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Rápidas da blogosfera

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Excelente ponto

Importa aos liberais combater esse tipo de atitude por ser ela utilizada para combater posições políticas ou econômicas fundamentadas em primeiros princípios. Diz-se que libertários são marxistas com os sinais trocados, que são tão utópicos quanto aqueles que pretendem combater, que pregam o fundamentalismo do mercado, o radicalismo da liberdade desgovernada. Talvez. Mas a não ser que se discutam os fundamentos do mercado e a veracidade das premissas e dos argumentos dos liberais, a presunção da sabedoria da moderação não passa de uma falácia ad temperantiam. Como se, entre duas idéias opostas, entre duas posições radicais, o meio-termo fosse necessariamente verdadeiro, substancialmente a melhor prática. Quem é que nunca ouviu algo parecido com “entre capitalismo radical e o comunismo totalitário, fico no meio termo, com um socialismo de mercado, ou um capitalismo bem regulado”.

O cientista social que deseja compreender a justiça e oferecer respostas legítimas à questão do bem comum não deve tentar estabelecer um compromisso entre diferentes ideais, ou enveredar por um pragmatismo ordinário na crença de que assim seus objetivos serão assim menos ideológicos, preconceituosos, ou mais verossímeis.

Diogo escreve – e argumenta – muito bem. O trecho acima ilustra o que digo. Aliás, o artigo todo vale a leitura.

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Haiti

Ontem li uma notícia boba, sobre os Médicos sem Fronteiras fazerem coro ao governo brasileiro em suas críticas sobre os EUA, o aeroporto do Haiti e tudo o mais.

Na verdade, qualquer um que acompanhe alguns dados básicos sabe que o Haiti merecia mais atenção de médicos, ONU e afins há mais tempo. Veja, por exemplo, o Failed States Index. O Haiti só não está pior porque existe sempre um Sudão ou um Iraque.

Isto tudo é culpa do liberalismo, dos neoliberais ou do mercado? Longe disso. Basta olhar para o desempenho do Haiti nos dois índices de liberdade econômica existentes (Fraser Institute ou Heritage Foundation-Wall Street Journal).

Eu poderia citar outros índices, mas o leitor deste blog já conhece bem a barra lateral à direita. Em outras palavras, não é de se espantar que o país não tenha infra-estrutura para socorrer as pessoas. Não há fornecedor de bens públicos e nem de bens privados. O bolivarianismo em sua versão haitiana não deu apenas um tiro no próprio pé, mas vários.