Uncategorized

História Econômica e os erros de North e Acemoglu

The Institution of Douglass North

McCloskey, Deirdre Nansen (2009): The Institution of Douglass North. Unpublished.
Abstract

North, with many other Samuelsonian economists, thinks of “institutions” as budget constraints in a maximization problem. But as Clifford Geertz put it, an institution such as a toll for safe passage is “rather more than a mere payment,” that is, a mere monetary constraint. “It was part of a whole complex of moral rituals, customs with the force of law and the weight of sanctity.” The Geertzian metaphor of negotiation and ritual makes more sense than the metaphor of a mere budget constraint. Meaning matters. North in particular thinks that the budget line of anti-property violence was shifted in the late 17th century. It was not: on the contrary, England was a land of property rights from the beginning. So “institutional change” does not explain the Industrial Revolution. The timing is wrong. Incentive (Prudence Only) is not the main story, and cannot be the main story without contradiction: if it was Prudence Only the Industrial Revolution would have happened earlier, or elsewhere. Other virtues and vices mattered—not only prudence, beloved of the Samuelsonians; but temperance, courage, justice, faith, hope, and love, which changed radically in their disposition in the seventeenth and eighteenth centuries. Sheer commercial expansion is routine and predictable and ill-suited therefore to explaining the greatest surprise in economic history. The Glorious Revolution of 1689, which North and Weingast have cast in a central role, merely made the British state effective. It did not change property rights, as economists such as Darin Acemoglou have supposed, on the basis of North’s tale. North praises patents and incorporation laws, neither of which had much impact in the Industrial Revolution. The 18th century, in other words, was not a century of “institutional change.” Nor is the entire absence of property relevant to the place or period. Richard Pipes argued it was relevant, on the basis of the Russian case. Yet only in society’s dominated by Steppe nomads was property weak—in Europe in the 16th and 17th centuries, as in China then, it had been strong for centuries past. The Stuarts were not princes of Muscovy. And indeed private property characterizes all settled human societies.

McCloskey, como sempre, sacundido os alicerces…

Anúncios
Uncategorized

Quem previu a crise?

O pessoal fala do “Dr. Doom”, mas ninguém havia lido Fred Foldvary. Em 2007, ele publicou um livro sobre a crise de…2008. Alguns comentaristas da lista de discussões de história do pensamento econômico estão entusiasmados com ele.

Quem diria que até os austríacos – inclusive os tupiniquins – não falariam de Foldvary. Será que é porque ele “ousou” avançar cientificamente com a adição de uma variável na teoria austríaca dos ciclos? Talvez pesquisadores de economia austríaca no Brasil ainda sejam escassos, ou talvez não pesquisem muito. De maneira bastante similar, o mesmo pode ser dito de outros heterodoxos (exclusive os pterodoxos, porque estes são “cabeças-de-Word”), que também parecem ignorar artigos interessantes que não se encaixam no “panteão dos oráculos” que tanto veneram (geral, mas não exclusivamente: Keynes, Sraffa, Marx), embora estes últimos sejam mais barulhentos na academia brasileira.

Os ortodoxos, bem, até agora estes procuram explicar a crise e se você acompanha este blog, sabe que, embora não seja meu interesse principal, tenho procurado divulgar alguns textos que me parecem importantes para entender a crise (ainda que meus colegas não me achem muito ortodoxo…). Claro que muitos de meus colegas também são ortodoxos-pterodoxos e confundem a dificuldade de modelar matematicamente com a irrelevância de um tema. Mas ainda estes são úteis, porque sabem trabalhar com a matemática e podem contribuir mais para nosso entendimento da realidade do que o pessoal que discursa baseado na fé (panteão…) e não na ciência.

Então, já é hora de fazer justiça a Fred Foldvary. Goste-se ou não, o pessoal tem que dar uma lida nele. Obviamente aparecerão críticas. Antecipo uma: “ele previu a crise muito próximo de seu efetivo início”. Este tipo de crítica, geralmente, é muito ruim. Por que? Porque sabemos que o pessoal do panteão adora dizer que já previu qualquer crise que ocorreu ou que venha ocorrer por conta de suas teorias que, convenientemente, quase nunca se prestam a testes positivistas (ou seja, a realidade foi expulsa de sua análise por seu “pluralismo (excludente) metodológico”). Previsões relevantes não são as mais próximas ou distantes, mas as mais consistentes, cientificamente.

p.s. eu disse que muitos dos meus colegas não me acham ortodoxo. Isso é verdade. Mas também é verdade – pela quantidade comentários feitos em português sofrível, com uso abusivo de letras garrafais e argumentações pouco científicas mas bem irritadinhas – que mais gente me acha não-heterodoxo. Ah sim, comentários como estes, mal educados e imbecis em essência, são sempre excluídos porque este blog não é muro para pichadores.

Uncategorized

Em resumo, a carreira do sr. da Silva e de seus seguidores é…

Intelectuais conhecidos chegaram a dizer que o escândalo do mensalão, por exemplo, era uma crise “sem importância”. Mas um sujeito e um partido que constroem sua fama em torno da palavra “ética” devem ser no mínimo cobrados de modo igual. No entanto, a sucessão de falcatruas multipartidárias e a mise-en-scène da Polícia Federal anestesiaram a indignação. O conluio com o PMDB de Sarney et caterva, que na semana passada derrubou a ação popular que queria proibir candidatos com ficha suja, não os leva às tribunas de protesto. A impunidade de Waldomiros e Delúbios não gera manifestos e passeatas. Já os articulistas que sempre pintaram Lula como camarada-mor do socialismo democrático e agora se queixam, como que surpresos, não conseguem entender que não tenha mudado o “modelo econômico”.

Leia tudo. É um texto curto, mas diz um bocado. Só não explica como tantos “militantes éticos decepcionados” fazem festa e carreata de maneira entusiástica em minha cidade quando um candidato do partido do sr. da Silva se une a gente como ex-governadores acusados de corrupção pelo mesmo partido no passado. Se ética é isto, temos que examinar as cartilhas dos cursos de formação política deste pessoal da esquerda. Alguém deve estar sendo enganado…