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Infelizmente o Itamaraty não é bom com greves de fome

Por isso não falou nada quando o “criminoso comum” (na terminologia petista na administração da Silva) morreu em Cuba. E nem consegue se posicionar sobre um cineasta iraniano (outro criminoso comum?) que se encontra em greve de fome.

Talvez seja interessante alguém ministrar um curso para nossos diplomatas sobre como lidar com direitos humanos ou questões como greve de fome. Um assento no Conselho de Segurança da ONU deve dar muito tesão para os entusiastas do “complexo industrial-militar”, mas será que “segurança” é apenas sentar no tanque e pegar na bazuca?

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Clube do capital humano

Pronto, fundei o meu clube.

Explico-me. Não quero subsídios do governo para mim. Também não quero mais impostos sobre ninguém em meu nome. Tudo começou com o artigo que eu e o Guilherme publicamos aqui. Desde então, não consigo mais deixar de notar a má qualidade da mão-de-obra por aí. Ontem fui a um restaurante japonês de BH com o Ari e sua família. O garçom me soltou um “- A gente temos” em umas quatro ou cinco frases seguidas.

Não dá para ignorar. Como conheço alguns professores da rede pública, sei que nem todos concordaram com o “construtivismo achado na rua” que defende, na prática (mesmo que não o digam, é a consequência lógica do que pregam), o descaso com a qualidade do capital humano. Nesta visão puramente política da pedagogia, “qualidade” é coisa de capitalista que certamente gera exploração da mão-de-obra inocente, burra (e que precisa ser guiada pelos grandes timoneiros da esquerda para…para…para onde?).

Como economista e como professor, não posso compactuar com esta enganação. Não quero mais ver garçom falando como um selvagem. Quero vê-lo estudando e ampliando as chances de evoluir e ser uma pessoa realmente completa, que tem capacidade de escolher entre diversas profissões possíveis.

Cada um com um mínimo de inteligência (note: não necessariamente isto significa estudar muito) sabe que os políticos estão, em sua esmagadora maioria, independente da ideologia que dizem defender, apenas dispostos a permitir que as pessoas tenham a oportunidade de servi-los como garçons, prostitutas, engraxates a troco de uma esmola que pode até ser uma bolsa financiada com o dinheiro público. Isto não é política social, é exploração.

Até os industriais, que sempre defenderam uma única política setorial como sendo social, a tal política industrial, estão em maus lençóis agora, em parte como resultado de suas próprias ações como pedintes (e não como empresários) neste capitalismo paternalista que é o brasileiro. Não é difícil notar a notória dificuldade que eles têm, por exemplo, em apresentar algum estudo com uma medida simples de bem-estar para justificar suas reivindicações. Substituir importações, meus caros, não é um almoço grátis.

Bem, isso tudo nos leva ao clube do capital humano. Qual o objetivo? Simples, quero colecionar, sobre esta tag, notícias que mostrem o problema. Quanto mais a blogosfera espalhar as impressões sobre este problema, melhor. No mínimo vou colecionar evidências, aqui, de que o problema do capital humano brasileiro continua sério e que não pode ser mascarado com o discurso “agregador-keynesiano”. Capital humano é, sim, um problema de infra-estrutura no Brasil e, não, não se resolve criando mais universidades públicas. Capital humano é um problema microeconômico. Está na vida de cada um de nós: na padaria, no posto de gasolina, na faxina semanal e, para a tristeza de alguns, na própria família.

Este Clube está aberto para a coleta de depoimentos, impressões, dados, estudos científicos, etc.

p.s. O primeiro convite é ao professor Guiherme Hamdan, co-autor do artigo. Se quiser blogar aqui sobre este tema (e outros), é só me falar.

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Muçulmanos pró-terrorismo: acordem!

Duas dicas para os imbecis de sempre. Aqui e aqui.

Realmente acho que a melhor idéia desta semana foi aquela que causou pânico no Paquistão: cada um tem o direito de fazer a charge de Maomé, Deus ou qualquer outro ser vivo, mitológico ou mesmo estagiários.

Curiosamente, na democracia, críticas são bem aceitas. Veja o caso dos EUA e o vazamento de óleo. Tente comparar com a plataforma de Chavez que afundou (deu no jornal?) recentemente. Nem há mais oposição para reclamar na ditadura (democraticamente eleita…tal como no nascimento do nazismo, com a eleição de Hitler, lembra?) venezuelana.

Não basta ter imprensa e eleições para se dizer democrata, como quer nossos bolivarianos brasileiros. Irã não é democracia, pessoal. Venezuela também não é. Nem Cuba. Ah sim, a Coréia do Norte também não. Não me venha com o papo do “poder do dinheiro”. É nestes países que existe a maior concentração de renda (toda ela em uns poucos que, aliás, detêm o poder de explorar o trabalho alheio). É nestes países, também, que não existe liberdade de imprensa por conta do “poder da mídia”, todo ele nas mãos do suposto defensor da liberdade de expressão: o Estado.

O problema não é deixar de ser terrorista. O problema é o terrorismo deixar você. Tem político brasileiro por aí dizendo não ser  terrorista, mas a mentalidade terrorista, esta terrível forma de pensar, não parece ter abandonado muitos deles. Merecem charge também, claro (veja o texto de 19.02 do Danilo para entender a diferença entre o Brasil e uma democracia).