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Três gols…dois contra

Incrível a habilidade da seleção japonesa: perdeu de dois a um da Inglaterra marcando todos os gols da partida!

p.s. e ainda teve artilheiro: o brasileiro naturalizado japonês marcou um gol para cada seleção!

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A Cepal de FHC e Serra inovou?

A resposta parece ser negativa. Embora falem em “inovação” e em “desigualdade”, a impressão que fica, desta matéria é que a Cepal do século XXI é a mesma dos anos 50.

“Inovação” é uma palavra bonita. Eu mesmo gostaria de inovar mais. Entretanto, como os recursos são escassos, como é que um aumento da carga tributária ajudaria as pessoas a inovarem mais?

Bem, talvez o aumento da carga faça com que sejam criadas formas novas de burlar o fisco. Esta seria uma possível inovação. Um aumento da carga tributária também poderia gerar um desestímulo a investir no capital humano, o que seria indesejável pela própria Cepal.

Como será que um sujeito teria sua capacidade de “inovar” aumentada ao pagar mais impostos? Não sei quanto a Cepal paga de impostos ao governo (se é que paga), mas eis uma outra pergunta: inovar é sinônimo de avanço na sociedade? Nem sempre. No caso da Cepal, contudo, parece que há falta de inovação em suas propostas (e, portanto, a Cepal deveria pagar mais impostos…).

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Imposto sindical e você

Os eleitores podem ter se esquecido do discurso dos anos 80 – alguns nem eram nascidos – no qual um aguerrido líder da CUT acusava o imposto sindical de ser um dos maiores símbolos do peleguismo.

Hoje, este líder está bem caladinho, talvez tenha ficado doente, velho ou se cansou da luta. Claro, pode ter se corrompido, mas vou fazer de conta que sindicalista e corrupção são dois substantivos que não combinam.

De qualquer forma, eis o resultado do aumento de “rent-seeking” promovido pela administração que governa o país há oito anos, com a anuência da auto-denominada “oposição”. Aqui.

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Pesquisa de opinião

O caso da Colômbia acaba de mostrar mais um exemplo de que pesquisas de opinião são muito complicadas. Geralmente as pessoas condenam os economistas por previsões erradas – há até quem nos critique por não termos “previsto a crise” (!) – e abusam da crítica fácil à econometria.

Contudo, pense bem sobre as pesquisas de opinião, ganha-pão de muito cientista político e sociólogos. Eis alguns bons pontos para se considerar:

i) Quanto custa uma pesquisa destas? – Depende do escopo da pesquisa e também da margem de erro que se deseja. É muito fácil obter uma pesquisa absurdamenta barata com uma margem de erro não tão grande quanto se imagina.

ii) Quantos cursos de Ciências Humanas (mesmo as “Sociais Aplicadas”) no Brasil possuem disciplinas de Estatística? – Esta pergunta é tem uma resposta aproximada bem simples: quase nenhum. Basta procurar, nas publicações de Estatística Aplicada os nomes de gente do ramo. Encontre um sujeito desta área que saiba desenhar amostragem para problemas específicos e você descobrirá que seu preço é muito alto. Este é um recurso, infelizmente, escasso.

Estes dois pontos tornam o universo das pesquisas de opinião bem menos charmoso do que a econometria. Se quiser mais uma evidência, ligada ao item (ii), pense no seguinte: quantos livros de Econometria existem no mercado? Quantos de Estatística? E quantos existem para Amostragem? Você descobrirá que engenheiros (notadamente os da engenharia de produção), economistas e alguns administradores têm acesso ao conhecimento da amostragem em nível suficiente para que façam uma ou outra pesquisa. Mesmo os economistas, que poderiam ser os maiores potenciais usuários desta ferramenta, raramente se preocupam com a amostra em si.

Alguém pode dizer que esta evidência é apenas uma das possíveis. Concordo. Eu nunca vi um estatístico sério, especialista da área, discutir em um programa de televisão, os problemas dos institutos de pesquisa. Claro, existe o medo de perder o mercado de consultorias e também existe o problema de se indispor com colegas. Mas debater estes métodos abertamente também é uma forma de se promover (se você não diz bobagens, claro) e de criar pressões para que os institutos melhores suas pesquisas.

No final, penso que a qualidade das pesquisas de opinião que temos visto é baixa. Não tenho motivos para acreditar nisto (ou não), mas o fato de os detalhes técnicos da amostragem serem de difícil acesso e tão pouco sujeitos a escrutínio público em um país que se gaba de ter tantos alunos no terceiro grau só me faz pensar que ainda estamos longe do nível de capital humano necessário.

Torço, evidentemente, para que a qualidade estatística das pesquisas melhore. Mas, por enquanto, um tema de economia política para pesquisa deveria ser: quais os incentivos que permeiam o mercado de pesquisas políticas? Preço importa? Grau de endividamento de um instituto de pesquisa o torna mais vulnerável a pesquisas nas quais o critério da politicagem prevalece sobre o da técnica?

Bem, é isso. Tentei trazer uns links de elementos de amostragem da Wikipedia em português, mas, novamente, vejo que os brasileiros não são tão conhecedores assim da ciência…