Três textos para interessados em estudos avançados na área de Economia Austríaca

2009 Lavoie Graduate Student Essay Competition Winners

The Society for the Development of Austrian Economics is pleased to announce the winners of the Don Lavoie Memorial Graduate Student Essay Competition. Three prizes are given, each worth $1000, to be used to pay expenses to attend the Southern Economic Association meetings this November in San Antonio, TX, where the winners will present their work on a special panel at 10:00am, Saturday, November 21, 2009. Prize awards are contingent on attending the SEA meetings and the SDAE’s annual business meeting and awards banquet.

This year’s winners are:

Chad Seagren
George Mason University
Agent Based Modeling and Austrian Analysis of Accident Law”

Arash Molavi Vasséi
University of Hohenheim
“Static Tools for Dynamic Analysis: Ludwig von Mises’s Business Cycle Theory”

David Skarbek
George Mason University
“Self-Governance in San Pedro Prison”

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Delfim Netto reeditado

Leo tem uma ótima dica para presentear sua biblioteca ou renovar seu programa de curso de História Econômica do Brasil: a clássica tese de Delfim Netto. Claro que as escolhas políticas de Delfim, como diz o Leo, dificultaram a divulgação de seu livro. Mas este é o mesmo motivo pelo qual eu esperaria pouco sucesso para Furtado. De qualquer forma, o fato é que as pessoas ainda acham que matar pelo socialismo é “do bem”, enquanto que matar pelo “Brasil Potência” (hoje dir-se-ia: “Brasil do PAC”), é “do mal”.

Mesmo que deixemos de lado a ridícula peneira ideológica que os pseudo-economistas adoram usar como escudo, permanece o fato de que a tese de Delfim merece um tratamento muito melhor da parte dos professores (e alunos) de história econômica.

Regra simples: siga a regra

Então você diz, no início do semestre, que não pode ter um celular em cima da mesa durante a prova. A partir daí, qualquer violação desta regra deveria ser punida. Ponto final. Qualquer desdobramento a partir do ilícito é de responsabilidade do (ir)responsável que não cumpriu a regra.

Funciona assim em países neoliberais e primitivos como EUA, Alemanha, Japão ou Suíça. Mas, na selva, este lugar que serve de fossa para experimentos bolivariano-heterodoxos (mata o Bambi, tio, mata!), as coisas são mais complicadas.

O avanço totalitário

Os bolivarianos – nome dado aos socialistas, por eles mesmos, para se desvincularem de sua história manchada de sangue alheio – buscam derrubar o último (suposto) obstáculo que lhes atrapalha: o controle da imprensa. Obviamente, a RSF, que adora reclamar de perseguição a jornalistas, ainda não foi capaz de se tornar mais eloquente diante destas notícias (sic).

Obviamente (de novo), a resposta para estes ultrajes governamentais não deve se basear em alguma imagem mitológica do jornalista enquanto “herói que busca a verdade”. São todos uns auto-interessados, como os economistas, leitores deste blog e outros seres ditos humanos. O ponto é que a busca do auto-interesse é bom para a imprensa: significa mais vontade de fiscalizar o governo ou a oposição. Ao tentar controlar a imprensa, regular seu conteúdo, etc, age-se como no clássico 1984 de George Orwell (que o pessoal da esquerda odeia ler), na tentativa de controlar, em algum momento do futuro, o que você, leitor, pensa.

Lamentável mesmo é que a RSF nem se manifeste.

p.s. outro momento imbecil da esquerda latino-americana (e do bolivarianismo iraniano): o multiculturalismo de um único lado. Dá para prever o aumento do consumo de alfafa na América Latina…

O poder transformador da língua portuguesa

Estavámos eu e mais dois colegas em nossa sala, ontem, pela manhã, quando um aluno veio a ter comigo. Segundo ele, corretamente, eu teria dito que os grupos que entregariam o trabalho seriam de tamanho limitado entre dois e três integrantes. Pois eis que o rapaz, convicto, perguntou-me:

– Posso fazer de quatro?

Naquele momento ficou claro para mim o sempre festejado poder transformador da língua portuguesa.

