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Incentivos e o ENEM

Concordo com muitos dos meus colegas que é melhor um Provão do que nada. Também concordo que a mudança promovida pelo MEC na administração da Silva – a amostragem – não é um avanço. Mas também não posso ignorar o fato óbvio de que existe um incentivo muito forte para que a prova vaze.

Qual a credibilidade das instituições brasileiras? O episódio todo é lamentável, mas uma boa dose de humildade de nossos políticos ajudaria a melhorar as coisas. Opa, nada feito.

Voltando ao tema, acho curioso que muitos dos meus colegas, que estudam incentivos e discorrem sobre os mesmos melhor do que eu não falem muito da chamada “indústria do vestibular”. É a melhor forma de selecionar alunos? O vazamento de uma prova do vestibular é mais ou menos grave do que a do Enem? O que, exatamente, mede o vestibular? O que, exatamente, mede o ENEM? Há um bom material para uma discussão aqui. Uma discussão sobre capital humano, sobre a ideologização do ensino (leu o livrinho de Sardenberg, leitor?), etc, pode surgir aqui. Uma boa discussão, se educada.

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Liberdade na Estrada

Reproduzo o itinerário (on the road!) dos beatnicks do Ordem Livre:

Segue o itinerário com as universidades confirmadas para o Liberdade na Estrada durante o mês de outubro. Vá, divulgue, e leve seus amigos socialistas.

Dia 5 – 8h-12h UFRGS, Porto Alegre

Dia 6 – 8h-12h UFSC, Florianópolis

Dia 7 – 8h-12h Unicuritiba, Curitiba

Dia 8 – 8h-12h USP, São Paulo

Dia 8 – 18h-22h Faculdade Mario Schenberg, São Paulo

Dia 9 – 13h-17h FAAP, São Paulo

Dia 13 – 8h -12h Mackenzie-RJ, Rio de Janeiro

Dia 14 – 18-22h IBMEC-MG, Belo Horizonte

Dia 15 – 8h-12h UFMG, Belo Horizonte

Dia 16 – 8h-12h UFES, Vitória

Dia 19 – 13h-17h UFBA, Salvador

Dia 20 – 13h-17h UFAL, Maceió

Dia 21 – 8h-12h UFPE, Recife

Dia 22 – 8h-12h UFRN, Natal

Dia 23 – 8h-12h UFC, Fortaleza

Dia 23 – 18h-22h FA7, Fortaleza

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Fatos estilizados sobre a política fiscal

Pedro, Homo Econometricum (vide link ao lado), enviou-me este texto. Fica aí o dever de casa ao leitor com espírito investigativo: que fatos estilizados se obtém sobre os impactos dos multiplicadores? Mais ainda, se compararmos com as estimativas de John Taylor, o que aprendemos sobre os impactos da política fiscal?

No Brasil, lamento informar, não há um estudo de qualidade sobre os nossos supostos multiplicadores. Digo, não há um estudo recente sobre o tema. A crise chegou em 2007, alguns economistas fizeram uma discussão na Estudos Econômicos, mas ninguém fala do tema. Ou perdi algum artigo (ou a imprensa não citou algum artigo relevante sobre o tema, repetindo seu comportamento pouco investigativo usual), ou há algum mecanismo de incentivos que afeta a pesquisa acadêmica sobre a polítca fiscal no Brasil.

Sugestões de artigos científicos publicados em revistas científicas com estimativas decentes (econometricamente falando) de multiplicadores podem ser feitas nos comentários.