Há três tipos de pesquisadores no Brasil

Os que se acham, os que não se acham (vide lista) e os outros (nos quais se incluem os bons e os que não estão nem aí). Claro, há interseções e interseções, mas é muito boa a publicação desta lista pelo Ciência Brasil. Afinal, este é um debate muito importante e que diz respeito ao nosso famoso Clube do Capital Humano (procure na caixa de busca lateral).

Os novos ricos brasileiros são arrogantes

É o que diz o comentarista neste texto citado pelo PRA. Suspeito que ele está certo. Vejo um comportamento – médio, claro – distinto entre os brasileiros ricos e sua contraparte estrangeira. Seria a cultura? Seria o capital humano? Creio que o que se ensina em uma faculdade brasileira é parecido com o que se ensina em uma faculdade, digamos, inglesa.

Antes de jogar a culpa na “cultura”, podemos pensar em incentivos. Entretanto, quais incentivos agiriam aqui? Talvez a sensação de poder que um bocó endinheirado brasileiro tem ao ver que seus crimes são sempre menos graves do que os de um pobretão. Ou talvez eu esteja enganado. Claro, pode ser que haja outro motivo.

Mas não é terrível imaginar que exista uma certa má qualidade nas elites latino-americanas, que as tornam um pouco piores do que suas companheiras do Primeiro Mundo (e talvez possamos dizer o mesmo das elites africanas). Será?

Novos artigos

A pilha só aumenta, então vou deixar como dicas para os leitores sérios deste blog.

Primeiro, um artigo sobre ranking de periódicos de economia. Em seguida, um pouco de história, com a velha pergunta: será que a colonização européia foi prejudicial para as colônias? Mais história, com o mercado de seguros brasileiro como alvo da pesquisa. O surgimento da indústria musical indiana é descrita neste artigo.

Bolivarianismo nascente

O cidadão comum não pode nem ter uma pequena amostra do que é viver em uma economia aberta que grupos poderosos – com livre trânsito no governo (notadamente em ano eleitoral) – já começam com um estranho papo de “excesso de importações”.

Por mim, eu importaria políticos. Certamente seriam mais baratos que os nossos. Se der bobeira, acho que até conseguimos algum menos estúpido e mais honesto por um bom preço.

Medo de importações é um traço do bolivarianismo pouco citado e que merece mais investigação por parte de nossos (s)ociólogos (thanks, Gaspari) e seus inseparáveis aliados: os cientistas políticos.

Falhas de governo

O melhor é o representante do partido da situação defendendo a inclusão da cachaça na cesta básica com um argumento “politicamente correto”.

Já os outros deputados, nada inesperado…o que nos leva à seguinte pergunta: é difícil entender a existência de tanta arbitariedade contra os pagadores de impostos deste país?

p.s. logo aparecerão aqueles falando dos “limites da imprensa” e outras desculpas sem sentido…

Incentivos importam

O Freakonomics divulga um estudo que mostra que universidades virtuais não são o que se diz por aí. Aparentemente, aquela história dos geniais alunos que aprendem sozinhos em casa não passa de lenda urbana (ou é apenas uma evidência de que existem exceções à toda regra, claro).

Curiosamente, os mesmos pais que geralmente clamam genialidade para seus pimpolhos também são os mesmos que exigem que os mesmos frequentem uma escola. Ou seja, no fundo eles sabem que este negócio de estudar sozinho não funciona. Até mesmo aquele pai que foi perseguido pelo governo porque educava os filhos em casa não foge à regra: além de pai, ele ensina.

Enfim, nenhuma novidade: incentivos importam.