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Mercado de trabalho

O problema de se medir o efeito da discriminação no mercado de trabalho é que muitas vezes você é discriminado. Por exemplo, um amigo meu, falando a uma platéia de brasileiros não-brancos (e não-amarelos e também não-ameríndios), quase foi linchado porque mostrava que existem outros tipos de discriminação (contra as mulheres, por exemplo).

Claro que ele quase foi linchado pelas mulheres quando falou da questão da gravidez versus produtividade.

Enfim, a ciência sempre esbarra em interesses que nem sempre são o de estudar o fenômeno, mas objetivam conseguir uma grana do governo. Até aí, nenhuma novidade.

Mas o que acontece quando alguém fala que gays são discriminados no mercado de trabalho…francês? É engraçado imaginar a coleta de dados no Brasil. Se alguém souber que existe a possibilidade de ganhar uma grana do governo por ser gay, eu posso prever sem muita dificuldade que o tradicional machismo latino-americano que dizem existir por aí cairá por terra…

Não deixa de ser divertido imaginar as perguntas do questionário: “o senhor sabia que gays são discriminados no mercado de trabalho? Esta pesquisa objetiva fundar uma política pública simples: arrumar uns trocados para os gays por conta disto. Agora, a primeira pergunta: o senhor escorrega no quiabo ou é só heterossexual?”

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Um crítico do Bolsa-Família

Eis um crítico consistente do assistencialismo: o professor Sabino. Trecho:

O estudo feito pelo IPEA para apontar as taxas de redução da pobreza até 2016 foi baseado nas taxas obtidas desde 1995 até 2008. O estudo não leva em conta, no entanto, fatores que podem ser muito mais significativos no período de 2010 a 2016, como a mudança de presidente e os investimentos oriundos da preparação do Brasil para a Copa 2014 e Olimpíadas 2016. Até que ponto esses eventos poderão contribuir para a redução das taxas de pobreza?

O crescimento econômico é essencial no combate à pobreza, não sendo possível imaginar a manutenção de programas sociais relevantes sem ganho efetivo de produtividade média da economia brasileira. Nesse sentido, investimentos relacionados à infraestrutura de grandes eventos podem não alterar significativamente o quadro de pobreza absoluta de parcela importante da população brasileira. Outro fator complicador, esses investimentos para preparação para Copa ou para Olimpíadas, se forem financiados com déficits fiscais crescentes, podem pressionar os juros de longo prazo e diminuir o potencial de crescimento inclusivo, o que acabaria por agravar a condição de vida dos mais pobres na população. Assim, não vejo como panaceia os gastos com o empreendimento Copa do mundo e considero que os gastos devem ser realizados com transparência e eficiência e sempre tendo uma visão de sustentabilidade e de promoção de inclusão social efetiva.

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Pelo fim do preconceito

Uma candidata ficou brava com o TSE porque a propaganda eleitoral tem um boneco recebendo a faixa de presidente e não uma boneca. Eu iria além e pediria um porco(a) no lugar da boneca(o). Afinal, não há motivos para não elegermos um porco(a) para presidente. Como dizem as bases do presidente, “porco(a) também é ser humano”.

Por falar em eleições, um cidadão cansou desta palhaçada e resolveu abrir o verbo. Ficou bem engraçado no início e a mensagem foi enviada ao final do video.