Seminário de Economia e outros…

Se você estiver em BH, este é um semestre com muitas opções para seu food for brain. Há o Liberdade na Estrada, o Seminário de Economia de BH e também o III Encontro Anual da Associação Brasileira de Direito e Economia. Até começo a acreditar que BH parou de ser apenas palco de filosofia de boteco – regada à chorosa música mineira – e está em uma transição para um possível centro intelectual.

Claro, é cedo para ser otimista…

Sunk costs

Interessante pesquisa sobre um conceito que alunos geralmente decoram e se esquecem: sunk costs. Bem, veja o resumo:

Efeito Sunk Costs: O Conhecimento Teórico Influência no Processo Decisório de Discentes?
– Suliani Rover
– Artur Filipe Ewald Wuerges
– Eduardo Cardeal Tomazzia
– José Alonso Borba
Página: 247-263

Resumo
O efeito sunk costs é definido como uma maior disposição em continuar uma empreitada uma vez que um investimento em dinheiro, esforço ou tempo já tenha sido realizado. De acordo com a teoria econômica, porém, estes gastos passados não deveriam ser levados em consideração, uma vez que não podem ser recuperados. O objetivo deste estudo é investigar se o estudante de cursos de graduação da área de negócios é menos suscetível ao efeito sunk costs do que estudantes de outras áreas. Foram aplicados 528 questionários com alunos de nove cursos de graduação de três universidades catarinenses. Os resultados confirmam a relevância do viés cognitivo causado pelos sunk costs, uma vez que indicam uma probabilidade menor de acerto dos problemas quando estes envolvem sunk costs na decisão. A hipótese de que os estudantes da área de negócios estão menos propensos ao viés cognitivo causado pelos sunk costs não foi confirmada.

Interessante pergunta a dos autores. Estudos como estes são interessantes e trabalhosos, já que a base de dados deve ser construída pelo(s) autor(es), mas muito importantes. Um ponto interessante é verificar até que ponto o ensino universitário consegue alterar hábitos não-científicos (ou não-racionais) das pessoas. Ou mesmo verificar se esta mesma pergunta deveria ser reescrita.

Vale a pena conferir.

Você já está sem seus direitos individuais

E o pior é que a oposição não é capaz de fazer…oposição.

Desde o início deste blog até hoje, observa-se uma crescente cubanização das instituições brasileiras, sob os auspícios da administração da Silva. Chegou a um ponto em que, realmente, não é mais tolerável. Daqui para frente, ou se defende a democracia, ou o futuro é bem mais sombrio do que nos vendem ambos os candidatos principais…

Incentivos importam

Mais um estudo interessante, citado nesta notícia, a respeito do efeito negativo que royalties do petróleo têm sobre o esforço fiscal dos municípios. Esta é uma discussão que, claro, precisa ser feita com seriedade.

Não é de hoje que sabemos que transferências podem gerar um problema de moral hazard no federalismo fiscal. Mas é incrível como a discussão ainda repercute pouco.

Onde está a lógica econômica?

Talvez só no Banco Central (e olhe lá!). O governo em final de mandato lança leis totalmente sem lógica como esta. Não demorará muito para que tentem fechar a economia, liberando Ipods só para os que têm dinheiro para viajar para o exterior. Opa…já fazem isso.

Fica menos difícil votar no Serra assim…

Onde estão os Repórteres sem Fronteiras?

A censura, o medo da crítica, a recusa de ouvir sátiras…tudo isto foi alvo de protesto no Rio de Janeiro. Bem, os – geralmente ativos – franceses do Repórteres sem Fronteiras não lançaram uma nota sobre o assunto. Eu já achava estranho todo este silêncio. Agora, com este tipo de acontecimento, imagino que eles vão acordar.

Censura

Escritora denuncia o elevado nível de censura que vem de Brasília. Esta é a consequência social do bolivarianismo. Piada política? Não pode. Os nove tentáculos do polvo socialista brasileiro fazem censura velada. Aliados aos empresários rent-seekers, ao cronista cínico tomador de chimarrão, a certos elementos que supostamente representam a Justiça, e a um bando de gente que se diz “do meio cultural”, o Brasil se transforma, aos poucos, em uma imensa Venezu-Cubolívia-do-Norte.

Excelente desabafo da autora. Bateu, inclusive, no pseudo-capital humano que o governo vende como “conquista ‘dessegoverno’ “. Não faltará blogueiro (que deseja uma “bolsa-blog”) para tentar acusá-la de exagero, etc.

Bateu bem, Maria Adelaide.