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Natal e Papai Noel, aqui.

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Bananobama?

Quem não se lembra do sorriso cheio de maldade e alegria da maioria das pessoas quando Bush foi pego de surpresa em 11 de setembro de 2001? Várias piadas maldosas foram feitas sobre sua incapacidade de reagir à notícia enquanto tratava com crianças em uma escola (o que, aliás, parece-me uma extremamente boa percepção de como reagir em um ambiente adverso).

Entretanto, eu aposto que 90% da mesma amostra de pessoas nem se preocupou em criticar Obama por sua incrível demora (um dia?) em se pronunciar sobre o terrorista nigeriano que tentou explodir um avião no dia de Natal. Diga-se de passagem, o contraste da tolerância ocidental em relação à da galerinha do Oriente Médio está na pouca preocupação das pessoas com o fato. Feriado religioso, aqui, é igual a qualquer dia. Imagine um ataque israelense sobre o Irã em pleno Ramadã. Ia gerar uma comoção, passeatas e quebra-quebras (na França).

Pois pode-se discordar de mim sobre alguns aspectos aqui, mas o fato é que Obama não tem sido nada claro sobre como seu governo encara a ameaça terrorista. Será que ele acredita mesmo que ler o incrivelmente errado (e famoso) “Veias Abertas…” trará mais paz ao mundo?

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Índice de Sentimento dos Economistas

O índice ao lado é calculado pela Fecomércio-SP em parceria com a OEB. Observando-o, podemos pensar em várias perguntas interessantes. Vamos lá: (a) o quanto os economistas erraram em relação ao desempenho da economia (geralmente o pessoal usa a produção industrial, mas pode-se pensar em um outro indicador antecedente como a produção de papelão ondulado); (b) o quanto os economistas, consumidores e industriais se diferenciam? (já que muita gente publica índices de expectativas de gente que nem sempre entende tanto de economia como, supostamente, um especialista em economia); (c) economistas nem sempre tomam decisões diretamente ligadas ao desempenho da economia. Por exemplo, como em outras profissões, há uma vasta área de trabalho para economistas e aqueles envolvidos com finanças geralmente são mais sensíveis ao desempenho da economia do que aqueles que se envolveram na burocracia pública. Portanto, se compararmos o índice acima com o boletim Focus, do Banco Central, o que encontraríamos?

Estas são perguntas preliminares, mas que serão respondidas, certamente, com uma limitação séria, já que a série de tempo acima ainda é muito limitada (pouco mais de 12 meses). Mesmo assim, não creio que se perca muito da intuição. Afinal, o que conta, para qualquer teoria séria sobre as expectativas dos agentes, é o descolamento em relação ao desempenho real no mesmo período. Você pode até calcular uma média ao final e dizer, claro, que “em média, o sujeito errou zero% (ou outro valor)”, mas a decisão que conta, a cada parcela do seu salário aplicado é a mensal. Ninguém espera o fim da amostra para ficar satisfeito de não ter errado nada, em média (geralmente o sujeito realista quer uma suave diferença positiva). Para se ter uma idéia inicial, veja o gráfico abaixo no qual todos os índices aparecem com base em jun/08.

A partir de mar/09, os economistas parecem bem mais otimistas, não? Talvez. Pode-se pensar em mais hipóteses para se testar e, claro, quem tiver o trabalho e quiser mostrar os resultados aqui é bem-vindo, nos comentários.