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A vida como ela é

Um aniversário muito importante hoje. Terei que interromper o trabalho por agora mas é por uma boa causa. ^_^

Volto depois.

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Super Freakonomics

Acabo de alcançar 60% do livro. Há lá um capítulo sobre o famoso caso de Kitty Genovese que vale a leitura por qualquer interessado em Economia. Por que?

Bem, uma das críticas mais famosas – e mais ingênuas, na maioria das vezes – à economia é que existiriam pessoas altruístas, que não agiriam pelos próprios interesses. Kitty Genovese aparece na discussão por conta do furor que o crime causou na época: teriam os 38 moradores assistido em silêncio um assassinato? Por que tanta apatia?

Vários estudos de experimentos mostraram, por um lado, evidências que indicariam um forte componente altruísta nas ações das pessoas (mas se os detratores do “homo economicus” estão certos, como explicar o caso Genovese?). Por outro lado, achados recentes indicam que muitos resultados dos experimentos em laboratório podem ter sido mal interpretados (e, portanto, o “homo economicus” estaria correto).

Além do debate sério sobre que tipo de hipótese comportamental faz mais sentido ao examinarmos as ações humanas, o mais interessante é verificar que a história de Kitty Genovese, tal como popularizada e divulgada por anos, é, no mínimo, errada. Afinal, houve gente ligando para a polícia, ao contrário do que sempre se disse (e creio que o verbete da Wikipedia que citei acima está, ainda, sob forte influência desta versão incorreta dos fatos).

O final do capítulo é um belo exemplo de que a questão do altruísmo está longe de ser compreendida, bem como o suposto fim do “homo economicus”. Não vou contar o final do capítulo, mas quem quer que o tenha lido entenderá o que digo.

O mais interessante, para mim, é ver como os tradicionais “gênios” da academia brasileira (os que desafiam hipóteses mas nunca publicam um artigo sério com seus ataques em uma revista científica decente) ficam nus diante de um capítulo como este. Geralmente usam o argumento de que “estudamos muita matemática e pouca história”, mas sequer se preocupam com a história que contam. É realmente bom para a reflexão.

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Ozooni

A passagem de Ano Novo, entre os japoneses e descendentes, é marcada pela sopa de Ozooni. Dá um certo trabalho fazer isto em casa (eu já fiz a minha própria versão, mas eis uma dica boa) mas, neste ano, eu degustei a minha no New Mimatsu. Ao contrário do hiyashi chuka que citei anteriormente, a sopa é quentinha.

Detalhe para os gaijins: o ozooni pode grudar em sua boca e é bom ter cuidado ao tentar mastigá-lo. Mas vale a pena.

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Hiyashi Chuka

Eu já falei que Hiyashi Chuka é meu favorito entre os poucos conhecidos (pelos brasileiros) Lamens da culinária japonesa? Bem, abro agora um pequeno espaço neste blog para, eventualmente, falar de bons restaurantes. O primeiro deles, em São Paulo, é o Kazu Lamen. No verão, pratos como este alimentam bem sem aquele tradicional peso no estômago de um rodízio de churrasco sob 40 graus ferventes da capital paulista.

Eis minha primeira indicação do ano. Fui e recomendo.

p.s. na foto, o alternativo Goma Misso Hiyashi, também delicioso.