong life lessons: Excellence doesn’t lead to money or status, and disruptiveness won’t get you fired.

Even worse, school often indirectly inculcates counter-productive character traits. Students spend a lot of their energy trying to show their fellow students that they’re defiant, cool, etc.