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Inovação tecnológica

Sério, eis um exemplo excelente: as novas tampas de garrafas de Coca-Cola. A impressão que tenho é a de que escapa menos gás. Pode ser que eu esteja enganado, mas se não for impressão minha, é uma das melhores inovações dos últimos anos.

Um excelente post de um blogueiro que não é de economia mostra que a intenção inicial é diminuir custos. Como sempre, os incentivos de mercado funcionam na direção correta (ainda bem!).

Mas, além deste, uma pesquisa rápida na internet só mostrou gente reclamando que a tampa tem mais atrito e etc. Entretanto, a impressão que tenho é que os consumidores sairão ganhando após a etapa inicial de aprendizagem. Estarei iludido?

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Bancos Centrais, panquecas com maple e minha última sobre capital humano: “se não for mestrado e doutorado acadêmicos, deve ser só sinalização”

Estes dias reencontrei meu amigo Carlos, do Bank of Canada. Ele esteve no Seminário de Economia de Belo Horizonte ministrando o curso sobre política monetária no mundo. Bem, alguns alunos chegaram a me perguntar sobre o que ele fazia, mas não sei se olharam na internet. Como precisei lhe enviar uma mensagem, dei-me ao trabalho de ir ao google e, bem, olha ele aí.

A produção acadêmica dele é de dar inveja.

Aqui no Brasil temos gente muito boa no Banco Central, recém-chegado(s) do exterior. Se aumentarem a produtividade do banco daqui, já será um ganho imenso.

Talvez eu concorde em parte com Bryan Caplan sobre educação como sinalização. O ditado é: “se não for mestrado e doutorado acadêmicos, deve ser só sinalização” (*). Eis minha frase-síntese, contribuição a ser eternizada em Teoria Econômica e citada até o final dos tempos.

Se alguém fizer um estudo sobre educação com dados que realmente sejam proxies decentes, eu gostaria muito de ver um teste desta minha frase-síntese.

(*) na versão forte, eu terminaria com: “…é apenas sinalização”. Caramba, minha frase tem até versão fraca e forte! ^_^

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O mais estranho concurso do IPEA

O Leo divulga um estranhíssimo método de alocação de recursos do IPEA. Aqui. Uma coisa é a proposta de desenvolvimento. Até aí, tudo bem. Mas o mais estranho é que você tem que seguir uns “patronos”.

Na minha opinião, o desenvolvimento pode até ter patronos, mas a produção científica não pode prestar homenagens a “vacas sagradas”. Se o pesquisador gosta de Monteiro Lobato ou Alberto Pasqualini (sim, eles estão lá), é uma idiossincrasia dele. Mas transformar isto em algo público?

Entretanto, tanto Serra como Dilma compartilham exatamente da mesma visão econômica, o que ao menos mostra que o viés do IPEA é perfeitamente compatível com a vitória de ambos. Em outras palavras, o IPEA presta um imenso serviço ao candidato Serra.

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Nunca um índice Big Mac…

…deu tanto trabalho para os pesquisadores. Interessante – e extenso – trabalho sobre este famoso índice criado pela The Economist. Aqui está o resumo:

The Big Mac Index, introduced by The Economist magazine more than two decades ago, claims to provide the “true value” of a large number of currencies. This paper assesses the economic value of this index. We show that (i) the index suffers from a substantial bias; (ii) once the bias is allowed for, the index tracks exchange rates reasonably well over the medium to longer term in accordance with relative purchasing power parity theory; (iii) the index is at least as good as the industry standard, the random walk model, in predicting future currency values for all but shortterm horizons; and (iv) future nominal exchange rates are more responsive than prices to currency mispricing. While not perfect, at a cost of less than $US10 per year, the index seems to provide good value for money.

Tem gente que acha que não há nada de novo a ser feito sobre a paridade do poder de compra. Este artigo aí de cima mostra que a oportunidade (e o trabalho) faz(em) a pesquisa.