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Notícias da AMDE

Foi muito bom o encontro da AMDE, no final da semana passada (quinta e sexta). Cheguei já à noite, mas pude ver o meu colega Fabiano terminar sua apresentação e, claro, ganhei um exemplar autografado.

Fabiano foi injusto comigo, dando-me um papel mais importante do que eu realmente tive no desenvolvimento final de sua tese que, imagino, será polêmica entre advogados e economistas.

Apresentei na sexta-feira pela manhã e tentei dar noções de Economia para uma platéia de alunos do Direito. Após a apresentação, um grupo de alunos me procurou e me disseram que já estudaram o livro do Mankiw (sempre ele) e que o professor cobrava bastante. Senti-me até inútil, mas o melhor mesmo foi uma aluna que disse: “- Professor, eu concordo com o que o senhor falou! Precisamos de mais pesquisas. Eu adoro pesquisas”.

Isto ilustra bem o significado da vida na Academia. Você pode transformar seu período de graduação em algo rico em termos de conhecimento e, claro, de amizade. Mas também pode transformar todo este tempo em uma reles extensão do colégio, comportando-se como uma máquina que só funciona se alguém lhe aplica uma prova.

É difícil pensar nisto com tanto hormônio na adolescência, mas a gente encontra pessoas inteligentes de vez em quando, como o grupinho de alunos (acho que eram 3 moças e 3 rapazes, ou algo assim) que encontrei.

p.s. Também fui pego por uns dois alunos me perguntando questões de economia e custos de transação.

p.s.2. A AMDE, a ABDE e a ALACDE têm sido encontros muito interessantes e prazeirosos. Sem desmerecer meus colegas de ANPEC ou SBE e ANPECs regionais, sinto-me mais à vontade entre economistas que não sabem Direito e advogados que não sabem Economia. Há sempre algo novo a se aprender. Meus parabéns à organizadora da UFJF, Luciana e ao nosso presidente da AMDE, Alexandre Cateb.