Homo Econometricum encontra lições importantes

Nosso estimado Homo Econometricum, agora no mestrado, procurou alguém que pudesse lhe dar importantes lições de sobrevivência no mundo dos negócios. Não achou nada nas estantes da biblioteca da galera de bízinês, claro. Acabou encontrando aqui. É o velho Mike mostrando que sabe exatamente onde estão os problemas.

A FAB é uma instituição?

Eu me pergunto se as Forças Armadas servem para algo como a “defesa” de nosso país. Ultimamente, por exemplo, a Força Aérea Brasileira só serve para dar carona para filhos de presidente e amigos.

É tanto desrespeito com as leis de um país que fica difícil dizer que não somos como as proto-ditaduras latino-americanas. Sempre que uma instituição derrotar o Executivo este, por medida provisória ou qualquer outra medida, reverterá o resultado. Com a imprensa amaciada, melhor ainda (para o Executivo, não para o povo).

Tristes trópicos…

Raízes cristãs da crise subprime

Na verdade, a matéria mostra uma perigosa conexão entre bancos e igrejas nas origens da crise subprime. Vale a pena ler tudo. Em outras palavras, certa vertente do movimento cristão possui perigosas similaridades com o discurso de certos banqueiros. Uma coisa boa é incentivar o sujeito a enriquecer, outra, complicada, é aumentar os problemas da assimetria de informação.

Esta discussão vai longe e a leitura desta matéria ajuda a pensar no tema. Incentivos, como sempre, importam.

Lomborg, Lomborg

Lomborg, quando lançou seu “Ambientalista Cético”, foi atacado por várias pessoas. Ninguém conseguia acreditar que os dados pudessem levar às recomendações do ex-ativista do Greenpeace. Pois é, o tempo passou, a ética da esquerda se enterrou com o suposto mensalão, com as dezenas de filhos do bispo esquerdista (e presidente) do Paraguai, e, agora, os membros do movimento ambientalista mostram que não são nada santos.

Se você pensa em incentivos, como eu e o Lomborg, sabe que cientistas reagem a incentivos e, como qualquer ser humano, sempre buscam maximizar algum objetivo. O escândalo que veio à tona no link citado mostra que não deveríamos mesmo esperar nada diferente de alguém só porque o mesmo se diz “preocupado” com o “bem-estar social”.

Que haja gente séria preocupada com o meio-ambiente, é um fato. Aliás, esta patota deve estar muito brava com estes cientistas…

Mais sobre a capa da Newsweek

Agora o debate nos EUA ficou mais interessante. A despeito da questão política – na qual a Newsweek parece se mostrar bem anti-republicana – ou da discussão sobre se a foto é ou não sexista (Palin, como muita feminista de quermesse, tem esta tendência esquerdista de ver discriminação em tudo), agora surge um novo ponto: o dos direitos de propriedade.

Aparentemente, a foto utilizada não o foi com a permissão original da The Runner´s World Magazine. De qualquer forma, mais uma peça de propaganda no tabuleiro norte-americano no qual Obama, aliás, não anda tão bem assim.

Populismo: ruim só quando é dos outros

O debate sobre Sarah Palin aqui, despertado pela Newsweek, é basicamente o de se seu populismo é ou não algo bom para os EUA. Claro que a resposta da revista é negativa. Incrível mesmo é ver como jornalistas brasileiros – alinhadíssimos com o governo – acham o populismo de presidente da Silva bonitinho, como se o mesmo fosse um mascote do jornalismo que sempre se acha engajado (embora sempre precise de verba publicitária para viver, junto à ideologia “cazuziana”) e isento de ideologia (mas mais principalmente isento de ideologia liberal do que de visões autoritárias).

Sarah Palin pode ser populista, mas da Silva o é muito mais. E seu encanto sobre sua platéia não é diferente do efeito do sr. da Silva sobre a sua, mesmo com filhos passeando em aviões da FAB, evidências de mensalão mais gritantes do que as de corrupção de um certo ex-prefeito paulista ou discursos autoritários contra agências reguladoras, oposição e qualquer outra força contrária que esteja em seu caminho. É, da Silva é igualzinho a qualquer outro aspirante a poderoso.